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Eduardo Siqueira Campos e vereadores de Palmas são diplomados em solenidade no TJTO

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Na noite desta quinta-feira (12), o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) foi palco da diplomação do prefeito eleito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), de seu vice, Pastor Carlos Eduardo (Agir), e dos vereadores eleitos, tanto titulares quanto suplentes. O evento formalizou a vitória dos candidatos nas eleições municipais e os habilitou para a posse, marcada para 1º de janeiro de 2025.

A cerimônia, que contou com a presença de 48 representantes do Poder Executivo e Legislativo da capital, começou com a entrega dos diplomas aos vereadores suplentes, seguida pelos vereadores titulares, até que o vice-prefeito e, por fim, o prefeito eleito, receberam os seus diplomas. Este é o último passo formal antes da posse, quando os diplomados assumem oficialmente os cargos.

Em seu discurso, emocionado, Eduardo Siqueira Campos refletiu sobre sua longa trajetória política. “Este é o 7º diploma que recebo, o primeiro deles como deputado federal, ainda no TRE de Goiás. Cada diploma representa não apenas o reconhecimento da minha história, mas a confiança da população”, disse. Ele também destacou a importância da democracia e da estabilidade jurídica, agradecendo pela oportunidade de representar o povo de Palmas.

A diplomação é o ato que atesta a legalidade das eleições e a vontade popular expressa nas urnas. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) informou que a cerimônia será realizada em todos os municípios do Tocantins até o dia 19 de dezembro, encerrando o processo eleitoral e abrindo caminho para a posse dos eleitos.

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Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios

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O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.

A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.

Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.

Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.

A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.

A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.

Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.

Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.

O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.

No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.

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