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FIETO recebe parceiros para apresentação do Observatório Nacional da Indústria
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A Federação das Indústrias do Estado do Tocantins realizou reunião com representantes do Observatório Nacional da Indústria, hub ligada à Confederação Nacional da Indústria (CNI) que atua com produtos de inteligência prospectiva, estratégica e competitiva na manhã desta terça-feira, 23/01, em sua sede em Palmas. O objetivo foi a apresentação para gestores, equipe técnica e parceiros da Federação das ações e etapas de implementação do Observatório, instituição que atua em rede no país e está em fase inicial na FIETO.
O diretor de Relações Institucionais da Energisa, Alankardek Moreira, o diretor de Ambientes de Inovação e Empreendedorismo da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Silon Procath, o secretário Estadual de Indústria, Comércio e Serviços e o secretário Executivo da pasta, Carlos Humberto Lima e Milton Neris e o diretor técnico do Sebrae Tocantins, Rogério Ramos participaram da reunirão presidida pelo conselheiro da FIETO, Sérgio Tavares, representante do presidente Roberto Pires na ocasião. Os conselheiros Bartolomé Garcia, Carlos Wagno Milhomem e Luciano Rocha também participaram da reunião que contou ainda com a presença da Alta Gestão do Sistema FIETO .
O gerente executivo do Observatório Nacional, Márcio Guerra Amorim, destacou que a proposta vai além da observação e tem em seu DNA o olhar para o futuro e a influência nos cenários com os produtos de inteligência estratégica desenvolvidos, a exemplo de pesquisas.
“O Observatório Nacional é utilizado para a defesa de interesses da indústria e também para estabelecer um diálogo direto com o Governo Federal”, explicou Amorim na apresentação da estrutura e trabalho já realizado pelo Observatório com sede em Brasília.
O Brasil já possui 21 observatórios registrados e a implantação nos estados segue uma metodologia com amplo acompanhamento do nacional que conta com etapa de pré-mentoria, mentoria, alinhamento e elaboração do diagnóstico de maturidade, plano de implementação e lançamento, como foi destacado pela coordenadora da Rede de Observatórios, Ellen Felizari.
No Tocantins, a FIETO será mentorada pelo Observatório do estado do Ceará e será validado um cronograma de atividades.
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Urbanista tocantinense é convidada para secretaria no MCTI e pode impulsionar inovação, inclusão produtiva e desenvolvimento regional no Brasil
A urbanista e professora universitária Germana Pires foi convidada a integrar a equipe do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em Brasília, onde deve assumir a Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social. O convite foi feito pela ministra Luciana Santos, dentro de uma estratégia do governo federal de reforçar políticas públicas voltadas à inovação com foco em inclusão produtiva e redução das desigualdades regionais.
A indicação ocorre em um momento de reorientação da política nacional de ciência e tecnologia, com ênfase na descentralização dos investimentos e na ampliação do acesso a oportunidades fora dos grandes centros econômicos do país.
Quem é Germana Pires
Com atuação reconhecida nas áreas de desenvolvimento territorial, planejamento urbano e políticas públicas, Germana Pires construiu uma trajetória técnica voltada à organização do espaço urbano e à estruturação de regiões em expansão. Sua experiência inclui projetos ligados à sustentabilidade, viabilidade econômica e planejamento estratégico de cidades, com foco em eficiência e integração entre diferentes setores.
No meio acadêmico, sua atuação como professora também contribuiu para a formação de quadros técnicos, especialmente em temas relacionados ao desenvolvimento regional e à gestão urbana. Esse perfil híbrido — técnico e acadêmico — é visto como um diferencial para a condução de políticas públicas complexas.
Papel estratégico da secretaria
A Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, que deve ser ocupada pela urbanista, tem como atribuição central promover a conexão entre produção científica, inovação e impacto social. Na prática, isso envolve o desenvolvimento de programas que utilizem tecnologia e conhecimento para melhorar a qualidade de vida da população, gerar emprego e estimular economias locais.
A área é considerada estratégica dentro do MCTI por atuar diretamente na redução de desigualdades, especialmente ao fomentar iniciativas em regiões com menor acesso a infraestrutura tecnológica e investimentos.
Impactos e vantagens da nomeação
A possível nomeação de Germana Pires traz uma série de implicações positivas no campo político, econômico e institucional:
Interiorização da inovação
A presença de uma profissional com experiência em regiões fora dos grandes centros reforça a tendência de descentralização das políticas de inovação, ampliando o alcance de programas federais para estados como o Tocantins e toda a região Norte.
Fortalecimento de economias emergentes
A atuação técnica voltada à viabilidade econômica de territórios em expansão pode contribuir para a criação de ambientes mais competitivos, atraindo investimentos e estimulando cadeias produtivas locais.
Integração entre ciência e setor produtivo
A secretaria tem papel chave na articulação entre universidades, governos e empresas. A expectativa é de maior alinhamento entre pesquisa científica e demandas reais da economia, aumentando a eficiência das políticas públicas.
Redução de desigualdades regionais
Ao direcionar esforços para inclusão produtiva e acesso à tecnologia, a agenda reforça mecanismos de desenvolvimento mais equilibrado entre as diferentes regiões do país.
Projeção do Tocantins no cenário nacional
O convite também representa um avanço simbólico e institucional para o Tocantins. A indicação de uma profissional com atuação no estado para um cargo estratégico no governo federal evidencia o reconhecimento da capacidade técnica desenvolvida em regiões consideradas emergentes.
Além disso, amplia a visibilidade do estado no debate nacional sobre inovação e desenvolvimento, criando oportunidades para maior interlocução com políticas federais e possíveis investimentos futuros.
Contexto político e institucional
A escolha feita pela ministra Luciana Santos está alinhada à diretriz do governo federal de utilizar a ciência e a tecnologia como vetores de transformação social. O foco atual da pasta inclui não apenas o avanço tecnológico, mas também sua aplicação prática na լուծção de problemas estruturais do país, como desigualdade, baixa produtividade e falta de acesso a oportunidades.
Nesse cenário, a chegada de Germana Pires ao núcleo estratégico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação tende a reforçar uma abordagem mais territorializada das políticas públicas, com maior sensibilidade às especificidades regionais.
Caso a nomeação seja confirmada, a expectativa é que sua gestão contribua para consolidar uma agenda nacional baseada na integração entre inovação, desenvolvimento sustentável e inclusão social, ampliando o alcance das políticas públicas e fortalecendo o papel da ciência como instrumento de transformação econômica e regional no Brasil.