ADMINISTRAÇÃO
Presidente da Corte tocantinense faz mediação de trabalhos científicos em evento na Bahia
ADMINISTRAÇÃO
Vinte e quatro trabalhos científicos aprovados pela Comissão do Instituto Rui Barbosa (IRB) foram apresentados no segundo dia da VIII edição do Congresso Internacional de Controle e Políticas Públicas, que termina nesta sexta-feira, 3 de março, em Salvador.
As apresentações ocorreram nas salas temáticas do Hotel Deville, de forma paralela à programação principal do evento, realizada no auditório. Os trabalhos, de um total de 42 submetidos, foram selecionados a partir de uma análise dos pareceristas ‘às cegas’.
Coube ao presidente do Tribunal de Contas do Tocantins (TCE/TO), conselheiro André Luiz de Matos Gonçalves, mediar os trabalhos na Sala Gabriela, onde foram apresentados temas como: O controle de legitimidade das políticas públicas na perspectiva dos tribunais de contas do Brasil: uma proposta metodológica à luz das suas atribuições constitucionais; Controle e políticas públicas: proposta de um indicador de corrupção no Brasil baseado em dados do Tribunal de Contas da União; O Programa Nacional de Alimentação Escolar e a agricultura familiar: uma análise do papel e desafios dos Estados, entre outros trabalhos.

Compuseram a Comissão de Pareceristas para analisar e avaliar os trabalhos científicos dos inscritos: Prof. Dr. Gleison Mendonça Diniz (presidente), Profª. Dra. Ana Perpétua Ellery Corrêa (membro), Profª. Ms. Renata Maria Silva Ramos de Castro (membro) e Profª. Ms. Sandra Valéria de Morais Santos (membro). Conselheiros, conselheiros substitutos e procuradores de contas acompanharam as apresentações e destacaram a qualidade dos artigos apresentados.
“Isso mostra muita vitalidade dos Tribunais de Contas brasileiros, muita gente pesquisando sobre temas do dia a dia, como administração pública, controle externo, a nova Lei de Licitações”, ressaltou Edilberto Pontes, Presidente do IRB.
Os 24 trabalhos apresentados integrarão os Anais do evento, a serem publicados em formato de e-book. O Congresso é realizado pelo Instituto Rui Barbosa (IRB), junto com os Tribunais de Contas do Estado e dos Municípios da Bahia (TCE e TCM-BA). O evento tem como patrocinadores o Sebrae, o Banco do Nordeste do Brasil e o Governo do Estado da Bahia.
Com informações do IRB.
Fonte: TCE – TO
A CAPITAL
O jogo é mais parecido do que parece. Copa do Mundo e Empreendedorismo
Se tem um evento que para o planeta, é a Copa do Mundo. Desde 1930, quando tudo começou no Uruguai, seleções de diferentes culturas, estilos e histórias entram em campo em busca de um único objetivo: levantar a taça. Ao longo das décadas, a competição evoluiu, ganhou tecnologia, novas estratégias e virou um verdadeiro espetáculo global — não só de futebol, mas de planejamento, talento e superação.
Agora me diga: isso não parece muito com o mundo do empreendedorismo? Pois é, pode até parecer uma comparação inusitada, mas a verdade é que a Copa do Mundo e o empreendedorismo jogam no mesmo campo quando o assunto é estratégia, preparação e resultado.
Nenhuma seleção chega à Copa só com “vontade”, tirando as seleções anfitriãs. Existe um trabalho pesado antes: análise de adversários, definição de tática, escolha dos melhores jogadores e muito treino.
No empreendedorismo é igual. Antes de abrir ou crescer um negócio, o empreendedor precisa entender o mercado, conhecer seu cliente, estudar concorrência e montar um plano. Quem entra no jogo sem preparo, normalmente volta para a casa mais cedo, tanto na Copa quanto no mercado.
Na Copa, não adianta ter só um craque. Se o time não joga junto, não vai longe. No empreendedorismo, aquele mito do “empreendedor solitário” não se sustenta. Negócio de verdade precisa de equipe: gente que complementa, que executa, que pensa diferente. O sucesso não é individual, é coletivo.
Você já viu seleção considerada “mais fraca” derrotar gigante? Isso acontece direto na Copa.
Por quê? Estratégia.
No empreendedorismo, acontece o mesmo. Pequenas empresas conseguem disputar com grandes quando sabem se posicionar, inovar e se conectar com o cliente. Nem sempre vence quem tem mais recurso, muitas vezes vence quem pensa melhor. Durante o jogo, tudo pode mudar, uma lesão, um gol inesperado, uma expulsão e o jogo vira. No mercado, também. Mudança de comportamento do consumidor, crise, tecnologia nova, tudo pode alterar o rumo do negócio. O empreendedor que se adapta rápido continua jogando. Quem insiste no mesmo plano, corre o risco de ficar pelo caminho.
Quantas finais já foram decididas nos últimos minutos? Ou nos pênaltis?
Empreender é isso também: insistir quando parece que não vai dar, ajustar quando erra, levantar quando cai. Não é sobre nunca falhar, é sobre continuar jogando.
A Copa do Mundo é muito mais do que futebol. É uma aula prática de estratégia, gestão e trabalho em equipe. E o empreendedorismo bebe dessa mesma fonte. Então, da próxima vez que você estiver assistindo um jogo, pense além da bola rolando. Observe as decisões, o comportamento dos jogadores, a postura do time, pois ali tem muito aprendizado que pode ser levado direto para o seu negócio.
Porque no empreendedorismo, assim como na Copa, não ganha só quem joga bem, mas também ganha quem joga certo.
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Bruno Vieira é Professor, pós-graduado em Gestão do Desenvolvimento Humano nas Organizações, Gerente da Unidade de Articulação e Competitividade – UAC do Sebrae Tocantins, Vice-Presidente da Região Norte da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais – CONAMPE e Presidente do Conselho de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Palmas – CIDEP
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