COMÉRCIO

Aumenta o índice de intenção de compra para a Black Friday

Publicados

COMÉRCIO

Milhares de pessoas esperam todos os anos pelos descontos significativos que a empresas oferecem em razão da Black Friday, descontos esses que podem reduzir o valor do produto em mais de 50%. Por conta dessa alta procura, os lojistas veem o volume de vendas crescer de forma exponencial.

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Offerwise Pesquisas mostrou que, neste ano, 79% dos consumidores pretendem fazer compras na Black Friday, um aumento de 22 pontos percentuais em comparação ao ano passado.

Na capital tocantinense não será diferente, pois de acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Palmas, o índice de consumidores que irão fazer compras na Black Friday seguirá o índice nacional.

“A Black Friday deixou de ser apenas um dia, os lojistas viram uma oportunidade de passar todo o mês de novembro vendendo, colocando descontos que interessam o consumidor e consequentemente aumentam o índice de vendas” explica o presidente da CDL Palmas, Silvan Portilho.

De acordo com os consumidores, a principal razão para participar da Black Friday é a oportunidade de comprar algo que já estava precisando, porém a um preço mais baixo (72%). Em seguida está a vontade de antecipar as compras do Natal a preços mais acessíveis (36%).

A pesquisa aponta também um crescimento nos gastos dos consumidores que pretendem comprar este ano: 40% dos entrevistados almejam gastar mais nesta Black Friday, um aumento de 12 pontos percentuais a mais na comparação com 2021, especialmente os homens e das classes A/B. Enquanto isso, 22% pretendem ter o mesmo gasto e 31% querem reduzi-lo (sobretudo as mulheres e as classes C/D/E).

Em média, os consumidores esperam encontrar descontos de 39% nos produtos ofertados. Os produtos que os consumidores mais estão evitando comprar agora para poderem comprar na Black Friday são: artigos de vestuário (27%), eletrodomésticos (22%) e celulares/smartphones (18%).

A pesquisa aponta que os consumidores têm a intenção de adquirir em média 3,4 produtos durante a Black Friday.  Cada consumidor deve gastar, em média, R$ 1.161 com as compras durante a promoção. Os produtos mais desejados pelos consumidores são: roupas (41%), calçados (37%), eletrodomésticos (25%), eletrônicos (24%) e cosméticos/perfumes (23%).  Artigos para casa e celular também possuem destaque, com 21% de respostas.

As principais formas de pagamento pretendidas são, respectivamente cartão de crédito parcelado, PIX e cartão de débito, sendo a quantidade média de 6 prestações para as compras parceladas.

A pesquisa também investigou os locais que os consumidores devem fazer as compras. As lojas online (81%) mantêm a preferência dos consumidores, apesar do destaque no meio online, uma parcela considerável dos entrevistados afirma que pretende comprar em lojas físicas (50%).

Segundo o presidente Silvan, a compra online é motivo de preocupação “Para o comércio palmense esse estilo de compra deixa o setor em alerta, pois traz uma concorrência maior para os lojistas palmenses que, além de concorrer com as lojas físicas da cidade, possuem a concorrência virtual” afirma.

De acordo com o levantamento, a maioria pretende comprar no dia do evento (47%), enquanto 24% vão antecipar para a primeira quinzena de novembro e 15% na semana da Black Friday.

“A Black Friday se tornou uma data muito importante para o setor varejista, mas a nossa grande expectativa são as compras de natal, visto que, o volume de compras por consumidor é maior neste período” destaca Portilho.

O consumidor deve se manter atento para evitar endividamentos. De acordo com a pesquisa, 24% admitem que costumam gastar mais do que podem no evento e 10% ficaram com o nome sujo devido as compras realizadas na edição do ano passado.

Outro dado que merece destaque aponta que 22% dos consumidores que pretendem comprar na Black Friday possuem contas com pagamento atrasado e 7% pretendem deixar de pagar alguma conta para comprar.

Julia Varajão

Fonte: CDL Palmas

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

A CAPITAL

Parceria entre Prefeitura de Palmas, Sebrae e Banco do Povo transforma crédito em oportunidade e fortalece o empreendedorismo local

Publicados

em

A cidade de Palmas está a dar um novo significado à forma como o crédito chega aos microempreendedores. A partir de agora, o acesso ao financiamento no Banco do Povo de Palmas passa por uma etapa inédita: a orientação pré-crédito, um momento de capacitação e planejamento que antecede a liberação dos recursos. O objetivo é simples, mas transformador — ensinar o empreendedor a fazer do crédito uma ferramenta de crescimento sustentável, e não apenas uma solução imediata.

A iniciativa é fruto de uma parceria sólida entre a Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo (Sedem), e o Sebrae Tocantins, instituição reconhecida nacionalmente por sua atuação no fortalecimento de pequenos negócios.

