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Fórum Sebrae de Inovação lança novo ciclo do Catalisa ICT e celebra resultados transformadores

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O Fórum Sebrae de Inovação, realizado na terça-feira (3) durante a 34ª Conferência Anprotec em São José dos Campos (SP), reuniu líderes e especialistas para lançar o novo edital do programa Catalisa ICT. O evento destacou a importância da inovação tecnológica para o desenvolvimento econômico e social do Brasil, além de apresentar os impactos gerados pelo programa ao longo de seus quatro anos de existência.

Paulo Renato Cabral, gerente de inovação do Sebrae Nacional, destacou o caráter inovador e disruptivo do programa desde sua criação. “O Catalisa ICT surgiu há quatro anos como uma iniciativa inovadora do Sebrae. Tradicionalmente focados em negócios convencionais, ampliamos nosso escopo para incluir startups e, agora, empresas de alta tecnologia. O impacto desse programa tem sido profundo. As deeptechs que apoiamos têm o potencial de transformar a economia brasileira, promovendo um país mais justo e próspero”, afirmou Cabral.

Desde o seu início, o Catalisa ICT capacitou mais de 3 mil pesquisadores e gerou 171 novos CNPJs de empresas de base tecnológica. No último ano, o programa apoiou 150 deeptechs em todas as regiões do Brasil, conectando pesquisadores a 72 mecanismos de inovação, como Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), laboratórios e incubadoras credenciados pela Anprotec e pelo Sebrae.

Hulda Oliveira Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional, comemorou os impactos positivos do programa. “É uma enorme satisfação estar aqui, celebrando resultados tão significativos e robustos. Este novo ciclo do Catalisa ICT reforça nosso compromisso de transformar conhecimento em negócios, gerando impactos reais para a sociedade”, afirmou Giesbrecht.

Paulo Alvim, representante do Cilla Tech Park, enfatizou a importância das deeptechs para setores estratégicos do Brasil. “É gratificante ver os resultados desse trabalho tomando forma. Os empreendedores que apresentaram seus casos hoje no Fórum Sebrae são exemplos inspiradores nas áreas de biotecnologia, saúde, aeroespacial e meio ambiente – setores cruciais para o futuro do Brasil. O Sebrae demonstra um compromisso único ao apoiar novas iniciativas, e o programa Catalisa ICT é a prova de que nosso espírito empreendedor tem um enorme potencial a ser explorado. Basta nutrir esse potencial, e o Sebrae é especialista nisso”, disse Alvim.

A rede de parceiros, incluindo a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), o Fórum de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Foetec) e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), foi fundamental para os resultados expressivos alcançados pelo programa, segundo Agnaldo Dantas, analista de Inovação e Tecnologia do Sebrae. “O Sebrae é o grande impulsionador do Catalisa ICT, mas o sucesso do programa só é possível graças à colaboração com instituições-chave do nosso ecossistema de inovação. É um esforço coletivo, e contamos com todos para divulgar esta iniciativa e ampliar seu alcance. O impacto que alcançamos até agora é apenas o começo”, afirmou Dantas.

Adriana Ferreira de Faria, presidente da Anprotec, reforçou o papel estratégico do programa para o ecossistema de inovação no Brasil. “É uma honra participar do lançamento deste edital, que é tão significativo para a comunidade brasileira. Como pesquisadora e representante da Anprotec, fico emocionada ao ver um programa tão emblemático como o Catalisa ICT ganhando força. Este programa oferece suporte financeiro, metodológico e estrutural para transformar pesquisas em negócios de sucesso. Só existe uma segunda edição quando a primeira é um grande sucesso, e o Catalisa ICT é prova disso. Contem com a Anprotec e nossos ambientes de inovação para apoiar esses empreendimentos promissores”, disse Faria.

O novo ciclo do programa Catalisa ICT foi detalhado por Paulo Renato Cabral, que explicou as etapas planejadas para transformar ciência em negócios. “O Catalisa ICT está estruturado em etapas claras e estratégicas. Começamos com a mobilização e o aprendizado, orientando pesquisadores a alinhar suas ideias ao mercado. Em seguida, validamos as pesquisas, assegurando sua aderência às demandas do mercado. Por fim, entramos na etapa de inovação, viabilizando as soluções técnica e financeiramente. É um ciclo completo para transformar ciência em impacto real”, detalhou Cabral.

