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Palmas Anuncia Reajuste de 4,87% no IPTU para 2025
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A Prefeitura de Palmas divulgou um reajuste de 4,87% no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para o ano de 2025. O ajuste baseia-se na variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), sendo que o novo valor reflete a inflação acumulada no período. A medida também será aplicada às taxas de coleta de lixo e à contribuição de iluminação pública.
Benefícios para Pagamento Antecipado
Para incentivar o pagamento antecipado, a prefeitura está oferecendo descontos significativos. Os contribuintes que optarem pelo pagamento à vista até o dia 15 de março terão uma redução de até 30% no valor total do IPTU. Os descontos são fracionados da seguinte maneira: 10% pelo pagamento em cota única; 10% adicionais para contribuintes com todos os tributos municipais quitados; e mais 10% para aqueles que converterem créditos da Nota Palmense Premiada até 30 de novembro do ano anterior.
Opções de Parcelamento
Além do pagamento à vista, os contribuintes também podem optar pelo parcelamento do imposto em até 10 vezes, desde que o primeiro vencimento ocorra até 15 de março. Essa flexibilidade visa a facilitar a quitação do tributo, tornando-o menos oneroso para a população de Palmas.
Disponibilidade dos Boletos
Os boletos para o pagamento do IPTU estarão disponibilizados para impressão a partir de 1º de fevereiro no site oficial da prefeitura. No entanto, a administração municipal também providenciará a entrega dos carnês físicos nas residências, com prazo final previsto para 10 de março.
Importância do Ajuste
Segundo a prefeitura, o reajuste é essencial para acompanhar a inflação e garantir a arrecadação necessária para a execução de projetos de infraestrutura e prestação de serviços públicos essenciais à cidade. A administração destacou a importância da pontualidade no pagamento do IPTU para que os contribuintes possam usufruir dos benefícios dos descontos oferecidos, além de contribuir para o desenvolvimento e bem-estar da comunidade.
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Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios
O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.
A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.
Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.
Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.
A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.
A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.
Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.
Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.
O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.
No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.