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Mistério no Japão: mesmo alpinista é salvo duas vezes

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Subir uma das montanhas mais icônicas do planeta já é um desafio por si só. Mas ser resgatado duas vezes em menos de sete dias do mesmo cume é algo que chama atenção — e levanta questionamentos sobre segurança, limites pessoais e o impacto do turismo imprudente em lugares extremos como o Monte Fuji, no Japão.

Foi exatamente isso que aconteceu com um alpinista de 27 anos, um estudante universitário chinês vivendo no Japão, que se viu em apuros duas vezes consecutivas após tentar enfrentar o Fuji fora da temporada oficial.

A primeira subida terminou com um mal súbito. A segunda, com outro resgate, dessa vez durante a tentativa de recuperar seu celular.


O caso aconteceu com um alpinista de 26 anos
Imagem: divulgação/SORA.

O caso aconteceu com um alpinista de 26 anos


Mas o que poderia ser apenas mais um incidente isolado se transformou em alerta global. Afinal, o Monte Fuji é um símbolo nacional, patrimônio da humanidade e, cada vez mais, um destino turístico que testa seus próprios limites — e os de quem o desafia sem preparo adequado.

Desafio extremo em época proibida: o que deu errado?

A escalada do Monte Fuji fora da temporada oficial, que vai de julho a setembro, é altamente desaconselhada pelas autoridades japonesas. Isso porque trilhas, abrigos, banheiros e postos de emergência são fechados, e as condições climáticas se tornam imprevisíveis — e potencialmente fatais.

Ainda assim, motivado pela vontade de recuperar seus pertences perdidos — entre eles um celular — o alpinista retornou ao cume poucos dias após o primeiro resgate, apenas para, mais uma vez, precisar de ajuda. O segundo resgate ocorreu a mais de 3 mil metros de altitude.

De acordo com a polícia da província de Shizuoka, sua vida não corre risco. Mas o episódio colocou um holofote sobre os riscos de ignorar orientações básicas de segurança, especialmente em ambientes extremos como o Fuji, onde a altitude e o clima podem transformar um passeio em uma emergência em minutos.

Montanha lotada e novos desafios: o Fuji sob pressão

Embora este caso tenha ocorrido fora da temporada, ele se soma a um número crescente de incidentes que preocupam as autoridades locais.

Em 2025, novas medidas foram anunciadas para tentar conter a superlotação e reforçar a segurança. Entre elas, o aumento da taxa de escalada para 4.000 ienes (cerca de US$ 28), a exigência de reserva online e até um breve teste de segurança obrigatório.

A ideia é simples: garantir que cada pessoa entenda os riscos envolvidos antes de colocar os pés nas trilhas. Mas será que isso será suficiente?
Além da taxa, o horário de permanência também foi limitado. Aqueles que não optarem por pernoitar nos abrigos da montanha — estrategicamente distribuídos ao longo das trilhas — terão o acesso negado entre 14h e 3h.

O objetivo é evitar que aventureiros tentem subir a montanha inteira em um único dia, o que tem sido uma das causas mais comuns de incidentes.

O que o Monte Fuji pode nos ensinar sobre limites e responsabilidade

O Monte Fuji é muito mais do que um cartão-postal japonês. É um símbolo espiritual, natural e turístico que atrai centenas de milhares de pessoas todos os anos. Mas o crescimento exponencial do turismo — somado à romantização da aventura nas redes sociais — tem feito com que muitos ignorem alertas básicos de segurança.

Usar chinelos para escalar, esquecer água, negligenciar equipamentos de frio ou ignorar placas são apenas alguns dos comportamentos registrados recentemente nas trilhas do Fuji.

E casos como o do alpinista resgatado duas vezes mostram como a obsessão por registrar experiências pode custar caro — tanto para o indivíduo quanto para as equipes de resgate.

As autoridades não divulgaram se o jovem receberá alguma penalização ou cobrança pelos resgates. Mas o episódio já entrou para a lista de histórias que desafiam o bom senso em nome da persistência — ou da imprudência.

Enquanto muitos seguem em busca de superações pessoais, o Monte Fuji continua ali: imponente, desafiador e cada vez mais protegido por normas e exigências. Afinal, a preservação do “tesouro do mundo”, como o define o governador de Yamanashi, depende não só de barreiras físicas, mas também de consciência coletiva.

Subir o Fuji é, sim, um feito admirável. Mas antes de qualquer conquista, deve vir o respeito — à montanha, à natureza e aos próprios limites.



Fonte: Turismo

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Sebrae Tocantins leva estande das Serras Gerais para a ABAV Expo 2025

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O Sebrae Tocantins viabiliza a participação histórica de Tocantins na ABAV Expo 2025, maior feira de turismo da América Latina, que ocorre de 8 a 10 de outubro, no Rio de Janeiro. Pela primeira vez, a região das Serras Gerais tem um estande exclusivo, que destaca seus atrativos naturais e culturais e reforça a força turística das região.
A estrutura também conta com a parceiros dos municípios de Aurora do Tocantins, Rio da Conceição, Paranã, Naticidade e Novo Jardim. Também na feira, a instituição proporciona a participação de empreendedores do Jalapão e Serras e Lago, reunindo em torno de 80 donos de pequenos negócios do Estado. O objetivo é ampliar a visibilidade destes destinos e atrair novos negócios para o setor.
Para o superintendente do Sebrae Tocantins, Rérison Antônio Castro, a feira representa uma oportunidade estratégica para colocar Tocantins no mapa nacional e internacional do turismo. Ele explica que o estande além de ser uma vitrine, é também o resultado de um trabalho estruturado que envolve capacitação de empreendedores, desenvolvimento de produtos turísticos e incentivo a boas práticas de gestão.
“Nosso papel vai muito além de mostrar belas paisagens. Queremos que os pequenos negócios do setor se tornem competitivos e sustentáveis, conectando Tocantins a novos mercados e fortalecendo toda a cadeia turística do Estado”, afirma Castro. Ele reforça ainda que o Sebrae mantém ações contínuas para profissionalizar o turismo local, promove inovação, estabelece parcerias estratégicas e oferece experiências autênticas que valorizam a cultura e a natureza de Tocantins.
Durante a abertura do evento, Ana Clevia Guerreiro, coordenadora de Turismo do Sebrae Nacional, ressaltou a força dos pequenos negócios.“Você pode ser um guia, você pode ser um empreendedor. Você pode ser alguém que comercializa, que sensibiliza alguém a comprar uma viagem para viver momentos incríveis. Os pequenos negócios que representamos, tem um papel de destaque e protagonismo nessa história dos 7 milhões. Nós também estamos dando a nossa contribuição no desenvolvimento e para o posicionamento do país do Brasil no mercado internacional”.
ABAV 2025
A ABAV Expo 2025 reúne operadoras, agências de viagens, destinos nacionais e internacionais e compradores de diversos países, movimenta milhões em negócios e fortalece o turismo em todo o Brasil.
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