A CAPITAL
Palmas se projeta no cenário nacional com o quinto edifício mais alto do Brasil
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O Brasil vive uma fase de verticalização e inovação urbana. Diversas cidades do país têm se destacado com torres cada vez mais altas, acompanhando a tendência global de concentrar moradia, trabalho e lazer em grandes centros urbanos.
Palmas, nesse contexto, vem se consolidando como o principal polo da região Norte, assumindo papel estratégico no desenvolvimento econômico do Tocantins e do entorno. A capital combina crescimento urbano com fatores que atraem investimentos: é referência em turismo de saúde, recebendo pacientes de diversas regiões; destaca-se no turismo de eventos e aventura; abriga as principais universidades do estado, reforçando sua vocação educacional; e ocupa posição privilegiada no Matopiba, área de expansão do agronegócio, além de ser um ponto estratégico para a logística nacional. Esses elementos têm sustentado sua expansão econômica e urbana.
Com crescimento populacional de 46,5% entre 2010 e 2022 – passando de 228 mil para 334 mil habitantes, segundo o último Censo Demográfico – Palmas ostenta o maior índice de desenvolvimento humano da região Norte, com IDH-M de 0,788. Esse contexto se reflete também na renda domiciliar per capita, que cresceu 26%, bem acima da média regional.
É nesse cenário que surge um novo padrão imobiliário, que integra moradia, trabalho e lazer unidos à verticalização planejada. Com 12 anos de atuação em Palmas, a incorporadora Urban lança oficialmente, nesta terça-feira (2), o Urban Haute e apresenta sua maquete, com mais de cinco metros de altura. A estrutura inédita no Tocantins é a segunda mais alta do Brasil. O empreendimento ocupará 5.200 m² na Avenida JK, ao lado do Capim Dourado Shopping. Com 63 pavimentos e 245 metros de altura, será o quinto edifício mais alto do Brasil e o maior das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Inspirado em arranha-céus de Nova York, o Urban Haute segue o conceito de mixed use, reunindo apartamentos, escritórios, lojas e um boulevard gastronômico.
Viver e trabalhar no mesmo lugar: tendências urbanas
O projeto reflete tendências globais de arquitetura contemporânea e bem-estar urbano: fachadas integradas ao entorno, sustentabilidade, multifuncionalidade e qualidade de vida. Segundo Yuri Rassi, diretor da Urban, “não é apenas o nosso maior projeto, é também um símbolo da transformação urbana de Palmas. Queremos entregar um edifício que combine sofisticação, funcionalidade e arquitetura contemporânea, colocando a cidade em diálogo com grandes cidades do mundo.”
As residências terão diferentes plantas, com salas, quartos e banheiros mais amplos, atendendo tanto a quem busca apartamentos compactos quanto famílias que migram de casas para edifícios verticais sem abrir mão do conforto. O projeto ainda prevê penthouses exclusivas, escritórios de diversos tamanhos e lojas no térreo, além de um pavimento inteiro dedicado ao lazer, com mais de 2.600 m² de infraestrutura.
Design autoral
O Haute terá design autoral, com linhas inspiradas na arquitetura orgânica, jardins integrados e paisagismo inovador. O conceito é minimalista, contemporâneo e prioriza a praticidade: o prédio contará com academia, lavanderia compartilhada, coworking e diversos serviços voltados para a vida moderna. Além disso, o empreendimento terá um rooftop panorâmico com piscina, spa e áreas de bem-estar.
“A Urban, que já entregou cinco empreendimentos e lançou nove projetos desde sua fundação em 2013, aposta no Haute como o edifício mais icônico de sua história.
O lançamento da maquete marca o início de um novo capítulo para a construtora e para Palmas, projetando a cidade no mapa da arquitetura de alta escala no Brasil”, finaliza Letícia. Rezende, diretora da Urban.
Sobre a Urban
A Urban Incorporações é líder absoluta em empreendimentos de alto padrão em Palmas e vem transformando a paisagem da cidade com projetos que unem sofisticação, funcionalidade e arquitetura contemporânea. Em 12 anos de atuação, já lançou nove empreendimentos e consolidou-se como referência no mercado imobiliário tocantinense.
Com a inovação como marca registrada, a Urban apresenta o Urban Haute, seu projeto mais icônico até o momento, que reforça o compromisso da empresa em elevar o padrão de moradia, trabalho e lazer na região, projetando Palmas no cenário nacional da alta arquitetura.
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Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios
O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.
A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.
Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.
Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.
A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.
A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.
Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.
Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.
O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.
No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.