Com o novo edital, o programa amplia ainda mais as oportunidades para pesquisadores, integrando-se a ambientes de inovação como parques tecnológicos, aceleradoras e incubadoras. A expectativa é que os resultados reforcem a neoindustrialização, promovam impactos sustentáveis e fortaleçam a internacionalização das deeptechs brasileiras.

O Catalisa ICT, realizado pelo Sebrae em parceria com a Anprotec, tem oferecido aos pesquisadores de dezenas de instituições capacitações em gestão, mentorias com especialistas, aporte financeiro e acesso ao mercado, contribuindo para o desenvolvimento de soluções inovadoras em setores estratégicos para o país.

Na próxima etapa, o novo edital expande ainda mais as oportunidades para pesquisadores interessados em transformar conhecimento em negócios. A iniciativa prevê não apenas o fomento, mas também a integração com ambientes de inovação, como parques tecnológicos, aceleradoras e incubadoras, em parceria com a Anprotec.

A Conferência Anprotec 2024 continua até 5 de dezembro, com uma programação que inclui workshops, painéis e a apresentação de casos de sucesso. O evento é uma realização da Anprotec, em parceria com o Sebrae, e está sendo sediado pelo Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos, com patrocínio da Finep, CNPq, Confea, Crea e Mútua.

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Como funciona uma pesquisa eleitoral registrada no TSE? Entenda por que nem toda pesquisa tem o mesmo peso

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Em todo período eleitoral, dezenas de pesquisas de intenção de voto são divulgadas no Brasil. Algumas ganham grande repercussão, outras despertam desconfiança. Afinal, por que algumas pesquisas parecem tão diferentes entre si? O que significa dizer que uma pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)? E como saber se um levantamento é realmente confiável?

A resposta passa por critérios técnicos, estatísticos e legais estabelecidos pela legislação eleitoral brasileira. Embora toda pesquisa registrada deva seguir requisitos mínimos previstos na norma, existem diferenças importantes entre metodologias, planos amostrais e formas de execução que influenciam diretamente a qualidade dos resultados.

Nesta reportagem, explicamos, de forma simples, como funciona uma pesquisa eleitoral registrada no TSE e quais aspectos devem ser observados antes de interpretar seus números.


O que significa registrar uma pesquisa no TSE?

O registro de uma pesquisa eleitoral é uma exigência prevista na legislação brasileira para levantamentos destinados à divulgação pública durante o período eleitoral.

Antes mesmo de iniciar a coleta das entrevistas, o instituto responsável deve cadastrar diversas informações no sistema da Justiça Eleitoral, permitindo que candidatos, partidos, Ministério Público, imprensa e cidadãos tenham acesso aos detalhes técnicos do estudo.

Entre as informações registradas estão:

  • contratante da pesquisa;
  • instituto responsável;
  • período de coleta;
  • municípios abrangidos;
  • quantidade de entrevistas;
  • metodologia utilizada;
  • plano amostral;
  • questionário completo;
  • margem de erro;
  • nível de confiança;
  • valor contratado.

Esse procedimento aumenta a transparência do processo e permite que qualquer pessoa consulte os dados técnicos antes da divulgação dos resultados.

É importante destacar que o registro não representa uma certificação de qualidade pelo TSE. O Tribunal recebe e disponibiliza as informações exigidas pela legislação, mas a responsabilidade técnica pelos dados permanece com o instituto responsável.


Quem pode contratar uma pesquisa eleitoral?

Ao contrário do que muitos imaginam, pesquisas eleitorais podem ser contratadas por diferentes tipos de organizações.

Entre elas estão:

  • veículos de comunicação;
  • partidos políticos;
  • candidatos;
  • empresas privadas;
  • sindicatos;
  • associações;
  • entidades de classe;
  • organizações da sociedade civil;
  • pessoas físicas, quando permitido pela legislação.

Independentemente de quem contrata o estudo, a pesquisa deve cumprir os mesmos requisitos legais para registro e divulgação.

Por isso, o fato de uma pesquisa ter sido encomendada por determinado grupo não significa, por si só, que seus resultados sejam incorretos. O aspecto mais importante é verificar se houve cumprimento das exigências técnicas e legais.


