Pesquisas
Dorinha lidera Governo, Eduardo Gomes aparece na frente no Senado e Gaguim cresce na disputa pelas duas vagas
Pesquisas
Levantamento registrado no TRE ouviu 1.500 eleitores entre 10 e 15 de agosto. Dorinha abre vantagem sobre Vicentinho Júnior, enquanto Gaguim reduz a distância para Eduardo Gomes na estimulada; pesquisa representa uma fotografia do momento, a cerca de 45 dias da eleição
A corrida eleitoral no Tocantins começa a apresentar movimentos mais claros, mas ainda está longe de ser definida. É o que mostra a nova pesquisa de opinião pública realizada pela Lucro Ativo, registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o nº TO-04378/2026.
O levantamento ouviu 1.500 eleitores tocantinenses, em entrevistas presenciais realizadas entre os dias 10 e 15 de agosto de 2026. A pesquisa tem margem de erro de ±3,0 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e tem como público-alvo o eleitorado do Estado.
Os resultados mostram Prof. Dorinha (União Brasil) na liderança da disputa pelo Governo do Tocantins, com vantagem de dois dígitos sobre Vicentinho Júnior (PSDB). Na corrida pelo Senado, Eduardo Gomes (PL) aparece na primeira colocação, mas a distância para Gaguim (União Brasil) diminui significativamente quando os nomes são apresentados aos entrevistados.
O levantamento também mostra que uma parcela importante do eleitorado ainda não consolidou sua decisão, principalmente na disputa pelas duas vagas ao Senado.
Dorinha lidera disputa pelo Governo
Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado é convidado a indicar seu candidato sem receber uma lista de nomes, Prof. Dorinha aparece com 35,13% das intenções de voto.
Vicentinho Júnior aparece em segundo, com 23,60%.
A diferença entre os dois principais nomes chega a 11,53 pontos percentuais.
O resultado espontâneo é particularmente relevante por medir a presença dos nomes na memória do eleitor sem qualquer estímulo. Nesse cenário, Dorinha aparece à frente com uma vantagem consistente.
A pesquisa registra ainda 6,00% de eleitores indecisos e 22,40% que não souberam ou não responderam à pergunta.
Isso significa que, embora exista uma liderança clara entre os nomes mais lembrados espontaneamente, uma parcela expressiva do eleitorado ainda não manifesta uma preferência definida.
Na estimulada, vantagem de Dorinha aumenta
Quando os nomes são apresentados aos entrevistados, a vantagem de Dorinha cresce.
A candidata do União Brasil alcança 39,27%, enquanto Vicentinho Júnior registra 25,67%.
A diferença passa, portanto, para 13,60 pontos percentuais.
O resultado representa uma vantagem ainda maior de Dorinha quando o eleitor recebe os nomes como opções de escolha. A pesquisa também registra 11,20% de indecisos nessa questão.
A leitura dos dois cenários mostra uma liderança consistente de Dorinha dentro da fotografia captada pelo levantamento: ela aparece em primeiro tanto quando o eleitor precisa citar espontaneamente um nome quanto quando recebe os candidatos como alternativas.
Rejeição mostra um cenário diferente
A pesquisa também mediu a rejeição dos candidatos ao Governo.
No cenário estimulado, 21,20% dos entrevistados indicam o primeiro nome como aquele em quem não votariam de forma alguma, enquanto 20,47% apontam o segundo colocado nesse indicador e 13,93% aparecem com a terceira maior rejeição.
Outros 12,60% afirmam não rejeitar nenhum dos nomes apresentados.
A diferença entre intenção de voto e rejeição é um dos elementos importantes para acompanhar a evolução da disputa. Uma candidatura pode liderar a preferência e, ao mesmo tempo, enfrentar obstáculos relacionados à rejeição; da mesma forma, candidatos que ainda estão atrás podem buscar crescimento sem carregar níveis elevados de rejeição.
Senado apresenta disputa mais apertada
Se a disputa pelo Governo apresenta uma liderança mais confortável, a corrida pelas duas vagas ao Senado aparece muito mais aberta.
Na pergunta espontânea, Eduardo Gomes registra 24,00%, enquanto Gaguim aparece com 14,87%.
O resultado espontâneo mostra uma diferença de 9,13 pontos percentuais entre os dois.
Mas a mesma pergunta revela um dado importante: 49,20% dos entrevistados estão indecisos. Como cada eleitor poderia indicar até dois nomes, a pergunta possui uma dinâmica diferente daquela utilizada para o Governo.
O alto índice de indecisão mostra que a disputa pelas duas cadeiras ainda possui um enorme espaço de movimentação.
Gaguim cresce quando os nomes são apresentados
É na pesquisa estimulada que Gaguim apresenta um dos movimentos mais importantes do levantamento.
Com os nomes apresentados aos entrevistados e a possibilidade de escolha de até dois candidatos, Eduardo Gomes chega a 27,80%, enquanto Gaguim sobe para 23,13%.
A distância entre os dois cai para apenas 4,67 pontos percentuais.
Ou seja, Gaguim passa de 14,87% na espontânea para 23,13% na estimulada, um acréscimo de 8,26 pontos percentuais dentro da própria pesquisa.
Eduardo Gomes também cresce quando os nomes são apresentados, passando de 24,00% para 27,80%, mas a evolução de Gaguim é proporcionalmente mais expressiva. O resultado coloca o candidato do União Brasil em uma posição de maior competitividade no cenário estimulado.
A vantagem de Eduardo Gomes sobre Gaguim, que era de 9,13 pontos na espontânea, cai para 4,67 pontos na estimulada.
