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Kátia Abreu recebe título de Cidadã Tocantinense por sua contribuição ao estado
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A ex-senadora e ex-ministra da Agricultura, Kátia Abreu, natural de Goiânia, foi agraciada com o título de Cidadã Tocantinense. A homenagem foi oficializada por meio de uma lei publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) em 29 de novembro de 2024. A honraria foi proposta pelo deputado estadual Eduardo Mantoan e sancionada pelo governador Wanderlei Barbosa.
Kátia Abreu, ao longo de sua carreira, ocupou diversos cargos de destaque, incluindo a presidência do Sindicato Rural de Gurupi e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (FAET). Foi também a primeira mulher a presidir o Conselho da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além de ter atuado em importantes comissões do Senado Federal.
Atualmente, Kátia Abreu se dedica ao setor empresarial, trabalhando na agropecuária e no setor imobiliário, além de atuar como consultora em temas relacionados ao agronegócio, mercado internacional, logística e energias renováveis.
O deputado Eduardo Mantoan destacou a relevância da contribuição de Kátia para o desenvolvimento do Tocantins. “Ela tem sido uma figura central na representação da classe agropecuária e no avanço do nosso estado, sendo mais do que merecedora desse reconhecimento”, afirmou.
Kátia Abreu, ao receber a homenagem, expressou sua gratidão e compromisso contínuo com o progresso do Tocantins. “Ser reconhecida como Cidadã Tocantinense é uma honra imensa. Continuarei trabalhando pelo desenvolvimento do estado que me acolheu e ao qual dediquei grande parte da minha vida profissional”, disse.
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Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios
O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.
A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.
Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.
Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.
A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.
A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.
Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.
Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.
O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.
No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.