PALMAS
Search
Close this search box.

A CAPITAL

Pequenos negócios em 2025: Expectativas e desafios em um ano de transformações

Publicados

A CAPITAL

O ano de 2025 chega com previsões de mais inflação e menor crescimento do PIB em relação 2024. Depois da pandemia do COVID 19, onde a incerteza econômica e a transformação digital predominaram, os empresários precisam ficar vigilantes em relação a tendências, chances e desafios que definirão o próximo período econômico. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a estimativa do PIB para 2025 é de 2,4% contra 3,5% de 2024. A inflação deverá continuar sendo um ponto de atenção. Embora controlada em comparação a períodos anteriores, variações nos preços de insumos e serviços podem impactar diretamente as margens de lucro. Além disso, a concorrência no mercado está mais acirrada, especialmente no comércio digital, o que torna essencial a diferenciação e a oferta de valor agregado.

O acesso ao crédito é outro fator importante. Em 2025, programas de crédito prometem ampliar suas linhas de financiamento para pequenos negócios, incluindo opções específicas para negócios inovadores, sustentáveis e empreendedorismo feminino. No entanto, muitos empreendedores ainda enfrentam dificuldades em cumprir requisitos burocráticos e taxas de juros que limitam seus investimentos.

A digitalização segue como uma prioridade estratégica. Com o avanço da inteligência artificial, os pequenos negócios precisam explorar tecnologias para melhorar a experiência do cliente, otimizar processos internos e aumentar sua competitividade. Ferramentas como automação de marketing, gestão financeira digital e sistemas de atendimento virtual serão indispensáveis para aqueles que desejam crescer.

Outro fator que molda 2025 é o comportamento do consumidor. Os clientes estão cada vez mais atentos à sustentabilidade corporativa e à responsabilidade social. As pequenas empresas que se alinharem com estes valores e promoverem práticas éticas e ecológicas ganharão maior aceitação no mercado. Além disso, a personalização do serviço e a experiência do cliente serão os principais diferenciais, mas as dificuldades em áreas como a fiscalidade e a burocracia continuam a representar desafios para as pequenas empresas. Apesar dos esforços do Brasil para agilizar o processo, a carga tributária continua sendo um fator limitante. Manter-se a par das mudanças legais e procurar aconselhamento profissional pode ajudar os empresários a minimizar os impactos negativos.

2025 será um ano de transição e oportunidades para os pequenos negócios. Com a economia em recuperação, os empreendedores terão chances de expandir, mas isso dependerá de sua capacidade de adaptação e inovação. O segredo estará em aproveitar as tendências tecnológicas, alinhar-se aos valores dos consumidores e manter uma gestão financeira e estratégica eficiente. Assim, será possível enfrentar os desafios e prosperar em um cenário cada vez mais competitivo.

 

Bruno Vieira é Professor, pós-graduado em Gestão do Desenvolvimento Humano nas Organizações, Gerente da Unidade de Articulação e Competitividade – UAC do Sebrae Tocantins, Vice-Presidente da Região Norte da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais – CONAMPE e Presidente do Conselho de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Palmas – CIDEP

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

A CAPITAL

Como funciona uma pesquisa eleitoral registrada no TSE? Entenda por que nem toda pesquisa tem o mesmo peso

Publicados

em

Em todo período eleitoral, dezenas de pesquisas de intenção de voto são divulgadas no Brasil. Algumas ganham grande repercussão, outras despertam desconfiança. Afinal, por que algumas pesquisas parecem tão diferentes entre si? O que significa dizer que uma pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)? E como saber se um levantamento é realmente confiável?

A resposta passa por critérios técnicos, estatísticos e legais estabelecidos pela legislação eleitoral brasileira. Embora toda pesquisa registrada deva seguir requisitos mínimos previstos na norma, existem diferenças importantes entre metodologias, planos amostrais e formas de execução que influenciam diretamente a qualidade dos resultados.

Nesta reportagem, explicamos, de forma simples, como funciona uma pesquisa eleitoral registrada no TSE e quais aspectos devem ser observados antes de interpretar seus números.


O que significa registrar uma pesquisa no TSE?

O registro de uma pesquisa eleitoral é uma exigência prevista na legislação brasileira para levantamentos destinados à divulgação pública durante o período eleitoral.

Antes mesmo de iniciar a coleta das entrevistas, o instituto responsável deve cadastrar diversas informações no sistema da Justiça Eleitoral, permitindo que candidatos, partidos, Ministério Público, imprensa e cidadãos tenham acesso aos detalhes técnicos do estudo.

Entre as informações registradas estão:

  • contratante da pesquisa;
  • instituto responsável;
  • período de coleta;
  • municípios abrangidos;
  • quantidade de entrevistas;
  • metodologia utilizada;
  • plano amostral;
  • questionário completo;
  • margem de erro;
  • nível de confiança;
  • valor contratado.

