A CAPITAL
Prefeitura de Palmas oferta oficina gratuita sobre inovação a microempreendedores da Capital
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A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo (Sedeem), em parceria com o Sebrae, segue com o calendário do projeto Terça Empreendedora, voltado à qualificação e ao fortalecimento dos pequenos negócios da Capital.
Na próxima terça-feira, 16, acontece mais uma capacitação gratuita, com o tema ‘Faça a inovação acontecer em sua empresa’, que será realizada na Casa do Empreendedor, localizada na região central de Palmas, às 18 horas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link disponível nas redes sociais da Casa do Empreendedor de Palmas ou pelo WhatsApp (63) 99247-9649.
O encontro tem como objetivo mostrar aos micro e pequenos empreendedores como a inovação pode ser aplicada no dia a dia dos negócios, tornando-os mais competitivos e preparados para os desafios do mercado.
Segundo o secretário da Sedeem, Henrique Nesello, iniciativas como essa são fundamentais para dar suporte aos empreendedores locais, oferecendo conhecimentos práticos e acessíveis que contribuem diretamente para o crescimento das empresas. “O Terça Empreendedora é uma oportunidade para que os empreendedores tenham acesso a ferramentas que podem transformar a forma como gerem seus negócios, de maneira simples, efetiva e gratuita”, destacou.
Oficinas
Além de temas relacionados à inovação, o projeto contempla ao longo do ano oficinas sobre marketing, precificação, atendimento e vitrine, sempre com foco na realidade dos pequenos negócios.
O Terça Empreendedora é uma ação contínua da Prefeitura de Palmas em parceria com o Sebrae e faz parte da política pública de incentivo ao empreendedorismo, reforçando o compromisso com o desenvolvimento econômico da Capital.
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Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios
O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.
A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.
Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.
Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.
A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.
A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.
Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.
Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.
O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.
No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.