Como é definido o plano amostral?

O plano amostral é uma das etapas fundamentais de uma pesquisa eleitoral, pois define como as entrevistas serão distribuídas para que a amostra represente, da forma mais próxima possível, o perfil do eleitorado analisado.

Para construir essa representação, o instituto considera características da população, como sexo, idade, escolaridade, renda, localização geográfica e, quando necessário, a divisão entre áreas urbanas e rurais. Esses critérios são definidos a partir de dados oficiais, principalmente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Justiça Eleitoral.

Na prática, o objetivo é fazer com que a composição dos entrevistados reflita a realidade da população. Se determinado município possui, por exemplo, uma proporção maior de eleitoras do que eleitores, essa característica é considerada na distribuição das entrevistas. O mesmo princípio é aplicado para faixas etárias, níveis de escolaridade e demais características demográficas.

Esse planejamento busca reduzir diferenças entre a amostra pesquisada e o eleitorado real, aumentando a qualidade, a confiabilidade e a capacidade da pesquisa de retratar o cenário eleitoral.


O que é margem de erro?

A margem de erro representa a variação estatística esperada dos resultados de uma pesquisa realizada com uma amostra do eleitorado. Ela existe porque é inviável entrevistar todos os eleitores de uma população, sendo necessário trabalhar com uma parcela representativa.

Imagine uma pesquisa com margem de erro de ±3 pontos percentuais.

Se o Candidato A aparece com 40% das intenções de voto e o Candidato B com 38%, isso não significa, necessariamente, que o primeiro esteja à frente com segurança.

Estatisticamente, os resultados podem variar dentro da margem de erro:

Candidato Resultado divulgado Faixa possível
Candidato A 40% 37% a 43%
Candidato B 38% 35% a 41%

Observe que as duas faixas se sobrepõem (entre 37% e 41%). Isso significa que, do ponto de vista estatístico, não é possível afirmar com segurança que um candidato esteja à frente do outro apenas com base nessa pesquisa.

Na situação de maior variação possível, o cenário poderia ser:

  • Candidato A: 37% (limite inferior)
  • Candidato B: 41% (limite superior)

Ou seja, embora a pesquisa divulgada mostre 40% contra 38%, a diferença real pode variar dentro do intervalo estatístico, inclusive permitindo uma inversão da liderança. Da mesma forma, também poderia ocorrer o cenário oposto, com o Candidato A chegando a 43% e o Candidato B permanecendo em 35%.

Por esse motivo, especialistas costumam afirmar que candidatos cujas diferenças são menores ou próximas da margem de erro estão em empate técnico. Isso não significa que ambos tenham exatamente o mesmo percentual de votos, mas sim que a pesquisa, isoladamente, não fornece evidência estatística suficiente para apontar um líder com elevado grau de confiança.

É importante destacar que a margem de erro não representa um erro da pesquisa. Trata-se de um intervalo estatístico esperado em qualquer levantamento realizado por amostragem. Além disso, quanto maior o número de entrevistas e mais robusto o desenho amostral, menor tende a ser a margem de erro e maior a precisão das estimativas.


O que é nível de confiança?

O nível de confiança representa a probabilidade de que os resultados encontrados reflitam o comportamento real da população dentro da margem de erro informada.

Nas pesquisas eleitorais brasileiras, é comum a utilização de um nível de confiança de 95%.

Isso significa que, se a mesma pesquisa fosse repetida diversas vezes utilizando exatamente a mesma metodologia, aproximadamente 95% dos levantamentos apresentariam resultados dentro da margem de erro estabelecida.


Pesquisa espontânea e pesquisa estimulada: qual é a diferença?

Um dos pontos que mais geram dúvidas entre os eleitores é a diferença entre pesquisa espontânea e pesquisa estimulada.

Na pesquisa espontânea, o entrevistado responde livremente em quem pretende votar, sem receber qualquer lista de candidatos.

Essa modalidade mede principalmente o grau de lembrança do eleitor.

Já na pesquisa estimulada, o entrevistador apresenta uma relação com os nomes dos possíveis candidatos registrados no questionário.