Esse é um dos principais movimentos identificados pela pesquisa.
A disputa pelo Senado ainda está aberta
O cenário do Senado merece atenção porque os eleitores podem escolher dois nomes diferentes.
Por isso, os percentuais apresentados na questão estimulada são calculados sobre o total de indicações registradas. Como cada um dos 1.500 entrevistados poderia indicar dois candidatos, o universo potencial de respostas corresponde a 200%, e não a 100%.
A metodologia da pesquisa informa expressamente que foram somados o primeiro e o segundo voto de cada entrevistado e que os percentuais são calculados sobre o total de indicações.
Na prática, isso significa que os números não devem ser lidos como uma eleição para uma única vaga. São duas escolhas por eleitor, e o resultado representa a distribuição das indicações feitas.
O índice de 38,80% de indecisos na estimulada reforça o tamanho do eleitorado que ainda pode ser disputado pelas campanhas.
Rejeição também pesa na corrida pelo Senado
A pesquisa mediu ainda a rejeição dos candidatos ao Senado.
O primeiro nome aparece com 18,20% de rejeição, enquanto o segundo registra 11,27% e o terceiro, 10,73%.
Outros 14,60% dos entrevistados afirmam não rejeitar nenhum dos nomes apresentados.
O indicador de rejeição será particularmente importante ao longo da campanha, principalmente em uma disputa na qual os eleitores precisam escolher dois candidatos.
Candidaturas com maior conhecimento público podem ter vantagem na intenção de voto, mas também podem enfrentar maior resistência. Já nomes em processo de crescimento podem ter espaço para avançar à medida que ampliam sua exposição, desde que consigam transformar conhecimento em preferência eleitoral.
Uma fotografia do momento
Embora os números apresentem lideranças e movimentos importantes, a pesquisa não deve ser interpretada como uma previsão do resultado das urnas.
As entrevistas foram realizadas entre 10 e 15 de agosto, e ainda restam aproximadamente 45 dias até a eleição. Nesse período, o cenário político pode sofrer mudanças significativas.
Campanhas ainda serão intensificadas, alianças podem produzir novos efeitos, candidatos terão maior exposição, debates e propaganda poderão alterar percepções e acontecimentos políticos podem modificar a preferência de determinados segmentos do eleitorado.
Por isso, os resultados devem ser compreendidos como uma fotografia do momento em que a pesquisa foi realizada.
A liderança registrada agora não significa necessariamente que será mantida até o dia da votação. Da mesma forma, candidatos que aparecem atrás ainda possuem tempo para ampliar conhecimento, conquistar eleitores, reduzir rejeição e modificar sua posição.
Esse cuidado é especialmente importante na disputa pelo Senado, onde os índices de indecisão permanecem elevados e a diferença entre os dois primeiros colocados é relativamente pequena na estimulada.
Perfil dos entrevistados
A pesquisa ouviu 1.500 eleitores e utilizou um desenho amostral em duas etapas: áreas de coleta sorteadas em todo o território estadual, seguidas de seleção por quotas proporcionais.
Foram consideradas como variáveis de quota gênero, faixa etária, escolaridade e renda domiciliar mensal. As entrevistas foram presenciais e realizadas individualmente, utilizando questionário estruturado.
Entre os entrevistados, 51,07% são mulheres e 48,93% homens.
Na distribuição por idade, 8,33% têm de 16 a 20 anos; 8,20%, de 21 a 24; 20,00%, de 25 a 34; 19,67%, de 35 a 44; 24,60%, de 45 a 59; e 19,20% têm 60 anos ou mais.
Em relação à escolaridade, 35,93% estão no grupo que reúne analfabetos, pessoas que leem e escrevem e aqueles com ensino básico incompleto ou completo; 46,93% possuem ensino médio incompleto ou completo; e 17,27% têm ensino superior incompleto ou completo.
O que os números mostram
A pesquisa Lucro Ativo apresenta, neste momento, dois cenários bastante diferentes na corrida eleitoral.
Para o Governo, Prof. Dorinha aparece em uma posição de liderança mais confortável, com vantagem de 11,53 pontos na espontânea e 13,60 pontos na estimulada sobre Vicentinho Júnior.
Já no Senado, Eduardo Gomes lidera, mas a disputa se mostra muito mais competitiva. Gaguim apresenta crescimento expressivo quando os nomes são apresentados, reduzindo a diferença para o primeiro colocado de 9,13 para 4,67 pontos percentuais.
Além disso, o elevado número de indecisos indica que o eleitorado ainda não consolidou completamente suas escolhas.
O principal recado do levantamento, portanto, é que há lideranças, mas ainda não há uma eleição definida.
Dorinha parte de uma posição de vantagem na disputa pelo Governo. Eduardo Gomes aparece na frente na corrida pelo Senado. Gaguim demonstra capacidade de crescimento no cenário estimulado. E uma parcela significativa dos eleitores ainda permanece aberta às campanhas.
Com aproximadamente 45 dias pela frente, a tendência é que conhecimento, rejeição, alianças, exposição dos candidatos e acontecimentos políticos tenham papel cada vez maior na definição do voto.
A pesquisa foi realizada pela Lucro Ativo LTDA, com entrevistas presenciais individuais, questionário estruturado e seleção amostral por quotas, e está registrada sob o número TO-04378-2026. O período de coleta foi de 10 a 15 de agosto de 2026, com 1.500 entrevistas e margem de erro de ±3,0 pontos percentuais. É o ponto em que a corrida eleitoral está hoje — não necessariamente o lugar onde ela terminará.