QUALIFICAÇÃO
Quatro cursos de sobre o mercado financeiro para ficar de olho
BOLSA DE VALORES
Com o propósito de incentivar o aprendizado e auxiliar na capacitação e atualização dos profissionais da área de finanças, a B3, bolsa de valores do Brasil, oferecerá, até o final desse ano, cursos de extensão e especialização em assuntos específicos dos mercados financeiro e de capitais. Realizados em parceria com instituições de ensino privadas, os programas contarão com profissionais da B3 no corpo docente.
Os cursos serão realizados on-line e são direcionados para todos os públicos: desde profissionais do mercado financeiro, estudantes e formandos em cursos relacionados, além de investidores e profissionais interessados nas temáticas.
1. Formação de Brokers nos Mercados – Realizado em parceria com a FIA – Fundação Instituto de Administração e apoio institucional da Ancord.
Além de preparar profissionais para atuar como brokers no mercado financeiro, o curso busca capacitar os participantes para atividades de análise, liquidação, gestão de riscos e precificação de produtos financeiros. As inscrições estão abertas para a próxima turma, que terá início no dia 20 de setembro. O curso tem carga horária de 107 horas.
2. IPO: Abertura de Capital de Empresas – Realizado em parceria com o Insper – Instituto de Ensino e Pesquisa.
O participante terá entendimento de todas as etapas do processo de abertura de capital bem como das principais características da operação de IPO. O aluno terá capacidade de analisar as vantagens e desvantagens da operação, a agenda de providências internas e as principais decisões envolvidas. As inscrições estão abertas e o curso, com carga horária de 32 horas, tem início no dia 19 de outubro. As aulas acontecem às terças e quintas.
3. Gestão de Risco – Realizado em parceria com a Saint Paul Escola de Negócios.
Curso ideal para quem quer se aprofundar nos principais conceitos e modelos referentes aos riscos de mercado, de crédito, de liquidez e operacional. O aluno irá desenvolver o conhecimento necessário para atuar em mesa de gestão de riscos de empresas financeiras e não-financeiras. As inscrições estão abertas para a próxima turma, que terá início no dia 19 de outubro. A carga horária é de 129 horas. As aulas acontecem às terças e quintas.
4. MBA Executivo em Finanças – Realizado em parceria com a Saint Paul Escola de Negócios.
Curso de nível avançado desenvolvido para capacitar profissionais em finanças, de maneira precisa e inovadora, em temas fundamentais, relevantes e modernizados da área financeira, preparando-os para assumir posições estratégicas e de destaque em empresas e instituições financeiras. As inscrições estão abertas para a próxima turma, que terá início no dia 22 de outubro. A carga horária é de 643 horas. As aulas acontecem quinzenalmente às sextas e sábados.
BOLSA DE VALORES
Governo de Goiás lança fundo de investimento na Bolsa de Valores
Uma alternativa moderna, criativa e que desperta o interesse do mercado nacional. Assim o governador Ronaldo Caiado definiu o Programa de Crédito para o Desenvolvimento de Goiás, lançado nesta terça-feira (5/8), na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3. De acordo com Caiado, a medida atrai a confiança do empresariado, que encontra no estado um ambiente favorável para investir e ampliar negócios.
“Nós temos criado, em Goiás, uma política para transmitir aos empresários o nosso potencial, a confiança que podem ter no Estado e nas ações de governo. Goiás oferece segurança jurídica, criou a Lei de Liberdade Econômica, é o terceiro maior produtor de grãos do país, avança com respeito ao meio ambiente e está, cada vez mais, atraindo empresários que entendem as oportunidades daqui”, afirmou.
O fundo de investimento vai ofertar R$ 800 milhões em crédito, a taxas competitivas, para empresas que pretendem injetar capital no Estado, especialmente nos setores de data centers, terras raras, linhas de transmissão de energia e biogás/biometano. Também serão contemplados segmentos atingidos pela tarifa de 50%, aplicada pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras, como o agroindustrial.
Caiado definiu o projeto como o “mais criativo” que o Estado já apresentou — tudo para que “empresários tenham condições de investir em Goiás”, especialmente nas áreas em que há potencial de crescimento. O programa contempla a criação de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), modalidade que aplica seu patrimônio em direitos creditórios, ou seja, em débitos que empresas têm a receber.
A taxa de juros será de 10% ao ano, abaixo da média praticada pelo mercado. O fundo será constituído com 50% em créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), junto a empresas goianas exportadoras, e os outros 50% serão captados no mercado financeiro. “Essas duas fontes, então, dão uma condição de financiar a menor taxa de juros que se tem no país. Isso mostra que é uma iniciativa moderna, ágil e que, infelizmente, o governo federal não tem essa mesma capacidade de atender”, explicou Caiado.
Essa estratégia não utiliza recursos do Tesouro Estadual, preservando sua estabilidade fiscal. “É um mix capaz de passar ao empresário uma taxa de juros competitiva, priorizando aquilo que é interesse do Estado no desenvolvimento de: energia, biometano, abrir espaço para data centers e avançar na parte de exploração e refino de terras raras — já que Goiás é o único estado no Ocidente que tem terras raras pesadas”, mencionou Caiado.
Operação
O evento na B3 marcou o registro oficial do novo fundo, que passa a ser disponibilizado para negociação entre investidores nos próximos dias. “Goiás está criando várias formas de proteção à economia e à arrecadação. Isso para garantir, também, o equilíbrio fiscal de longo prazo”, informou o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima.
O diretor-executivo do Instituto Mauro Borges (IMB), Erik Figueiredo, detalhou que, como não envolve dinheiro público, todo o processo dispensa licitação. “O setor privado é quem vai gerir esse fundo. E os projetos que se enquadrem nas áreas que sairão no decreto serão analisados pela estrutura do governo e por quem está emprestando esse dinheiro, que vai avaliar a capacidade de pagamento”, apontou.
“Nós estamos garantindo que o dinheiro, que antes era um mero fluxo, se transforme em estoque e em riqueza no ambiente, no Estado”, resumiu o diretor do IMB. De acordo com o especialista, Goiás possui hoje o melhor ambiente de negócios do Brasil, devido à sua ampla Lei de Liberdade Econômica. Para ele, “a qualidade da política pública e o fortalecimento do Estado são o que trazem segurança e oportunidade de crescimento”.
O evento na B3 reuniu lideranças do setor econômico, como o sócio e diretor institucional da XP, Rafael Furlanetti; a gerente de Processos Licitatórios da B3 S.A., Mônica Salles Lanna; o presidente da Adial Goiás, Edwal Portilho, o Tchequinho; e o presidente da Fieg, André Rocha. Também estiveram no lançamento os secretários de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), Joel Sant’Anna Braga, e da Economia, Francisco Sérvulo Nogueira.