Decisão reforça credibilidade da ex-prefeita no cenário político e reconhece avanços na saúde, educação e equilíbrio fiscal no período pós-pandemia
Cinthia Ribeiro tem contas aprovadas por unanimidade no TCE-TO e consolida legado de gestão responsável em Palmas
A CAPITAL
Palmas – O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO) aprovou por unanimidade, na última sessão da Segunda Câmara, as contas consolidadas da ex-prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro, referentes ao exercício de 2022, último ano de sua administração. A decisão representa não apenas a validação técnica da gestão, mas também um reconhecimento de sua condução responsável das finanças públicas em um período marcado pelos desafios da retomada pós-pandemia.
O relatório, apresentado pelo conselheiro Severiano José Costandrade de Aguiar, concluiu que a administração de Cinthia Ribeiro cumpriu os principais limites constitucionais e legais, assegurando superávit orçamentário e mantendo investimentos acima do mínimo exigido em áreas essenciais como saúde e educação.
Principais resultados reconhecidos pelo TCE
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Superávit orçamentário de mais de R$ 78 milhões, demonstrando equilíbrio entre receitas e despesas;
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Investimento de 25,61% em educação, superando o mínimo constitucional de 25%;
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Aplicação de 81,26% dos recursos do Fundeb na remuneração dos profissionais da educação básica;
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Destinação de 19,90% das receitas em saúde, acima do percentual exigido por lei;
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Despesas com pessoal mantidas dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Ressalvas e recomendações
Apesar da aprovação, o parecer trouxe algumas ressalvas, como ajustes na contribuição previdenciária patronal, registros de despesas de exercícios anteriores e a necessidade de maior rigor nos controles contábeis e arrecadação da dívida ativa. O TCE determinou ainda que medidas corretivas sejam adotadas e acompanhadas em futuras prestações de contas.
Importância da aprovação
Para especialistas, a aprovação unânime das contas reforça a credibilidade da ex-prefeita Cinthia Ribeiro e fortalece sua imagem política no Tocantins. A decisão chega em um momento em que a ex-gestora se mantém como liderança influente no cenário estadual e pode impactar diretamente seus próximos passos políticos.
Do ponto de vista institucional, a validação das contas de 2022 confirma que a administração municipal conseguiu atravessar a fase crítica do pós-pandemia preservando serviços públicos essenciais, ampliando investimentos em educação e saúde e garantindo equilíbrio fiscal – um feito relevante diante das dificuldades enfrentadas por muitos municípios brasileiros no mesmo período.
Agora, a decisão segue para a Câmara Municipal de Palmas, que terá a responsabilidade de realizar o julgamento político-administrativo das contas. Tradicionalmente, a aprovação pelo TCE pesa fortemente nas deliberações do Legislativo.
Legado de gestão
A aprovação das contas de 2022 consolida o legado administrativo de Cinthia Ribeiro em Palmas, marcado por austeridade fiscal, prioridade em áreas sociais e capacidade de manter a cidade em equilíbrio financeiro mesmo diante das incertezas da pandemia da Covid-19 e seus efeitos econômicos.
A CAPITAL
Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios
O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.
A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.
Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.
Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.
A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.
A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.
Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.
Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.
O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.
No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.