Participação ativa fortalece a voz da Administração Pública no debate sobre o futuro das profissões regulamentadas no Brasil
A Administração em Pauta no Conselhão: Francisco Costa (Xikym) representa o CFA no Fórum dos Conselhos Profissionais
A CAPITAL
A gestão pública brasileira vive um momento decisivo. Em um cenário de complexidade crescente, marcado por desafios econômicos, sociais e ambientais, a busca por decisões mais técnicas, participativas e responsáveis se torna imperativa. Foi com esse espírito que o Conselho Federal de Administração (CFA) marcou presença na última reunião do Fórum dos Conselhos de Profissões Regulamentadas, realizada no âmbito do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Presidência da República (CDESS) — o conhecido Conselhão.
Representando o CFA, o administrador e conselheiro federal Francisco Costa (Xikym) foi protagonista no encontro, que reuniu lideranças de diversas áreas profissionais regulamentadas para discutir o papel dos conselhos no desenvolvimento nacional. Sua atuação destacou não apenas a importância da profissão do administrador na formulação de políticas públicas mais eficientes, mas também a relevância dos conselhos como instituições de Estado — e não apenas de governo.
Uma voz que representa a técnica e o compromisso com a gestão
Durante o encontro, Xikym trouxe ao centro do debate uma reflexão contundente: “O Brasil precisa urgentemente colocar a boa gestão como prioridade de Estado. E isso começa valorizando as profissões que entregam resultado técnico, ético e responsável para a sociedade.”
Com sólida trajetória na Administração pública e representando o CFA com sensibilidade e firmeza, Francisco Costa reforçou a defesa da qualificação profissional como eixo estruturante para o país avançar em áreas como saúde, educação, infraestrutura e governança.
Ele também lembrou que, embora cada profissão tenha sua especificidade, todas compartilham o mesmo desafio: garantir que a atuação técnica esteja a serviço do bem comum. Para isso, é essencial que os conselhos tenham voz ativa junto ao governo federal, sobretudo em um espaço estratégico como o Conselhão, que reúne representantes da sociedade civil organizada, do setor produtivo e de entidades de classe.
O papel dos conselhos profissionais no desenvolvimento sustentável
O Fórum dos Conselhos, ao qual o CFA é filiado, tem se consolidado como uma instância legítima de articulação política e técnica. Seus membros representam mais de 30 profissões regulamentadas — entre elas a Administração, Medicina, Engenharia, Psicologia e Contabilidade — que, juntas, formam um verdadeiro ecossistema de conhecimento e impacto social.
Ao defender o protagonismo dos conselhos, Xikym ressaltou que essas entidades são muito mais do que órgãos fiscalizadores. “Nós somos instrumentos de Estado que asseguram à sociedade que seus profissionais estão qualificados, atuam com ética e entregam valor. Essa é a ponte entre técnica e cidadania”, afirmou.
Ele também reforçou a importância de envolver os conselhos na construção de políticas públicas, especialmente em temas como empregabilidade, educação técnica, modernização das profissões e transformação digital.
Por que essa participação importa?
A presença ativa do CFA no Conselhão vai além da representatividade institucional. Trata-se de um posicionamento estratégico que mostra como a Administração pode — e deve — ser parte das soluções para os dilemas nacionais. O Brasil carece de decisões que considerem planejamento, controle, avaliação e resultados. E é exatamente esse o domínio dos administradores.
Quando um representante do CFA como Xikym se posiciona em um fórum de alta relevância como esse, ele leva consigo a missão de reafirmar o valor da gestão baseada em evidências, da ética profissional e da eficiência pública. Mais do que isso: reforça que o futuro que queremos passa, necessariamente, por uma Administração forte, respeitada e presente nos espaços de decisão.
A CAPITAL
Parceria entre Prefeitura de Palmas, Sebrae e Banco do Povo transforma crédito em oportunidade e fortalece o empreendedorismo local
A cidade de Palmas está a dar um novo significado à forma como o crédito chega aos microempreendedores. A partir de agora, o acesso ao financiamento no Banco do Povo de Palmas passa por uma etapa inédita: a orientação pré-crédito, um momento de capacitação e planejamento que antecede a liberação dos recursos. O objetivo é simples, mas transformador — ensinar o empreendedor a fazer do crédito uma ferramenta de crescimento sustentável, e não apenas uma solução imediata.
A iniciativa é fruto de uma parceria sólida entre a Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo (Sedem), e o Sebrae Tocantins, instituição reconhecida nacionalmente por sua atuação no fortalecimento de pequenos negócios.
