Pesquisa mostra cenário ainda aberto, mas consolida Dorinha Seabra e Eduardo Gomes entre os principais favoritos da disputa eleitoral de 2026.
Pesquisa da Lucro Ativo aponta liderança de Dorinha na disputa pelo Governo, consolidação de Eduardo Gomes e avanço de Gaguim na modalidade estimulada.
A CAPITAL
Levantamento realizado entre os dias 21 e 25 de julho ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do Estado. Pesquisa mostra vantagem consolidada na disputa pelo Governo, liderança de Eduardo Gomes na corrida ao Senado e elevado número de indecisos nas eleições proporcionais.
A mais recente pesquisa eleitoral realizada pelo instituto Lucro Ativo, registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) sob o número TO-00437/2026, apresenta um retrato do cenário político tocantinense a pouco mais de dois meses do início oficial da campanha eleitoral.
O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 25 de julho de 2026, por meio de entrevistas presenciais com 1.500 eleitores distribuídos em todas as regiões do Estado. A pesquisa possui margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
Os resultados mostram uma liderança consistente da deputada federal Prof. Dorinha Seabra (União Brasil) na disputa pelo Governo do Estado e colocam o senador Eduardo Gomes (PL) como principal nome na corrida pelas duas vagas ao Senado Federal. Já as disputas para deputado federal e deputado estadual seguem bastante pulverizadas, com elevado percentual de eleitores que ainda não definiram seus candidatos.
Dorinha lidera na pesquisa espontânea para o Governo
No cenário espontâneo — quando o entrevistador não apresenta qualquer lista de candidatos — a deputada federal Prof. Dorinha Seabra aparece com 33,40% das intenções de voto.
A vantagem sobre os demais concorrentes é significativa. O deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB) ocupa a segunda colocação com 24,33%, enquanto Laurez Moreira (PSD) registra 6,60%.
Na sequência aparecem Ataídes Oliveira (NOVO), com 2,73%, Witer Naves (PSOL), com 0,27%, além de outros nomes que somam 2,60%.
Outro dado importante revelado pela pesquisa é o tamanho do eleitorado que ainda não consolidou sua escolha. Os indecisos representam 17,93%, enquanto 10,07% afirmaram não saber responder e 2,07% disseram que pretendem votar em branco ou anular o voto.
Pesquisa estimulada amplia vantagem de Dorinha
Quando os eleitores recebem uma lista com os nomes dos pré-candidatos, a liderança de Dorinha cresce.
Nesse cenário estimulado, ela alcança 37,40% das intenções de voto, abrindo uma diferença de 10,4 pontos percentuais sobre Vicentinho Júnior, que aparece com 27,00%.
Laurez Moreira mantém a terceira colocação com 9,60%, seguido por Ataídes Oliveira, com 2,87%, e Witer Naves, com 0,60%.
Os dados também mostram redução do percentual de indecisos para 13,60%, indicando que parte do eleitorado possui preferência, mas ainda não recorda espontaneamente o nome do candidato.
Brancos e nulos representam 2,40%, enquanto 6,53% não responderam.
Rejeição mostra espaço para crescimento dos candidatos
Além das intenções de voto, a pesquisa mediu o índice de rejeição dos pré-candidatos ao Palácio Araguaia, indicador que revela em quais nomes o eleitor afirma não votar de forma alguma.
Vicentinho Júnior apresenta a maior rejeição, com 26,20%.
Em seguida aparecem Prof. Dorinha Seabra, com 20,13%, e Laurez Moreira, com 19,27%.
Ataídes Oliveira registra 5,47%, enquanto Witer Naves soma 2,73%.
Outro dado relevante é que 17,20% dos entrevistados afirmaram não rejeitar nenhum dos candidatos apresentados, indicando que parte do eleitorado permanece aberta a diferentes opções.
Eduardo Gomes lidera disputa ao Senado
Na corrida pelas duas vagas ao Senado Federal, o senador Eduardo Gomes aparece como o nome mais lembrado pelos eleitores.
Na pesquisa espontânea, ele registra 30,40% das citações.
Em seguida aparecem Carlos Gaguim (16,87%), Alexandre Guimarães (11,67%), Ronaldo Dimas (8,13%), Irajá Abreu (6,73%), Eli Borges (6,53%), Vanderlei Luxemburgo (6,20%), Fábio Ribeiro (3,80%), Paulo Mourão (2,93%) e Carlos Veloso (2,00%).
Como cada eleitor pode indicar dois candidatos ao Senado, a soma dos percentuais pode ultrapassar 100%, conforme previsto na metodologia da pesquisa.
Gaguim amplia desempenho na estimulada e confirma base eleitoral consolidada
Na pesquisa estimulada, quando os eleitores recebem uma lista com os nomes dos pré-candidatos, o senador Eduardo Gomes amplia sua vantagem e alcança 38,93% das citações, consolidando-se como o principal nome na disputa pelas duas vagas do Tocantins no Senado Federal.
Na segunda colocação aparece o ex-governador Carlos Gaguim, com 26,80% das intenções de voto. O resultado representa um crescimento de quase dez pontos percentuais em relação ao cenário espontâneo, quando registrou 16,87%, indicando uma base eleitoral consolidada e um eleitorado que reconhece seu nome quando ele é apresentado na lista de candidatos. O desempenho também reforça sua capilaridade política em diversas regiões do Estado, mantendo-o como um dos principais concorrentes ao Senado.
