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A Morte de um pai de família detido nas manifestações de 08 de Janeiro.

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Morre nesta segunda-feira, dia 20, O pai de familia e Empresário de 46 anos, Cleriston Pereira da Cunha.

Membro de uma família de políticos do interior da Bahia, estava preso desde o dia 8 de janeiro por participar dos protestos e manifestações na sede dos Três Poderes.

Ele morreu enquanto estava em um banho de sol após sofrer um ataque cardiaco, na Penitenciária da Papuda, em Brasília, deixando 2 filhos.

Nasceu na Bahia, mas morava no Distrito Federal havia mais de 20 anos. Com diversos familiares contribuindo ao mundo Politico, Cleriston tem como irmão o Vereador Cristiano do Ramalho do Municipio de Feira da Mata pelo PSD. O seu pai, Edson Cunha, foi vice-prefeito da cidade.

Sofria de diabetes, hipertensão e tinha seu quadro clínico delicado, obtendo parecer favorável do  Ministério Público Federal (MPF) para sua soltura no final de agosto. Faltava apenas Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), analisar o documento e proceder com a liberdade provisória, conforme documento feito pelo subprocurador-geral da República, o senhor Carlos Frederico Santos: “O Ministério Público Federal manifesta-se pelo deferimento do pedido de liberdade provisória a Cleriston Pereira da Cunha, cumulado com as medidas cautelares diversas da prisão”,

A morte do empresario causa diversas comoções e traz em evidência algumas analises sobre a forma que está sendo tratada a situação dos manifestantes.

Em video publicado pelo Dr. Ives Granda da Silva Martins, advogado e professor universitário, em sua rede social do instagram, mostra sua indigação e com palavras sinceras diz: ” Um assunto que realmente me sensibilizou de alguma maneira foi a morte desse pai de família com dois filhos casados, que estava preso em Pampulha (Papuda) e sofria de diabetes e de hipertensão. A própria Procuradoria Geral da República tinha pedido para dar prisão domiciliar para que ele pudesse ser tratado. O pedido estava na Suprema Corte desde o mês de setembro. Ele continuou preso e morreu. Homem, sim, justiça nenhuma, segundo os jornais. Pai de família, com dois filhos, que participou de um quebra-quebra, que era uma meramente uma manifestação política, mas que evidentemente não era golpe de Estado.”

 

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Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios

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O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.

A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.

Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.

Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.

A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.

A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.

Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.

Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.

O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.

No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.

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