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Iniciativa, realizada pelo Sebrae Tocantins, ocorre até o próximo sábado

Liquida Rua Siqueira Campos 2025 movimenta o comércio de Araguatins com descontos de até 70%

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A CAPITAL

O comércio de Araguatins abriu nesta quinta-feira, 06, a edição 2025 do Liquida Rua Siqueira Campos, ação promovida pelo Sebrae Tocantins com apoio do Sicredi e da Aciat. A iniciativa, que reúne dezenas de lojas em uma campanha de descontos que chegam a 70%, segue até o próximo sábado, 08. A ideia é transformar a principal via comercial da cidade em um grande corredor de ofertas.
Com forte adesão dos pequenos negócios, a ação pretende estimular o consumo local, fortalecer o fluxo de clientes no centro comercial e preparar os empreendedores para o ciclo de vendas de fim de ano. Segundo o Sebrae, a expectativa é que o movimento gere um incremento significativo no faturamento das lojas participantes, além de ampliar a visibilidade dos empreendimentos da região.
Para o gerente da instituição, Edvaldo Pereira, o Liquida desempenha um papel estratégico em um momento sensível da economia regional. “A competitividade do varejo não depende apenas de preços, mas da capacidade de criar ambientes comerciais vivos, atrativos e dinâmicos. Quando a rua inteira opera como um ecossistema integrado de ofertas, fortalecemos o vínculo entre consumidores e pequenos negócios, que são a base econômica da região do Bico do Papagaio. O Liquida Siqueira Campos é uma resposta prática e eficiente ao desafio de manter o comércio local forte e pulsante”, afirma.
Em análise mais ampla, Edvaldo ainda destaca que iniciativas como o Liquida contribuem para reorganizar o fluxo econômico da cidade ao ampliar o poder de circulação da renda local. Ele defende que, ao atrair consumidores para dentro da própria comunidade, o impacto econômico se multiplica. “E isso favorece a geração de empregos, aumento de faturamento e maior resistência dos empresários frente a períodos de retração”, comenta.
Durante os três dias, consumidores encontram desde produtos de moda e acessórios até itens de beleza, eletrodomésticos e serviços, todos com descontos progressivos de 40%, 50% e até 70%.
Além das ofertas, a campanha reforça a importância de fortalecer o mercado interno e incentivar o consumidor a comprar de empreendedores locais. Para os comerciantes, a iniciativa também funciona como uma vitrine estratégica: a rua inteira opera com ações simultâneas, trazendo um fluxo intenso de visitantes e ampliando a chance de fidelização. (Assessoria de Imprensa do Sebrae Tocantins) 
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A CAPITAL

Serviços de Urgência e Emergência às gestantes: o cuidado começa na Atenção Básica

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O equilíbrio da rede de saúde materno-infantil no Tocantins passa, inevitavelmente, pelo fortalecimento do serviço obstétrico na Atenção Básica. Dados deste ano evidenciam um cenário que preocupa gestores e especialistas em saúde pública: o Hospital e Maternidade Dona Regina (HMDR), referência estadual em obstetrícia, está absorvendo uma demanda muito acima do esperado, e grande parte dela poderia ser resolvida nas próprias Unidades Básicas e de Pronto-Atendimento municipais.

Localizado na capital, o HMDR integra a Região de Saúde Capim Dourado, e é a maternidade de referência para atendimento hospitalar de média e alta complexidade dos municípios de Aparecida do Rio Negro, Lagoa do Tocantins, Lizarda, Novo Acordo, Palmas e Santa Tereza. Além disso, é segunda ou terceira referência para todas as demais cidades do Estado caso as unidades regionais de referência estejam momentaneamente impossibilitadas de atender as demandas mais graves.

Apesar dessa ampla configuração territorial, a demanda proveniente de Palmas concentrou 4.066 das 5.647 internações obstétricas realizadas no ano de 2024, conforme informações do DataSUS. Na prática, isso significa que 72% de todo o volume faturado pela maternidade estadual naquele ano (R$ 2,8 milhões de um total de R$ 3,9 milhões) correspondem somente às gestantes da capital.

Em 2025, conforme dados apurados até julho, o percentual de atendimentos gerais referente a pacientes de Palmas subiu para 82%, ou seja, das 12.800 pacientes atendidas no período, 10.485 pacientes são de Palmas.

Ao analisarmos a classificação de risco das gestantes da capital, 7.807 casos eram pouco urgentes (74%) e 843 casos eram não urgentes (8%).

Os números expressivos de atendimentos reforçam uma realidade já conhecida pelos profissionais do setor: a imensa maioria dos atendimentos obstétricos que chegam ao HMDR não apresentam perfil de urgência e poderiam, conforme preconizado pelas diretrizes nacionais da Rede de Atenção à Saúde, ser acolhidos inicialmente pelas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA’s) e pela rede de Atenção Básica (UBS’s).