Crédito com propósito: a nova política de desenvolvimento de Palmas

Em um cenário em que muitos empreendedores ainda enfrentam dificuldades para gerir suas finanças ou planejar investimentos, a nova política de crédito orientado surge como um divisor de águas. Agora, antes de receber o financiamento, o microempreendedor participa de um encontro com consultores do Sebrae, onde aprende sobre gestão financeira, análise de risco, investimento inteligente e planejamento estratégico.

Essa preparação permite que o crédito seja aplicado com consciência e estratégia — uma mudança de mentalidade que, segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo, Henrique Nesello, representa um passo importante na maturidade econômica de Palmas.

“Queremos que o crédito seja mais do que um recurso financeiro. Ele deve ser um instrumento de transformação, capaz de gerar emprego, renda e estabilidade. Com o apoio técnico do Sebrae, garantimos que cada empreendedor invista de forma planejada e sustentável”, afirma o secretário.

O Sebrae como ponte entre conhecimento e prática

O Sebrae Tocantins desempenha um papel central neste processo. A instituição, que há décadas atua no apoio a pequenos empresários, agora leva sua experiência para dentro do Banco do Povo, oferecendo orientações personalizadas e adaptadas à realidade de cada microempreendedor.

Para Alex Alves, consultor do Sebrae e um dos responsáveis pelas orientações, a proposta vai além da concessão de crédito.

“Muitos empreendedores chegam com boas ideias, mas sem um plano estruturado. Nosso papel é ajudá-los a pensar no negócio como um todo — desde o controle de caixa até a projeção de lucros. Quando o crédito é acompanhado de conhecimento, o risco de endividamento diminui e as chances de sucesso aumentam”, explica.

Essa abordagem educativa é o que diferencia o programa de Palmas de outras iniciativas de crédito popular no país. Aqui, o foco é a formação empreendedora, não apenas o financiamento.

Histórias que refletem resultados reais

O microempreendedor Sebastião Soares, que trabalha com serviços de gesso e utiliza o método drywall, foi um dos primeiros a participar da orientação. Para ele, a experiência foi reveladora.

“Aprendi a enxergar o crédito de outro jeito. A gente, às vezes, quer resolver tudo rápido e acaba se enrolando. Essa orientação ajuda a entender que o dinheiro tem que ser investido com objetivo. O Banco do Povo é um apoio enorme, porque é menos burocrático e realmente quer ver o pequeno crescer”, destacou.

Casos como o de Sebastião mostram o impacto direto da iniciativa: negócios mais organizados, empreendedores mais conscientes e uma economia local mais forte.

Banco do Povo: o braço financeiro da inclusão

Criado para ser uma ponte entre o empreendedor e o crédito acessível, o Banco do Povo de Palmas oferece linhas de financiamento com juros reduzidos e condições facilitadas para quem deseja investir, formalizar ou expandir o próprio negócio. Agora, com a inclusão da orientação pré-crédito, a instituição amplia a sua missão social e passa a atuar também na educação financeira dos beneficiários.

De acordo com a Prefeitura, essa etapa obrigatória deve alcançar centenas de empreendedores até o fim do ano, promovendo um ciclo virtuoso de capacitação e investimento responsável.

Mais que números: desenvolvimento humano e social

Para além do impacto econômico, a política de crédito orientado traz consigo um valor social profundo. Cada microempreendedor atendido é um potencial gerador de empregos, renda e transformação comunitária. Quando esses profissionais são apoiados com conhecimento e estrutura, a cidade inteira cresce junto.

A parceria entre a Prefeitura de Palmas, o Sebrae e o Banco do Povo é, portanto, mais do que um programa de crédito — é uma estratégia de desenvolvimento humano e territorial, que aposta no talento, na dedicação e na capacidade de inovação dos palmenses.

“Estamos a criar um ecossistema favorável ao empreendedorismo, em que o poder público, as instituições e a população trabalham juntos. Essa é a base para um crescimento sólido e duradouro”, resume Henrique Nesello.

O futuro do empreendedorismo em Palmas

Com a consolidação do modelo de crédito orientado, Palmas dá um exemplo de gestão pública moderna, que alia planeamento, educação e impacto social. A expectativa é que, nos próximos meses, mais empreendedores se beneficiem da metodologia, fortalecendo a economia local e inspirando outras cidades a adotar o mesmo modelo.

O resultado esperado não é apenas mais negócios abertos, mas negócios melhores, geridos com consciência e preparados para crescer.


Palmas avança, assim, para um novo tempo de empreendedorismo — mais humano, mais inteligente e verdadeiramente transformador.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA

Verified by MonsterInsights
Verified by MonsterInsights