A CAPITAL
Com quase 75% dos novos negócios sendo MEIs, Tocantins se destaca como um celeiro de oportunidades
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O Tocantins, com sua vasta extensão territorial e riquezas naturais, tem se revelado um solo fértil para o empreendedorismo. Neste cenário, o Microempreendedor Individual (MEI) emerge como protagonista, liderando a abertura de empresas no Estado. Vamos explorar como o Sebrae Tocantins tem desempenhado um papel crucial nesse processo e como o Estado se tornou uma grande oportunidade para empreendedores.
O Papel do MEI na Economia Tocantinense
O MEI é a porta de entrada para muitos empreendedores. Com sua simplicidade burocrática e benefícios fiscais, ele atrai desde artesãos até prestadores de serviços. De janeiro a junho de 2024, o Sebrae registrou 10.348 novos MEIs no Estado, representando 74,8% do total de pequenos negócios abertos. Essa tendência não apenas impulsiona a economia local, mas também cria oportunidades para quem deseja iniciar sua jornada empreendedora.
Diversidade Setorial e Oportunidades
Os setores que mais se destacam em Tocantins são:
- Serviços: Representando 45,3% das empresas, esse setor abrange desde consultorias até serviços de beleza e tecnologia.
- Comércio: Com 36,7% das empresas, o comércio local é diversificado, abrangendo desde lojas físicas até e-commerce.
- Construção Civil: Com 8,6% das empresas, a construção civil acompanha o crescimento do Estado e a demanda por infraestrutura.
- Indústria: Com 7,9% das empresas, a indústria tocantinense produz desde alimentos até produtos químicos.
- Agropecuária: Embora represente 1,5% das empresas, a agropecuária é vital para a economia, dada a vastidão rural do Estado.
O Sebrae como Agente Transformador
O Sebrae Tocantins desempenha um papel fundamental. Com 137.936 atendimentos, eles capacitam empreendedores, oferecendo consultorias, cursos e mentorias. Além disso, promovem eventos, feiras e networking, conectando empresários e fomentando parcerias. O resultado? Empreendedores empoderados, negócios fortalecidos e uma economia vibrante.
Tocantins não é apenas um Estado no mapa; é um território de oportunidades. Se você busca criar, inovar e prosperar, este é o lugar. O Sebrae Tocantins está de portas abertas para quem deseja ser protagonista de sua própria história. Venha fazer parte desse movimento empreendedor e contribuir para o crescimento sustentável do nosso Estado!
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Justiça nega liminar contra pesquisa da Lucro Ativo e mantém divulgação de levantamento eleitoral
A Justiça Eleitoral do Tocantins negou o pedido de tutela de urgência apresentado pela Federação PSDB/Cidadania para impedir a divulgação da pesquisa eleitoral registrada sob o nº TO-00437/2026, realizada pela Lucro Ativo Ltda. A decisão, assinada pelo juiz auxiliar Roniclay Alves de Morais, concluiu que não estavam presentes os requisitos legais para suspender a publicação do levantamento, preservando o direito de divulgação da pesquisa.
A ação foi protocolada antes mesmo da publicação dos resultados, numa tentativa de impedir que os dados chegassem ao conhecimento da população. O PSDB alegou supostas inconsistências na metodologia, especialmente em relação à origem dos dados utilizados para compor os estratos de escolaridade da amostra.
No entanto, ao analisar a defesa apresentada pela Lucro Ativo, o magistrado verificou que os percentuais questionados eram plenamente auditáveis e correspondiam aos dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), referentes ao perfil do eleitorado de maio de 2026. A decisão também reconhece que os dados do IBGE foram utilizados para outras variáveis da pesquisa, como renda domiciliar e seleção probabilística das localidades, afastando a principal tese apresentada pela representação.
Em sua fundamentação, o juiz destacou que, em análise preliminar, não ficou demonstrada a plausibilidade do direito alegado pela autora da ação. Pelo contrário, concluiu que a metodologia permitia a reprodução objetiva dos percentuais registrados, motivo pelo qual indeferiu o pedido de suspensão da divulgação da pesquisa.
Judicialização das pesquisas
O episódio reacende o debate sobre a crescente judicialização das pesquisas eleitorais. Em vez de contestar os números no campo político, partidos têm recorrido cada vez mais ao Judiciário para tentar impedir a divulgação de levantamentos que lhes sejam desfavoráveis.
A decisão deixa claro que a simples existência de questionamentos não é suficiente para impedir a circulação de informações de interesse público. Para a Justiça Eleitoral, medidas dessa natureza exigem demonstração concreta de irregularidades capazes de comprometer a confiabilidade do levantamento, o que, neste caso, não foi identificado na análise inicial do processo.
Também chama atenção o fato de a tentativa de impedir a divulgação ter ocorrido antes mesmo da publicação dos resultados da pesquisa, evidenciando uma estratégia voltada a impedir que o eleitor tivesse acesso aos dados.
Transparência e direito à informação
Pesquisas eleitorais registradas seguem regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral e possuem mecanismos de fiscalização justamente para garantir transparência e permitir auditoria por qualquer interessado.
Na decisão, o magistrado ressaltou que os percentuais impugnados puderam ser reproduzidos objetivamente a partir da base pública do TSE, afastando a alegação de ausência de fonte verificável.
Embora o processo ainda tenha seguimento para análise do mérito, a negativa da liminar representa uma vitória importante para a divulgação da pesquisa e reforça o entendimento de que medidas restritivas contra informações de interesse público devem ser adotadas apenas diante de provas robustas de irregularidade.
Em tempos de intensa disputa política, o livre acesso à informação e o respeito às regras que disciplinam as pesquisas eleitorais permanecem como elementos essenciais para que o eleitor possa formar sua opinião com base em dados públicos, transparentes e sujeitos ao controle da própria Justiça Eleitoral.
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