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O jogo é mais parecido do que parece. Copa do Mundo e Empreendedorismo

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Se tem um evento que para o planeta, é a Copa do Mundo. Desde 1930, quando tudo começou no Uruguai, seleções de diferentes culturas, estilos e histórias entram em campo em busca de um único objetivo: levantar a taça. Ao longo das décadas, a competição evoluiu, ganhou tecnologia, novas estratégias e virou um verdadeiro espetáculo global — não só de futebol, mas de planejamento, talento e superação.

Agora me diga: isso não parece muito com o mundo do empreendedorismo? Pois é, pode até parecer uma comparação inusitada, mas a verdade é que a Copa do Mundo e o empreendedorismo jogam no mesmo campo quando o assunto é estratégia, preparação e resultado.

Nenhuma seleção chega à Copa só com “vontade”, tirando as seleções anfitriãs. Existe um trabalho pesado antes: análise de adversários, definição de tática, escolha dos melhores jogadores e muito treino.

No empreendedorismo é igual. Antes de abrir ou crescer um negócio, o empreendedor precisa entender o mercado, conhecer seu cliente, estudar concorrência e montar um plano. Quem entra no jogo sem preparo, normalmente volta para a casa mais cedo, tanto na Copa quanto no mercado.

Na Copa, não adianta ter só um craque. Se o time não joga junto, não vai longe. No empreendedorismo, aquele mito do “empreendedor solitário” não se sustenta. Negócio de verdade precisa de equipe: gente que complementa, que executa, que pensa diferente. O sucesso não é individual, é coletivo.

Você já viu seleção considerada “mais fraca” derrotar gigante? Isso acontece direto na Copa.

Por quê? Estratégia.

No empreendedorismo, acontece o mesmo. Pequenas empresas conseguem disputar com grandes quando sabem se posicionar, inovar e se conectar com o cliente. Nem sempre vence quem tem mais recurso, muitas vezes vence quem pensa melhor. Durante o jogo, tudo pode mudar, uma lesão, um gol inesperado, uma expulsão e o jogo vira. No mercado, também. Mudança de comportamento do consumidor, crise, tecnologia nova, tudo pode alterar o rumo do negócio. O empreendedor que se adapta rápido continua jogando. Quem insiste no mesmo plano, corre o risco de ficar pelo caminho.

Quantas finais já foram decididas nos últimos minutos? Ou nos pênaltis?

Empreender é isso também: insistir quando parece que não vai dar, ajustar quando erra, levantar quando cai. Não é sobre nunca falhar, é sobre continuar jogando.

A Copa do Mundo é muito mais do que futebol. É uma aula prática de estratégia, gestão e trabalho em equipe. E o empreendedorismo bebe dessa mesma fonte. Então, da próxima vez que você estiver assistindo um jogo, pense além da bola rolando. Observe as decisões, o comportamento dos jogadores, a postura do time, pois ali tem muito aprendizado que pode ser levado direto para o seu negócio.

Porque no empreendedorismo, assim como na Copa, não ganha só quem joga bem, mas também ganha quem joga certo.

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Bruno Vieira é Professor, pós-graduado em Gestão do Desenvolvimento Humano nas Organizações, Gerente da Unidade de Articulação e Competitividade – UAC do Sebrae Tocantins, Vice-Presidente da Região Norte da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais – CONAMPE e Presidente do Conselho de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Palmas – CIDEP

 

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Quando os números convergem: novas pesquisas reforçam tendência apontada pela Lucro Ativo

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As pesquisas eleitorais sempre despertam debates. Em períodos de pré-campanha, é comum que os números divulgados por institutos de pesquisa sejam alvo de críticas, principalmente quando contrariam expectativas ou narrativas construídas nas redes sociais. No entanto, existe um elemento que costuma prevalecer sobre as opiniões: o comportamento dos dados ao longo do tempo.

Nas últimas semanas, um movimento chamou a atenção na disputa pelo Governo do Tocantins. Institutos diferentes, utilizando metodologias próprias e realizando entrevistas em períodos distintos, passaram a apresentar resultados que convergem para uma mesma direção.

