A CAPITAL
Conferência Estadual de Políticas Públicas para Mulheres marca o Estado com anúncios históricos e auditório lotado.
A CAPITAL
A Conferência Estadual de Políticas Públicas para Mulheres, realizada em 20 de agosto de 2025, no auditório do Palácio Araguaia, em Palmas, foi marcada por uma atmosfera vibrante e um auditório completamente lotado, uma verdadeira demonstração de mobilização e engajamento da sociedade tocantinense.
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Com o tema “Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas”, o evento reuniu autoridades como a Ministra das Mulheres, Márcia Lopes e a secretária de Estado da Mulher, Berenice Barbosa, além de lideranças de etnias diversas e representantes da sociedade civi.
A conferência foi palco de anúncios importantes que reforçam o compromisso do Tocantins com a proteção, autonomia e protagonismo feminino. Foram lançados dois decretos históricos, publicados no Diário Oficial no mesmo dia:
O Decreto nº 6.998/2025, que garante às servidoras públicas vítimas de violência doméstica o direito à remoção imediata para outro local de trabalho, além de afastamento temporário ou trabalho remoto, sem prejuízo salarial — uma medida crucial para preservar a integridade física e emocional dessas mulheres.
O Decreto nº 6.997/2025, que cria o Centro de Capacitação e Empoderamento Feminino (CCEF), instalado nas Casas da Mulher Tocantinense. O CCEF oferece cursos, oficinas e mentorias voltadas à geração de emprego, renda e fomento ao empreendedorismo, com foco especial em mulheres em situação de vulnerabilidade, mães solo, negras, indígenas e empreendedoras.
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A secretária Berenice Barbosa enfatizou a relevância dos decretos:
“Um decreto protege a mulher que sofre violência, o outro abre oportunidades para que ela conquiste autonomia. São ações que salvam vidas e transformam histórias.”
Ela também destacou que o CCEF já está em funcionamento em Gurupi, em fase piloto, e registra resultados expressivos:
“Antes, as mulheres não tinham um espaço adequado para realizar seus cursos. Hoje, já vemos conquistas relevantes em Gurupi e queremos ampliar esse projeto para todo o Estado.”
Com essas iniciativas, o Tocantins reafirma seu papel de vanguarda no combate à violência doméstica e na promoção da autonomia feminina, consolidando-se como referência nacional em políticas públicas voltadas às mulheres.
Resumo dos destaques:
Item Destaque
Auditório Lotado, com presença de autoridades e diversas etnias
Decretos 6.998/2025 (proteção às servidoras vítimas de violência); 6.997/2025 (CCEF).
Foco Proteção imediata e geração de oportunidades para mulheres vulneráveis
Impacto Abertura do CCEF em Gurupi já mostra resultados, com expansão prevista.
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Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios
O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.
A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.
Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.
Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.
A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.
A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.
Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.
Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.
O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.
No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.