Esse procedimento aumenta a transparência do processo e permite que qualquer pessoa consulte os dados técnicos antes da divulgação dos resultados.

É importante destacar que o registro não representa uma certificação de qualidade pelo TSE. O Tribunal recebe e disponibiliza as informações exigidas pela legislação, mas a responsabilidade técnica pelos dados permanece com o instituto responsável.


Quem pode contratar uma pesquisa eleitoral?

Ao contrário do que muitos imaginam, pesquisas eleitorais podem ser contratadas por diferentes tipos de organizações.

Entre elas estão:

  • veículos de comunicação;
  • partidos políticos;
  • candidatos;
  • empresas privadas;
  • sindicatos;
  • associações;
  • entidades de classe;
  • organizações da sociedade civil;
  • pessoas físicas, quando permitido pela legislação.

Independentemente de quem contrata o estudo, a pesquisa deve cumprir os mesmos requisitos legais para registro e divulgação.

Por isso, o fato de uma pesquisa ter sido encomendada por determinado grupo não significa, por si só, que seus resultados sejam incorretos. O aspecto mais importante é verificar se houve cumprimento das exigências técnicas e legais.


Como é definido o plano amostral?

O plano amostral é uma das etapas fundamentais de uma pesquisa eleitoral, pois define como as entrevistas serão distribuídas para que a amostra represente, da forma mais próxima possível, o perfil do eleitorado analisado.

Para construir essa representação, o instituto considera características da população, como sexo, idade, escolaridade, renda, localização geográfica e, quando necessário, a divisão entre áreas urbanas e rurais. Esses critérios são definidos a partir de dados oficiais, principalmente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Justiça Eleitoral.

Na prática, o objetivo é fazer com que a composição dos entrevistados reflita a realidade da população. Se determinado município possui, por exemplo, uma proporção maior de eleitoras do que eleitores, essa característica é considerada na distribuição das entrevistas. O mesmo princípio é aplicado para faixas etárias, níveis de escolaridade e demais características demográficas.

Esse planejamento busca reduzir diferenças entre a amostra pesquisada e o eleitorado real, aumentando a qualidade, a confiabilidade e a capacidade da pesquisa de retratar o cenário eleitoral.


O que é margem de erro?

A margem de erro representa a variação estatística esperada dos resultados de uma pesquisa realizada com uma amostra do eleitorado. Ela existe porque é inviável entrevistar todos os eleitores de uma população, sendo necessário trabalhar com uma parcela representativa.

Imagine uma pesquisa com margem de erro de ±3 pontos percentuais.

Se o Candidato A aparece com 40% das intenções de voto e o Candidato B com 38%, isso não significa, necessariamente, que o primeiro esteja à frente com segurança.

Estatisticamente, os resultados podem variar dentro da margem de erro:

Candidato Resultado divulgado Faixa possível
Candidato A 40% 37% a 43%
Candidato B 38% 35% a 41%

Observe que as duas faixas se sobrepõem (entre 37% e 41%). Isso significa que, do ponto de vista estatístico, não é possível afirmar com segurança que um candidato esteja à frente do outro apenas com base nessa pesquisa.

Na situação de maior variação possível, o cenário poderia ser:

  • Candidato A: 37% (limite inferior)
  • Candidato B: 41% (limite superior)

Ou seja, embora a pesquisa divulgada mostre 40% contra 38%, a diferença real pode variar dentro do intervalo estatístico, inclusive permitindo uma inversão da liderança. Da mesma forma, também poderia ocorrer o cenário oposto, com o Candidato A chegando a 43% e o Candidato B permanecendo em 35%.

Por esse motivo, especialistas costumam afirmar que candidatos cujas diferenças são menores ou próximas da margem de erro estão em empate técnico. Isso não significa que ambos tenham exatamente o mesmo percentual de votos, mas sim que a pesquisa, isoladamente, não fornece evidência estatística suficiente para apontar um líder com elevado grau de confiança.

É importante destacar que a margem de erro não representa um erro da pesquisa. Trata-se de um intervalo estatístico esperado em qualquer levantamento realizado por amostragem. Além disso, quanto maior o número de entrevistas e mais robusto o desenho amostral, menor tende a ser a margem de erro e maior a precisão das estimativas.


O que é nível de confiança?

O nível de confiança representa a probabilidade de que os resultados encontrados reflitam o comportamento real da população dentro da margem de erro informada.

Nas pesquisas eleitorais brasileiras, é comum a utilização de um nível de confiança de 95%.

Isso significa que, se a mesma pesquisa fosse repetida diversas vezes utilizando exatamente a mesma metodologia, aproximadamente 95% dos levantamentos apresentariam resultados dentro da margem de erro estabelecida.


