Estudo mostra que 63,75% dos palmenses se sentem seguros na cidade e atribuem o resultado ao monitoramento por câmeras e fiscalização eletrônica
Palmas é exemplo de segurança no Brasil, revela pesquisa Lucro Ativo! O levantamento mostra que a capital tocantinense se destaca nacionalmente quando o assunto é sensação de segurança.
A CAPITAL
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Lucroativo trouxe dados surpreendentes sobre a percepção dos moradores de Palmas em relação à segurança pública. O levantamento mostra que a capital tocantinense se destaca nacionalmente quando o assunto é sensação de segurança.
De acordo com os dados, 63,75% dos palmenses afirmam se sentir seguros vivendo na cidade, índice considerado elevado quando comparado a outras capitais brasileiras. Apenas 17,38% relataram ter sido, algum dia, vítimas de algum tipo de crime na capital, o que evidencia um cenário de baixos índices de violência, furtos e roubos.
O levantamento também aponta que um dos principais fatores que contribuem para essa percepção positiva é o uso de câmeras de monitoramento nas vias públicas e a fiscalização eletrônica do trânsito, implantados pela Prefeitura de Palmas. Para 73,75% da população, a presença das câmeras é fundamental na prevenção e inibição de crimes e infrações, além de auxiliar na identificação de suspeitos e no trabalho das forças de segurança.
Entre os benefícios citados de forma espontânea pelos entrevistados estão: prevenção de crimes, inibição de delitos, identificação de suspeitos, segurança da população, apoio ao trabalho da polícia, controle de trânsito, proteção de locais públicos e aumento da vigilância urbana.
O formato urbanístico de Palmas também aparece como aliado na segurança. A cidade, planejada com quadras e bairros bem definidos geograficamente, contribui para o controle mais eficiente do espaço urbano e reforça a sensação de tranquilidade.
A atuação dos Agentes de Trânsito da ATTM também foi tema da pesquisa. Mais de 40% da população avaliam o trabalho como satisfatório, classificando entre bom e excelente. Por outro lado, 44,75% dos entrevistados consideram que há pouca fiscalização presencial nas ruas, o que se revela como ponto de atenção.
Quando o tema é a fiscalização por radares, os números voltam a ser expressivos. Mais de 70% dos palmenses reconhecem que os radares contribuem diretamente para a segurança no trânsito, enquanto 26,50% discordam dessa afirmação.
O estudo avaliou também a opinião dos palmenses sobre a implantação do estacionamento rotativo na capital. Os dados mostram que quase 40% apoiam totalmente, enquanto 28% apoiam parcialmente e apenas 24% desaprovam a medida. A maioria dos entrevistados aponta como principais benefícios a maior oferta de vagas para os consumidores, evitando que um único veículo permaneça estacionado o dia todo, além de contribuir para a organização do trânsito. Contudo, muitos também destacam a necessidade de melhorias nas formas de pagamento e no funcionamento dos aplicativos que operam o sistema.
Os dados revelam uma cidade que, além de oferecer qualidade de vida, atrai pessoas de outros grandes centros do país, que veem em Palmas uma oportunidade de viver com mais segurança, mobilidade e bem-estar.
METODOLOGIA DE PESQUISA
A Lucro Ativo realizou a pesquisa quantitativa com 800 entrevistados selecionados de forma aleatória em Palmas/TO.
As entrevistas ocorreram entre os dias 14 e 18 de maio de 2025, com um intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 3,5 pontos percentuais.
As coletas foram realizadas por meio de questionário e base metotologica ASS.
A CAPITAL
Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios
O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.
A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.
Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.
Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.
A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.
A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.
Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.
Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.
O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.
No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.