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Eduardo Siqueira retorna à Prefeitura de Palmas com apoio popular e clima de esperança renovada

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Após vinte dias afastado por decisão judicial no âmbito da Operação Sisamnes, o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), reassumiu oficialmente suas funções nesta quarta-feira (17). A medida foi autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) destacando a ausência de vínculo direto entre os fatos investigados e a atividade funcional do prefeito.

O parecer do procurador-geral Paulo Gonet sustentou que o risco anteriormente apontado era “diminuto”, abrindo caminho para a revogação da prisão domiciliar e o retorno de Eduardo ao cargo legitimamente conquistado nas eleições de 2024.

A retomada de Eduardo Siqueira gerou expectativa na capital tocantinense, especialmente entre os que acompanharam sua trajetória política. A movimentação em torno da Prefeitura indicou apoio de parte da base política e de servidores que esperam o retorno à normalidade administrativa e à continuidade das ações previstas no plano de governo.

Durante o período de afastamento, o vice-prefeito Carlos Velozo (Agir) assumiu interinamente e realizou mudanças pontuais no secretariado. A expectativa agora é de que Eduardo reavalie essas decisões, mantendo o que considerar eficaz e alinhando a gestão ao programa pelo qual foi eleito.

O momento é visto por aliados como uma oportunidade para restaurar o foco na gestão e retomar projetos em andamento. Para a população, o essencial será a garantia da continuidade dos serviços e políticas públicas que impactam diretamente a qualidade de vida em Palmas.

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Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios

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O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.

A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.

Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.

Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.

A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.

A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.

Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.

Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.

O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.

No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.

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