Pesquisa espontânea e pesquisa estimulada: qual é a diferença?

Um dos pontos que mais geram dúvidas entre os eleitores é a diferença entre pesquisa espontânea e pesquisa estimulada.

Na pesquisa espontânea, o entrevistado responde livremente em quem pretende votar, sem receber qualquer lista de candidatos.

Essa modalidade mede principalmente o grau de lembrança do eleitor.

Já na pesquisa estimulada, o entrevistador apresenta uma relação com os nomes dos possíveis candidatos registrados no questionário.

Nesse caso, o objetivo é medir a intenção de voto quando o eleitor conhece todas as opções disponíveis.

As duas modalidades são importantes e fornecem informações diferentes sobre o cenário eleitoral.


O que acontece quando uma pesquisa é impugnada?

A impugnação é um instrumento previsto na legislação eleitoral que permite a partidos, candidatos, federações, coligações ou ao Ministério Público questionarem aspectos técnicos ou jurídicos de uma pesquisa registrada.

Os questionamentos podem envolver, por exemplo:

  • metodologia;
  • documentação;
  • plano amostral;
  • questionário;
  • prazos legais;
  • informações obrigatórias.

Entretanto, uma pesquisa impugnada não é automaticamente falsa, irregular ou fraudulenta.

A impugnação representa apenas a abertura de uma discussão jurídica ou técnica, que será analisada pela Justiça Eleitoral.

Em muitos casos, as ações são julgadas improcedentes, arquivadas ou resolvidas após esclarecimentos apresentados pelo instituto responsável.

Por isso, a existência de uma impugnação, isoladamente, não deve ser interpretada como prova de irregularidade.


Transparência e metodologia fortalecem a confiança

As pesquisas eleitorais desempenham papel relevante para a sociedade ao oferecer um retrato técnico das preferências do eleitorado em determinado período.

Quando realizadas com critérios estatísticos, metodologia clara e respeito às normas da Justiça Eleitoral, elas contribuem para ampliar o debate público e fornecer informações qualificadas à população.

Ao mesmo tempo, compreender conceitos como plano amostral, margem de erro, nível de confiança e formas de coleta permite que o eleitor interprete os resultados de maneira mais crítica, evitando conclusões precipitadas diante de números isolados.

Mais do que observar quem aparece à frente em um levantamento, entender como a pesquisa foi construída é um passo essencial para avaliar sua credibilidade e seu alcance.


Por que nem sempre o resultado da eleição é igual ao das pesquisas?

Uma das dúvidas mais frequentes entre os eleitores é por que, em algumas eleições, o resultado das urnas não coincide exatamente com o cenário apresentado pelas pesquisas divulgadas durante a campanha.

A resposta é simples: uma pesquisa eleitoral não é uma previsão do futuro. Ela representa um retrato estatístico da intenção de voto dos eleitores no período em que as entrevistas foram realizadas.

Entre a coleta dos dados e o dia da votação, diversos fatores podem alterar o comportamento do eleitorado, como debates, propaganda eleitoral, fatos políticos relevantes, crescimento da rejeição de candidatos, decisões judiciais, aumento da participação de indecisos e até mesmo a mobilização dos eleitores nos últimos dias da campanha.

Um exemplo ocorreu na eleição para a Prefeitura de Palmas. Nas semanas que antecederam a votação, diversas pesquisas indicavam um cenário em que uma das candidatas aparecia com chances de vencer ainda no primeiro turno. No entanto, o resultado das urnas foi diferente: a disputa avançou para o segundo turno e, ao final da eleição, o outro candidato foi eleito prefeito.

Esse caso demonstra que as pesquisas não têm o objetivo de antecipar o resultado definitivo da eleição, mas sim de medir a intenção de voto existente no momento em que os dados são coletados. Mudanças de comportamento do eleitorado fazem parte do processo democrático e podem ocorrer até mesmo nas horas finais da campanha.

Por isso, especialistas recomendam analisar o conjunto de pesquisas, observando a evolução dos números ao longo do tempo, e não apenas um levantamento isolado. Séries históricas permitem identificar tendências, estabilidade ou mudanças no cenário eleitoral com maior segurança.

Pesquisa é fotografia; eleição é o filme

Uma analogia bastante utilizada pelos estatísticos ajuda a compreender essa diferença: a pesquisa é como uma fotografia, registrando um instante específico da corrida eleitoral. A eleição, por sua vez, é o filme completo, cujo desfecho depende de tudo o que acontece entre a realização da pesquisa e o fechamento das urnas.

Por esse motivo, pesquisas eleitorais são instrumentos fundamentais para compreender o comportamento do eleitorado, mas não devem ser interpretadas como uma garantia do resultado final da eleição. Elas medem o presente; quem define o futuro é o voto depositado nas urnas.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA

Verified by MonsterInsights
Verified by MonsterInsights