A CAPITAL
O Governo do Tocantins reiniciou as atividades do Fórum Estadual das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte
A CAPITAL
Nesta quinta-feira, 13 de fevereiro, o Governo do Tocantins reiniciou as atividades do Fórum Estadual das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Femep) após um período de sete anos de inatividade. O evento, realizado na sede da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (Sics), teve como objetivo apresentar a proposta de reestruturação e reimplantação do Femep às 24 entidades que compõem o corpo deliberativo, envolvendo instituições públicas e privadas.
O principal intuito do Fórum é promover a integração entre o Governo e as entidades de apoio, visando articular políticas, desenvolver estudos e propor ações que fortaleçam as micro e pequenas empresas no estado. Em seu discurso, o titular da Sics, Carlos Humberto Lima, enfatizou a importância dessa colaboração. “Por determinação do governador Wanderlei Barbosa, estamos trabalhando ao lado dos empresários para garantir ações efetivas que fortalecem a economia do Tocantins e geram emprego e renda. A reativação do Femep é essencial para criar condições que permitam aos nossos micro e pequenos empreendedores prosperar”, afirmou Lima.
Importância do Femep na Economia Local
Rérison Castro, diretor superintendente do Sebrae, destacou o valor do Fórum como espaço para discussão de políticas públicas voltadas às micro e pequenas empresas. “Este é um ambiente robusto para debater legislação e normativas que beneficiem os pequenos negócios no Brasil. A presença de diversas instituições do setor fortalece nossa capacidade de discutir e implementar soluções eficazes”, disse Castro. Ele também ressaltou a contribuição contínua do Sebrae no apoio aos pequenos negócios e comemorou a retomada do Fórum.
Para Edmar Beraldino, superintendente do Banco da Amazônia no Tocantins, o Fórum se alia às iniciativas das instituições financeiras para impulsionar o desenvolvimento econômico. “Nossos agentes financeiros possuem diversas linhas de crédito, tanto a curto quanto a longo prazo, que podem ser extremamente benéficas. A compreensão e utilização dessas linhas de crédito pelos empreendedores são fundamentais para o crescimento do estado”, explicou Beraldino.
Perspectivas para o Futuro das Micro e Pequenas Empresas
André Luiz Oscar, presidente da Associação dos Jovens Empresários e Empreendedores do Tocantins (Ajee Tocantins), frisou a importância do Fórum para o crescimento econômico do estado. “Discutir as iniciativas do Poder Público que beneficiarão as pequenas e microempresas do Tocantins é crucial. Estou muito entusiasmado em participar deste evento e acredito que a reativação do Femep fortalecerá nosso setor empresarial e aquecerá a economia local”, afirmou Oscar.
Sobre o Femep
O Fórum Estadual das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Femep) promove, articula e integra governo, entidades de apoio e representação para assegurar a implementação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento dessas empresas no Tocantins. Composto por 24 instituições governamentais e de representação de classes empresariais, o Fórum é um espaço estratégico para a criação de comitês temáticos responsáveis pela elaboração de estudos, propostas e políticas públicas direcionadas ao setor.
Entre as instituições participantes estão a Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (Sics), Secretaria da Fazenda (Sefaz), Secretaria do Planejamento (Seplan), Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapt), Agência de Fomento, Junta Comercial do Estado do Tocantins (Jucetins), Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescap-TO), Sistema OCB/TO, Associação dos Jovens Empresários e Empreendedores do Tocantins (Ajee), Associação Tocantinense de Municípios (ATM), Caixa Econômica Federal, Receita Federal, Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado (FCDL), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Tocantins (Faciet), Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto), Federação das Microempresas, Empresas de Pequeno Porte e Empreendedor Individual (Femicro), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Tocantins (Fecomércio), Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais do Estado do Tocantins (Fampec-To), Frente Parlamentar (Aleto) e Banco da Amazônia (Basa).
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O jogo é mais parecido do que parece. Copa do Mundo e Empreendedorismo
Se tem um evento que para o planeta, é a Copa do Mundo. Desde 1930, quando tudo começou no Uruguai, seleções de diferentes culturas, estilos e histórias entram em campo em busca de um único objetivo: levantar a taça. Ao longo das décadas, a competição evoluiu, ganhou tecnologia, novas estratégias e virou um verdadeiro espetáculo global — não só de futebol, mas de planejamento, talento e superação.
Agora me diga: isso não parece muito com o mundo do empreendedorismo? Pois é, pode até parecer uma comparação inusitada, mas a verdade é que a Copa do Mundo e o empreendedorismo jogam no mesmo campo quando o assunto é estratégia, preparação e resultado.
Nenhuma seleção chega à Copa só com “vontade”, tirando as seleções anfitriãs. Existe um trabalho pesado antes: análise de adversários, definição de tática, escolha dos melhores jogadores e muito treino.
No empreendedorismo é igual. Antes de abrir ou crescer um negócio, o empreendedor precisa entender o mercado, conhecer seu cliente, estudar concorrência e montar um plano. Quem entra no jogo sem preparo, normalmente volta para a casa mais cedo, tanto na Copa quanto no mercado.
Na Copa, não adianta ter só um craque. Se o time não joga junto, não vai longe. No empreendedorismo, aquele mito do “empreendedor solitário” não se sustenta. Negócio de verdade precisa de equipe: gente que complementa, que executa, que pensa diferente. O sucesso não é individual, é coletivo.
Você já viu seleção considerada “mais fraca” derrotar gigante? Isso acontece direto na Copa.
Por quê? Estratégia.
No empreendedorismo, acontece o mesmo. Pequenas empresas conseguem disputar com grandes quando sabem se posicionar, inovar e se conectar com o cliente. Nem sempre vence quem tem mais recurso, muitas vezes vence quem pensa melhor. Durante o jogo, tudo pode mudar, uma lesão, um gol inesperado, uma expulsão e o jogo vira. No mercado, também. Mudança de comportamento do consumidor, crise, tecnologia nova, tudo pode alterar o rumo do negócio. O empreendedor que se adapta rápido continua jogando. Quem insiste no mesmo plano, corre o risco de ficar pelo caminho.
Quantas finais já foram decididas nos últimos minutos? Ou nos pênaltis?
Empreender é isso também: insistir quando parece que não vai dar, ajustar quando erra, levantar quando cai. Não é sobre nunca falhar, é sobre continuar jogando.
A Copa do Mundo é muito mais do que futebol. É uma aula prática de estratégia, gestão e trabalho em equipe. E o empreendedorismo bebe dessa mesma fonte. Então, da próxima vez que você estiver assistindo um jogo, pense além da bola rolando. Observe as decisões, o comportamento dos jogadores, a postura do time, pois ali tem muito aprendizado que pode ser levado direto para o seu negócio.
Porque no empreendedorismo, assim como na Copa, não ganha só quem joga bem, mas também ganha quem joga certo.
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Bruno Vieira é Professor, pós-graduado em Gestão do Desenvolvimento Humano nas Organizações, Gerente da Unidade de Articulação e Competitividade – UAC do Sebrae Tocantins, Vice-Presidente da Região Norte da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais – CONAMPE e Presidente do Conselho de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Palmas – CIDEP