Quando a Lucro Ativo divulgou sua pesquisa estadual, realizada entre os dias 21 e 25 de julho, o levantamento apontou Professora Dorinha na liderança da disputa pelo Governo do Estado. No cenário estimulado, a senadora apareceu com 37,40% das intenções de voto, enquanto Vicentinho Júnior registrou 27,00%, estabelecendo uma vantagem de 10,4 pontos percentuais. Na pesquisa espontânea, Dorinha também liderava com 33,40%, contra 24,33% do segundo colocado.

Naquele momento, parte do debate político ainda insistia na tese de que a disputa estaria completamente aberta ou em empate técnico. Como costuma acontecer em períodos eleitorais, muitos dos questionamentos acabaram sendo direcionados à própria pesquisa, especialmente nas redes sociais, onde a análise técnica frequentemente dá lugar às preferências políticas.

Com o passar dos dias, entretanto, novos levantamentos começaram a ser divulgados.

A pesquisa Brasmarket apresentou Professora Dorinha com 36,3% das intenções de voto e Vicentinho Júnior com 24,1%, mantendo uma vantagem superior a doze pontos percentuais.

Pouco depois, a segunda rodada da pesquisa VÓPE/Jornal Primeira Página mostrou Dorinha crescendo para 36%, enquanto Vicentinho apareceu com 27%, consolidando uma diferença de nove pontos percentuais entre os dois principais pré-candidatos.

Embora cada instituto utilize critérios metodológicos próprios, períodos distintos de coleta e diferentes estratégias de distribuição da amostra, o cenário observado passou a ser muito semelhante: todos os levantamentos indicam uma liderança consistente de Professora Dorinha sobre o segundo colocado.

Essa convergência demonstra um aspecto importante das pesquisas eleitorais. Os percentuais dificilmente serão idênticos entre institutos diferentes, justamente porque cada levantamento representa um retrato de um momento específico e utiliza parâmetros próprios de coleta. O que realmente importa é a direção apontada pelos dados.

Quando pesquisas independentes passam a registrar a mesma tendência, aumenta a consistência da interpretação do cenário eleitoral.

Foi exatamente esse movimento que ocorreu no Tocantins.

O debate deixou de girar em torno da existência ou não de uma liderança e passou a discutir apenas a dimensão dessa vantagem. Em outras palavras, aquilo que inicialmente era contestado passou a aparecer de forma semelhante em levantamentos posteriores realizados por outros institutos.

O mesmo comportamento também pode ser observado na disputa pelo Senado.

Na pesquisa da Lucro Ativo, Eduardo Gomes apareceu na liderança da corrida, enquanto Carlos Gaguim consolidou-se como principal concorrente à segunda vaga, registrando crescimento expressivo entre os cenários espontâneo e estimulado. Na pesquisa estimulada, Eduardo Gomes alcançou 38,93%, enquanto Gaguim registrou 26,80%, abrindo vantagem sobre os demais nomes apresentados.

Mais do que discutir qual instituto apresentou um percentual ligeiramente maior ou menor, a sequência de levantamentos permite observar algo muito mais relevante: a consolidação das tendências eleitorais.

Em períodos de polarização política, é natural que pesquisas sejam questionadas. No entanto, a credibilidade de um levantamento não é medida pela repercussão nas redes sociais, mas pela capacidade de retratar o comportamento do eleitorado dentro dos critérios científicos utilizados na pesquisa.

É justamente por isso que especialistas recomendam analisar séries históricas e comparar diferentes levantamentos, em vez de observar apenas um resultado isolado.

No caso da disputa pelo Governo do Tocantins, os dados divulgados nas últimas semanas mostram que diferentes institutos passaram a enxergar um cenário semelhante. A liderança de Professora Dorinha, apontada anteriormente pela Lucro Ativo, passou a ser confirmada por novas pesquisas, enquanto a disputa pelo Senado também demonstra estabilidade nas primeiras posições.

Mais do que números, essa convergência reforça um princípio fundamental das pesquisas de opinião: metodologias diferentes podem produzir pequenas variações nos percentuais, mas quando os levantamentos caminham na mesma direção, as tendências se tornam mais consistentes e oferecem um retrato cada vez mais confiável do sentimento do eleitorado tocantinense.

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