Crédito com propósito: a nova política de desenvolvimento de Palmas
Em um cenário em que muitos empreendedores ainda enfrentam dificuldades para gerir suas finanças ou planejar investimentos, a nova política de crédito orientado surge como um divisor de águas. Agora, antes de receber o financiamento, o microempreendedor participa de um encontro com consultores do Sebrae, onde aprende sobre gestão financeira, análise de risco, investimento inteligente e planejamento estratégico.
Essa preparação permite que o crédito seja aplicado com consciência e estratégia — uma mudança de mentalidade que, segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo, Henrique Nesello, representa um passo importante na maturidade econômica de Palmas.
“Queremos que o crédito seja mais do que um recurso financeiro. Ele deve ser um instrumento de transformação, capaz de gerar emprego, renda e estabilidade. Com o apoio técnico do Sebrae, garantimos que cada empreendedor invista de forma planejada e sustentável”, afirma o secretário.
O Sebrae como ponte entre conhecimento e prática
O Sebrae Tocantins desempenha um papel central neste processo. A instituição, que há décadas atua no apoio a pequenos empresários, agora leva sua experiência para dentro do Banco do Povo, oferecendo orientações personalizadas e adaptadas à realidade de cada microempreendedor.
Para Alex Alves, consultor do Sebrae e um dos responsáveis pelas orientações, a proposta vai além da concessão de crédito.
“Muitos empreendedores chegam com boas ideias, mas sem um plano estruturado. Nosso papel é ajudá-los a pensar no negócio como um todo — desde o controle de caixa até a projeção de lucros. Quando o crédito é acompanhado de conhecimento, o risco de endividamento diminui e as chances de sucesso aumentam”, explica.
Essa abordagem educativa é o que diferencia o programa de Palmas de outras iniciativas de crédito popular no país. Aqui, o foco é a formação empreendedora, não apenas o financiamento.
Histórias que refletem resultados reais
O microempreendedor Sebastião Soares, que trabalha com serviços de gesso e utiliza o método drywall, foi um dos primeiros a participar da orientação. Para ele, a experiência foi reveladora.
“Aprendi a enxergar o crédito de outro jeito. A gente, às vezes, quer resolver tudo rápido e acaba se enrolando. Essa orientação ajuda a entender que o dinheiro tem que ser investido com objetivo. O Banco do Povo é um apoio enorme, porque é menos burocrático e realmente quer ver o pequeno crescer”, destacou.
Casos como o de Sebastião mostram o impacto direto da iniciativa: negócios mais organizados, empreendedores mais conscientes e uma economia local mais forte.
Banco do Povo: o braço financeiro da inclusão
Criado para ser uma ponte entre o empreendedor e o crédito acessível, o Banco do Povo de Palmas oferece linhas de financiamento com juros reduzidos e condições facilitadas para quem deseja investir, formalizar ou expandir o próprio negócio. Agora, com a inclusão da orientação pré-crédito, a instituição amplia a sua missão social e passa a atuar também na educação financeira dos beneficiários.
De acordo com a Prefeitura, essa etapa obrigatória deve alcançar centenas de empreendedores até o fim do ano, promovendo um ciclo virtuoso de capacitação e investimento responsável.
Mais que números: desenvolvimento humano e social
Para além do impacto econômico, a política de crédito orientado traz consigo um valor social profundo. Cada microempreendedor atendido é um potencial gerador de empregos, renda e transformação comunitária. Quando esses profissionais são apoiados com conhecimento e estrutura, a cidade inteira cresce junto.
A parceria entre a Prefeitura de Palmas, o Sebrae e o Banco do Povo é, portanto, mais do que um programa de crédito — é uma estratégia de desenvolvimento humano e territorial, que aposta no talento, na dedicação e na capacidade de inovação dos palmenses.
“Estamos a criar um ecossistema favorável ao empreendedorismo, em que o poder público, as instituições e a população trabalham juntos. Essa é a base para um crescimento sólido e duradouro”, resume Henrique Nesello.
O futuro do empreendedorismo em Palmas
Com a consolidação do modelo de crédito orientado, Palmas dá um exemplo de gestão pública moderna, que alia planeamento, educação e impacto social. A expectativa é que, nos próximos meses, mais empreendedores se beneficiem da metodologia, fortalecendo a economia local e inspirando outras cidades a adotar o mesmo modelo.
O resultado esperado não é apenas mais negócios abertos, mas negócios melhores, geridos com consciência e preparados para crescer.
Palmas avança, assim, para um novo tempo de empreendedorismo — mais humano, mais inteligente e verdadeiramente transformador.