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A segurança do paciente como missão estratégica do farmacêutico: o papel transformador de Marttha Ramos

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Num mundo cada vez mais atento à qualidade da assistência em saúde, a segurança do paciente tem se consolidado como uma prioridade estratégica — não apenas dentro de hospitais, mas em todas as esferas do cuidado. Neste contexto, um agente desponta como peça-chave na prevenção de riscos e na promoção do uso racional de medicamentos: o farmacêutico. E entre os principais nomes dessa jornada no Brasil, destaca-se Marttha Franco Ramos, farmacêutica e conselheira federal de Farmácia pelo Tocantins, cuja atuação tem marcado a diferença.

Uma luta que transcende os balcões das farmácias

Historicamente vistos como profissionais de apoio na cadeia da saúde, os farmacêuticos ganharam protagonismo nos últimos anos. Eles passaram a ser reconhecidos como especialistas que não apenas conhecem os medicamentos, mas também contribuem diretamente para a segurança do paciente — evitando interações perigosas, acompanhando efeitos colaterais e garantindo o uso adequado dos remédios.

Marttha Ramos é uma das vozes mais ativas neste movimento. Para ela, a segurança do paciente começa muito antes da administração de um medicamento e continua muito além da alta médica. “Estamos falando de uma linha de cuidado que deve ser contínua e integral. O farmacêutico precisa estar presente desde a prescrição até o descarte”, defende.

Da teoria à prática: o protagonismo de Marttha

Com décadas de experiência e uma forte presença no Conselho Federal de Farmácia, Marttha tem promovido debates, projetos e ações que destacam a importância do farmacêutico em equipes multiprofissionais. Sua abordagem vai ao encontro das diretrizes internacionais que apontam os erros de medicação como uma das principais causas de eventos adversos evitáveis em saúde.

Ela tem se dedicado à formação de profissionais com foco em segurança, à elaboração de políticas públicas e ao fortalecimento do papel do farmacêutico como gestor de risco clínico. “O farmacêutico é o elo entre o paciente e o medicamento. Quando ele está inserido no processo de cuidado, os desfechos clínicos são melhores e mais seguros”, explica.

Comunicação e empatia como ferramentas de transformação

Além do trabalho institucional, Marttha tem se destacado por utilizar suas redes sociais como instrumentos de conscientização. Com uma linguagem acessível, ela fala diretamente à população, desmistificando o papel do farmacêutico e alertando para os riscos do uso indevido de medicamentos.

Em tempos de excesso de informação e automedicação irresponsável, sua atuação aproxima o cidadão comum de práticas seguras de saúde. Marttha defende uma comunicação mais humanizada e empática entre profissionais e pacientes, considerando que ouvir e orientar faz parte da construção de um sistema mais seguro.

Segurança do paciente: uma responsabilidade compartilhada

Apesar do avanço, Marttha ressalta que ainda há muitos desafios. Entre eles, a valorização do farmacêutico nas políticas públicas e o fortalecimento da sua presença em todos os níveis de atenção à saúde — da farmácia comunitária à UTI.

Para ela, a segurança do paciente não pode ser responsabilidade exclusiva de um único profissional ou setor. “É um compromisso coletivo, que envolve gestores, profissionais de saúde, usuários e formuladores de políticas. E o farmacêutico precisa ser ouvido como parte estratégica nesse processo”, afirma.

Um legado em construção

A trajetória de Marttha Ramos é reflexo de um novo tempo, onde o cuidado com a vida passa pela valorização de quem entende profundamente do que pode salvá-la — ou colocá-la em risco. Ao colocar a segurança do paciente no centro da sua missão, Marttha inspira colegas, transforma práticas e ajuda a construir um sistema de saúde mais humano, seguro e eficaz.

Quem é Marttha Ramos? Uma voz forte pela segurança do paciente e valorização do farmacêutico

Falar sobre Marttha Ramos é contar a história de uma mulher que escolheu fazer da sua profissão uma ferramenta de transformação social. Farmacêutica por vocação, Marttha é hoje uma das figuras mais respeitadas da área, com atuação marcante como conselheira federal de Farmácia pelo Tocantins.

Sua trajetória no Conselho Federal de Farmácia não se limita ao cargo. Marttha tem sido uma verdadeira militante da causa da segurança do paciente, atuando em frentes que vão desde a formulação de políticas públicas até o engajamento nas redes sociais, onde fala diretamente com a população e com seus colegas de profissão.

O que move Marttha é a convicção de que o farmacêutico precisa estar no centro das decisões de saúde, não apenas atrás de um balcão. Para ela, o cuidado com o paciente começa com informação, passa pela escuta e se concretiza em ações clínicas bem fundamentadas — onde o farmacêutico não é coadjuvante, mas protagonista.

Além da sua atuação institucional, Marttha também é empreendedora e coautora de livros que tratam de temas como hábitos saudáveis e gestão do tempo, sempre com foco na valorização pessoal e profissional dos farmacêuticos. Seu trabalho tem inspirado uma nova geração de profissionais que, assim como ela, acreditam em um sistema de saúde mais humano, seguro e eficiente.

Marttha Ramos é, acima de tudo, uma mulher que usa sua voz — e sua prática — para garantir que o cuidado com a vida aconteça de forma ética, técnica e profundamente humana.

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Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios

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O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.

A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.

Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.

Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.

A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.

A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.

Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.

Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.

O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.

No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.

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