Instituto destaca rigor técnico, defesa jurídica consistente e liderança na realização de levantamentos eleitorais em 2026
Lucro Ativo reforça credibilidade e transparência após série de pesquisas eleitorais no Tocantins
A CAPITAL
Com o avanço do calendário eleitoral e o aumento das disputas políticas no Tocantins, as pesquisas eleitorais passaram a ocupar um espaço ainda mais sensível dentro do debate público. E junto com os números, também cresceram os questionamentos judiciais, pedidos de impugnação e tentativas de contestação dos levantamentos divulgados no estado.
Nesse cenário, a Lucro Ativo, que se consolidou em 2026 como o instituto que mais publicou pesquisas eleitorais no Tocantins, decidiu se posicionar publicamente sobre os recentes questionamentos envolvendo seus levantamentos.
Segundo o instituto, todas as ações apresentadas até o momento foram respondidas dentro dos prazos legais, com apresentação de documentação técnica, metodologia estatística, plano amostral e demais informações exigidas pela Justiça Eleitoral.
A direção da empresa destaca que nenhuma das impugnações apresentou comprovação de fraude, manipulação de números ou fabricação de entrevistas.
“É importante que a população compreenda que impugnação não significa fraude. Em períodos eleitorais, esse tipo de ação se tornou comum e faz parte da disputa política e jurídica que envolve campanhas e pesquisas”, afirmou o instituto.
O que significa uma impugnação?
Na prática, a impugnação é um instrumento previsto na legislação eleitoral que permite a partidos, candidatos, coligações ou ao Ministério Público questionarem aspectos técnicos ou formais de uma pesquisa registrada.
Os pedidos podem envolver desde questionamentos metodológicos até solicitações de documentos complementares, revisão de informações estatísticas ou interpretações sobre o registro do levantamento.
Especialistas explicam que, na maioria dos casos, a existência de uma impugnação não invalida automaticamente uma pesquisa, nem significa que os números estejam errados. O processo serve justamente para garantir transparência, fiscalização e direito de contestação dentro do ambiente eleitoral.
Nos bastidores políticos, muitos desses questionamentos também acabam sendo utilizados como estratégia de disputa narrativa, principalmente quando os resultados divulgados impactam diretamente o cenário eleitoral.
Liderança em pesquisas no estado
Ao longo de 2026, a Lucro Ativo ampliou significativamente sua presença no mercado tocantinense, realizando levantamentos em diversas regiões do estado, incluindo pesquisas estaduais, municipais e estudos institucionais.
O volume de pesquisas divulgadas colocou o instituto entre os protagonistas do cenário eleitoral tocantinense neste ano.
Com maior exposição pública, vieram também as tentativas de judicialização.
Ainda assim, o instituto afirma que segue operando normalmente e mantendo total disposição para prestar esclarecimentos técnicos sempre que necessário.
“As ações fazem parte do ambiente eleitoral. Nosso compromisso continua sendo com a transparência, com a técnica e com o respeito aos critérios estatísticos que regem uma pesquisa séria”, afirmou a direção da empresa.
Credibilidade construída na prática
A empresa também reforçou que trabalha com metodologia baseada em parâmetros oficiais, controle amostral, supervisão de campo e procedimentos técnicos voltados à confiabilidade dos dados coletados.
Segundo o instituto, todas as contestações que seguem em tramitação judicial já foram respondidas tecnicamente e juridicamente, com documentação protocolada junto aos órgãos competentes.
Mesmo diante da pressão política natural do período eleitoral, a Lucro Ativo afirma manter confiança na consistência de seus levantamentos e reforça que permanece aberta ao diálogo institucional e aos esclarecimentos necessários.
No atual cenário político, em que pesquisas influenciam debates, movimentam campanhas e ajudam a medir o humor do eleitorado, a disputa pelos números também se tornou parte central da corrida eleitoral. E, ao que tudo indica, essa pressão sobre os institutos deve continuar crescendo nos próximos meses.
A CAPITAL
Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios
O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.
A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.
Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.
Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.
A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.
A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.
Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.
Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.
O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.
No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.