A CAPITAL
CIDEP aprova investimento de R$3 milhões para modernização de feiras em Palmas e anuncia novo ciclo de desenvolvimento
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Na tarde de sexta-feira, 11 de abril, o Conselho de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Palmas (CIDEP) deu início oficial às suas atividades em 2025 com a realização da 1ª Reunião Ordinária do ano. O encontro, que contou com a presença do prefeito de Palmas e presidente de honra do conselho, Eduardo Siqueira Campos, marcou uma nova fase de articulação entre o poder público e a sociedade civil em prol do crescimento económico da capital.
Entre os principais pontos debatidos, os conselheiros aprovaram o calendário de trabalho anual e a incorporação de duas novas entidades ao CIDEP, ampliando a pluralidade de vozes e fortalecendo a representatividade no órgão deliberativo.
O destaque da sessão, no entanto, foi a aprovação de um importante investimento: R$3 milhões do Fundo de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Palmas (FIDEP) serão destinados à reforma das feiras das quadras 307 e 503 Norte. A medida vai beneficiar diretamente mais de 150 feirantes, proporcionando melhores condições de trabalho e maior potencial de faturamento para os comerciantes locais.
Para o presidente do CIDEP, Bruno Vieira, o dia representa um marco para o conselho e para a cidade. Em sua fala, ele enfatizou o impacto social e económico do investimento:
“Hoje aprovamos um recurso do nosso FIDEP para reformas de duas feiras. É um projeto que vai beneficiar os feirantes da capital, melhorando seu espaço para que possam ter condições de aumentar seu faturamento. Desde o início do ano estamos trabalhando junto com o secretário Henrique em projetos que vão alavancar o desenvolvimento e inovação de Palmas”, concluiu.
O CIDEP é composto por 18 entidades que representam o governo municipal e a sociedade civil organizada. Entre suas atribuições está a responsabilidade de deliberar sobre o uso dos recursos do FIDEP, fundo estratégico voltado para ações que promovam o desenvolvimento económico e a inovação em Palmas.
A reunião deixou clara a intenção da gestão municipal de tornar o ambiente económico mais dinâmico, inovador e inclusivo, reforçando o papel do CIDEP como um espaço fundamental para decisões que impactam diretamente a vida dos cidadãos.
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Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios
O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.
A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.
Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.
Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.
A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.
A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.
Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.
Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.
O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.
No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.