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SEBRAE Viabiliza R$ 3 Bilhões em Crédito para Pequenos Negócios em 2024: Um Ano de Crescimento e Resiliência

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Em 2024, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) desempenhou um papel crucial no fortalecimento da economia brasileira, viabilizando cerca de R$ 3 bilhões em crédito para pequenos negócios. Esse montante representa um crescimento impressionante de 73% em relação ao ano anterior, refletindo o compromisso do SEBRAE em apoiar o empreendedorismo e a sustentabilidade dos negócios no país.

Um Alívio para os Empreendedores

A falta de garantias reais sempre foi um dos principais obstáculos para os pequenos negócios conseguirem crédito. Para enfrentar esse desafio, o SEBRAE lançou o programa Acredita, que facilitou o acesso ao crédito para cerca de 46 mil empreendimentos. Esse apoio foi viabilizado através do fundo de aval Fampe, que recebeu um aporte significativo de R$ 2 bilhões do SEBRAE.

Parceria com Instituições Bancárias

O Fampe, ao receber esse aporte, possibilitou que 29 instituições bancárias oferecessem crédito aos pequenos negócios. A expectativa é que o fundo viabilize até R$ 30 bilhões em crédito nos próximos três anos, impactando positivamente milhares de empreendimentos em todo o Brasil.

Capacitação e Consultoria: Preparação para o Sucesso

O SEBRAE não se limitou a facilitar o acesso ao crédito. A organização ofereceu 68 mil horas de consultoria e 431 mil horas de capacitação para preparar os empreendedores, garantindo que eles estivessem prontos para utilizar os recursos financeiros de forma eficaz e sustentável.

Impacto Setorial e Distribuição do Crédito

Os recursos foram distribuídos de maneira equilibrada entre diferentes categorias de empresas: pequenas (49,3%), microempresas (25,1%) e microempreendedores individuais (MEIs) (25,6%). Além disso, diversos setores foram beneficiados, incluindo o Comércio (52,6%), Serviços (28,7%) e Indústria (18,5%).

Contribuição para o Desenvolvimento Econômico

O papel do SEBRAE foi fundamental para o desenvolvimento econômico do Brasil em 2024. Ao viabilizar crédito e oferecer capacitação, a organização ajudou a fortalecer os pequenos negócios, promovendo a geração de empregos e a inovação. Esse apoio foi essencial para a resiliência dos empreendimentos em um cenário econômico desafiador.

Em suma, o SEBRAE provou ser um pilar de suporte para os pequenos negócios no Brasil, viabilizando R$ 3 bilhões em crédito e proporcionando as ferramentas necessárias para o crescimento sustentável. Com programas de capacitação, consultoria e parcerias estratégicas, o SEBRAE continua a ser um aliado indispensável para os empreendedores brasileiros, impulsionando o desenvolvimento econômico e social do país.

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Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios

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O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.

A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.

Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.

Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.

A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.

A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.

Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.

Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.

O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.

No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.

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