Nesse caso, o objetivo é medir a intenção de voto quando o eleitor conhece todas as opções disponíveis.

As duas modalidades são importantes e fornecem informações diferentes sobre o cenário eleitoral.


O que acontece quando uma pesquisa é impugnada?

A impugnação é um instrumento previsto na legislação eleitoral que permite a partidos, candidatos, federações, coligações ou ao Ministério Público questionarem aspectos técnicos ou jurídicos de uma pesquisa registrada.

Os questionamentos podem envolver, por exemplo:

  • metodologia;
  • documentação;
  • plano amostral;
  • questionário;
  • prazos legais;
  • informações obrigatórias.

Entretanto, uma pesquisa impugnada não é automaticamente falsa, irregular ou fraudulenta.

A impugnação representa apenas a abertura de uma discussão jurídica ou técnica, que será analisada pela Justiça Eleitoral.

Em muitos casos, as ações são julgadas improcedentes, arquivadas ou resolvidas após esclarecimentos apresentados pelo instituto responsável.

Por isso, a existência de uma impugnação, isoladamente, não deve ser interpretada como prova de irregularidade.


Transparência e metodologia fortalecem a confiança

As pesquisas eleitorais desempenham papel relevante para a sociedade ao oferecer um retrato técnico das preferências do eleitorado em determinado período.

Quando realizadas com critérios estatísticos, metodologia clara e respeito às normas da Justiça Eleitoral, elas contribuem para ampliar o debate público e fornecer informações qualificadas à população.

Ao mesmo tempo, compreender conceitos como plano amostral, margem de erro, nível de confiança e formas de coleta permite que o eleitor interprete os resultados de maneira mais crítica, evitando conclusões precipitadas diante de números isolados.

Mais do que observar quem aparece à frente em um levantamento, entender como a pesquisa foi construída é um passo essencial para avaliar sua credibilidade e seu alcance.


Por que nem sempre o resultado da eleição é igual ao das pesquisas?

Uma das dúvidas mais frequentes entre os eleitores é por que, em algumas eleições, o resultado das urnas não coincide exatamente com o cenário apresentado pelas pesquisas divulgadas durante a campanha.

A resposta é simples: uma pesquisa eleitoral não é uma previsão do futuro. Ela representa um retrato estatístico da intenção de voto dos eleitores no período em que as entrevistas foram realizadas.

Entre a coleta dos dados e o dia da votação, diversos fatores podem alterar o comportamento do eleitorado, como debates, propaganda eleitoral, fatos políticos relevantes, crescimento da rejeição de candidatos, decisões judiciais, aumento da participação de indecisos e até mesmo a mobilização dos eleitores nos últimos dias da campanha.

Um exemplo ocorreu na eleição para a Prefeitura de Palmas. Nas semanas que antecederam a votação, diversas pesquisas indicavam um cenário em que uma das candidatas aparecia com chances de vencer ainda no primeiro turno. No entanto, o resultado das urnas foi diferente: a disputa avançou para o segundo turno e, ao final da eleição, o outro candidato foi eleito prefeito.

Esse caso demonstra que as pesquisas não têm o objetivo de antecipar o resultado definitivo da eleição, mas sim de medir a intenção de voto existente no momento em que os dados são coletados. Mudanças de comportamento do eleitorado fazem parte do processo democrático e podem ocorrer até mesmo nas horas finais da campanha.

Por isso, especialistas recomendam analisar o conjunto de pesquisas, observando a evolução dos números ao longo do tempo, e não apenas um levantamento isolado. Séries históricas permitem identificar tendências, estabilidade ou mudanças no cenário eleitoral com maior segurança.

Pesquisa é fotografia; eleição é o filme

Uma analogia bastante utilizada pelos estatísticos ajuda a compreender essa diferença: a pesquisa é como uma fotografia, registrando um instante específico da corrida eleitoral. A eleição, por sua vez, é o filme completo, cujo desfecho depende de tudo o que acontece entre a realização da pesquisa e o fechamento das urnas.

Por esse motivo, pesquisas eleitorais são instrumentos fundamentais para compreender o comportamento do eleitorado, mas não devem ser interpretadas como uma garantia do resultado final da eleição. Elas medem o presente; quem define o futuro é o voto depositado nas urnas.

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