Fluxos não observados: impacto direto na maternidade

De acordo com os dados disponibilizados no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES), atualizados na base nacional em 30 de novembro de 2025, o HMDR disponibiliza serviço de atendimento ambulatorial com clínicas especializadas, serviço de atendimento de urgência e emergência e serviço de atendimento hospitalar, contando com os seguintes leitos:

– Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru: 6 leitos;

– Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Convencional: 20 leitos;

– UTI Neonatal Tipo II: 20 leitos;

– Cirurgia Geral: 1 leito;

– Ginecologia: 20 leitos;

– Neurocirurgia: 1 leito;

– Clínica Geral: 1 leito;

– Obstetrícia Cirúrgica: 26 leitos;

– Obstetrícia Clínica: 24 leitos;

– Pediatria Cirúrgica: 1 leito;

– Pediatria Clínica: 1 leito.

Mesmo com toda essa estrutura operacional e humana de excelência, o HMDR opera constantemente com capacidade máxima, pois a porta hospitalar se tornou o primeiro destino de mulheres com queixas que, frequentemente, não configuram risco clínico imediato.

Os procedimentos mais realizados, como parto normal sem distocia, cesarianas e laqueaduras, por exemplo, mostram que o hospital vem acolhendo não apenas casos complexos, mas também situações que não justificariam o acesso direto a um serviço de alta complexidade. A consequência disso é direta e preocupante: tempo de espera maior, equipes sobrecarregadas e risco elevado para gestantes que realmente necessitam de atendimento hospitalar especializado e de urgência.

Já existe estrutura para aliviar o sistema de emergência obstétrica

A capital dispõe de duas UPA’s (Norte e Sul) equipadas com salas de observação, leitos, equipes multidisciplinares e protocolos de classificação de risco. A própria política nacional de urgência determina que essas unidades funcionem como porta intermediária, evitando que casos leves sejam direcionados inadequadamente ao ambiente hospitalar.

Além disso, a Atenção Básica, presente em diversos bairros da capital através das Unidades Básicas de Saúde, é o ponto ideal para conduzir o pré-natal, orientar gestantes, monitorar riscos e reduzir procura inadequada por atendimentos emergenciais pouco ou nada graves. Quando esse acompanhamento é falho ou tardio, a porta hospitalar passa a concentrar demandas evitáveis, exatamente o que os números do HMDR comprovam.

Reorganizar o fluxo é urgente

O fortalecimento da Atenção Básica, dos Centros de Especialidades e a utilização adequada das UPA’s com presença de ginecologistas obstetras em regime de plantão, ao menos nos finais de semana, são medidas essenciais e pouco complexas para reorganizar o cuidado obstétrico na capital, mas que gerariam um impacto positivo enorme em toda a Rede de Atenção à Saúde. Isso implementado significa:

– ampliar o vínculo da gestante com sua equipe de referência;

– orientar corretamente os sinais de alerta;

– acolher e classificar riscos de forma resolutiva;

– reservar a porta hospitalar para os casos que realmente necessitam de cirurgia, terapia intensiva ou acompanhamento de alto risco.

Com Palmas respondendo por mais de 70% do movimento obstétrico do HMDR, reestruturar o fluxo assistencial básico é não apenas recomendável, mas indispensável para garantir segurança às gestantes, eficiência do gasto público e um melhor funcionamento da rede de saúde como um todo.

O serviço de emergência do Hospital e Maternidade Dona Regina precisa voltar a ser o espaço prioritário de atendimento às mulheres em situação de risco real. E isso começa pela valorização da Atenção Básica do SUS, a primeira porta, o primeiro cuidado e a base fundamental do sistema de saúde que funciona.

 

Gustavo Bottós é pai, casado, advogado graduado em Direito pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e reside em Palmas/TO desde 2006; pós-graduado em Direito Público, Direito Civil e Direito Processual Civil; atualmente ocupa o cargo de Diretor-Geral do Hospital e Maternidade Dona Regina, além de ser Consultor e Instrutor de Políticas Públicas credenciado junto ao SEBRAE Tocantins. Ocupou, dentre outros, os cargos de Secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Palmas (2012); Subsecretário de Estado da Saúde do Tocantins (2015); Secretário-executivo de Desenvolvimento Urbano e Serviços Regionais de Palmas (2020/2021); Secretário de Desenvolvimento Econômico e Emprego de Palmas (2022), Secretário de Governo e Relações Institucionais de Palmas (2024) e Secretário da Casa Civil de Palmas (2023/2024).

 

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