Na sequência aparecem Alexandre Guimarães (19,87%), Ronaldo Dimas (13,67%), Irajá Abreu (10,80%), Eli Borges (6,27%), Vanderlei Luxemburgo (5,33%), Paulo Mourão (2,27%), Fábio Ribeiro (2,07%) e Carlos Veloso (1,27%).
Os resultados da pesquisa estimulada reforçam o favoritismo de Eduardo Gomes e mostram uma disputa pela segunda vaga em que Carlos Gaguim se apresenta como o principal perseguidor, sustentado por um desempenho consistente quando seu nome é apresentado aos eleitores.
Rejeição ao Senado
A pesquisa também avaliou o índice de rejeição entre os pré-candidatos ao Senado.
Paulo Mourão lidera esse indicador com 15,67%.
Na sequência aparecem Irajá Abreu (14,33%), Alexandre Guimarães (13,53%), Carlos Gaguim (13,20%) e Eduardo Gomes (7,07%).
Outros 7,87% afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes pesquisados.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa foi realizada pelo instituto Lucro Ativo entre os dias 21 e 25 de julho de 2026, com entrevistas presenciais aplicadas a 1.500 eleitores em todas as regiões do Tocantins.
A amostra foi construída considerando critérios de sexo, faixa etária, escolaridade, renda familiar e distribuição geográfica do eleitorado tocantinense.
O levantamento possui margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins é o nº TO-00437/2026.
Os resultados retratam o momento da pré-campanha eleitoral e indicam um cenário de vantagem para Prof. Dorinha Seabra na disputa pelo Governo do Estado e de Eduardo Gomes na corrida ao Senado. Já as eleições proporcionais permanecem abertas, com elevado número de eleitores ainda sem definição de voto, o que indica possibilidade de mudanças no decorrer da campanha.
A CAPITAL
Justiça nega liminar contra pesquisa da Lucro Ativo e mantém divulgação de levantamento eleitoral
A Justiça Eleitoral do Tocantins negou o pedido de tutela de urgência apresentado pela Federação PSDB/Cidadania para impedir a divulgação da pesquisa eleitoral registrada sob o nº TO-00437/2026, realizada pela Lucro Ativo Ltda. A decisão, assinada pelo juiz auxiliar Roniclay Alves de Morais, concluiu que não estavam presentes os requisitos legais para suspender a publicação do levantamento, preservando o direito de divulgação da pesquisa.
A ação foi protocolada antes mesmo da publicação dos resultados, numa tentativa de impedir que os dados chegassem ao conhecimento da população. O PSDB alegou supostas inconsistências na metodologia, especialmente em relação à origem dos dados utilizados para compor os estratos de escolaridade da amostra.
No entanto, ao analisar a defesa apresentada pela Lucro Ativo, o magistrado verificou que os percentuais questionados eram plenamente auditáveis e correspondiam aos dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), referentes ao perfil do eleitorado de maio de 2026. A decisão também reconhece que os dados do IBGE foram utilizados para outras variáveis da pesquisa, como renda domiciliar e seleção probabilística das localidades, afastando a principal tese apresentada pela representação.
Em sua fundamentação, o juiz destacou que, em análise preliminar, não ficou demonstrada a plausibilidade do direito alegado pela autora da ação. Pelo contrário, concluiu que a metodologia permitia a reprodução objetiva dos percentuais registrados, motivo pelo qual indeferiu o pedido de suspensão da divulgação da pesquisa.
Judicialização das pesquisas
O episódio reacende o debate sobre a crescente judicialização das pesquisas eleitorais. Em vez de contestar os números no campo político, partidos têm recorrido cada vez mais ao Judiciário para tentar impedir a divulgação de levantamentos que lhes sejam desfavoráveis.
A decisão deixa claro que a simples existência de questionamentos não é suficiente para impedir a circulação de informações de interesse público. Para a Justiça Eleitoral, medidas dessa natureza exigem demonstração concreta de irregularidades capazes de comprometer a confiabilidade do levantamento, o que, neste caso, não foi identificado na análise inicial do processo.
Também chama atenção o fato de a tentativa de impedir a divulgação ter ocorrido antes mesmo da publicação dos resultados da pesquisa, evidenciando uma estratégia voltada a impedir que o eleitor tivesse acesso aos dados.
Transparência e direito à informação
Pesquisas eleitorais registradas seguem regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral e possuem mecanismos de fiscalização justamente para garantir transparência e permitir auditoria por qualquer interessado.
Na decisão, o magistrado ressaltou que os percentuais impugnados puderam ser reproduzidos objetivamente a partir da base pública do TSE, afastando a alegação de ausência de fonte verificável.
Embora o processo ainda tenha seguimento para análise do mérito, a negativa da liminar representa uma vitória importante para a divulgação da pesquisa e reforça o entendimento de que medidas restritivas contra informações de interesse público devem ser adotadas apenas diante de provas robustas de irregularidade.
Em tempos de intensa disputa política, o livre acesso à informação e o respeito às regras que disciplinam as pesquisas eleitorais permanecem como elementos essenciais para que o eleitor possa formar sua opinião com base em dados públicos, transparentes e sujeitos ao controle da própria Justiça Eleitoral.





