A CAPITAL
Gestão firme e estratégica reduz criminalidade no Tocantins no primeiro semestre de 2025
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Palmas (TO), julho de 2025
O Tocantins vive, neste primeiro semestre de 2025, um dos momentos mais promissores da sua história recente na segurança pública. Dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) revelam uma queda expressiva em praticamente todos os indicadores de criminalidade, fruto de um modelo de gestão comprometido com resultados, amparado em tecnologia, operações de inteligência e integração das forças policiais.
Resultados que se traduzem em segurança
Os números falam por si. Entre janeiro e junho deste ano, os homicídios dolosos caíram 5,08%, passando de 137 para 129 casos. Os feminicídios registraram queda ainda mais significativa: 25% a menos do que no mesmo período de 2024. Houve também reduções em crimes de natureza sexual, como estupro (−10,11%) e estupro de vulnerável (−13,15%), além da retração em casos de assédio e importunação sexual.
No campo dos crimes contra o patrimônio, o roubo teve uma queda de 20,79%, registrando o menor índice desde 2020. Casos de furto e estelionato também diminuíram, consolidando um panorama de retração da criminalidade que rompe com ciclos de aumento registrados em outros estados da federação.
Operações de impacto e inteligência policial
O recuo da violência no Tocantins não é obra do acaso. Ao longo do semestre, uma série de operações estratégicas reforçou a presença do Estado em áreas sensíveis e atingiu diretamente o crime organizado. Entre elas, destaca-se a Operação Asfixia, que desmontou uma rede de tráfico de drogas entre Tocantins e São Paulo; a 1ª Coríntios 15:33, voltada ao combate ao tráfico, armas e lavagem de dinheiro; e a Operação Serra Gerais, que revelou uma estrutura de logística aérea clandestina ligada ao narcotráfico, com movimentação de valores estimados em R$ 70 milhões.
Também foram conduzidas ações de enfrentamento à corrupção, como a Operação Perfídia, que descobriu o desvio de R$ 12 milhões em contratos públicos. E no campo da proteção à mulher e à criança, a Operação Caminhos Seguros e o fortalecimento da Casa da Mulher Brasileira reafirmaram o compromisso do governo com políticas de acolhimento e prevenção.
Investimento estruturado e visão de futuro
A redução da criminalidade vem acompanhada de uma modernização estrutural significativa. O Tocantins passou a operar com o sistema Abis, ferramenta que permite identificação biométrica e facial, integrada à nova Carteira de Identidade Nacional. Foram entregues novos veículos ao IML e adquiridos dois helicópteros para uso das forças de segurança em operações conjuntas com o Consórcio Brasil Central.
Essas ações são reforçadas por um olhar estratégico para o futuro: ainda em 2025, será promovido um mutirão de coleta de DNA de familiares de desaparecidos, uma nova edição da Operação Shamar será lançada com foco na proteção às mulheres, e será criada em Palmas uma Delegacia Especializada em Repressão a Roubos, espelhada no modelo já implantado com êxito em Araguaína.
O arquiteto da mudança: liderança com técnica e visão
No centro dessa reconfiguração da segurança pública tocantinense está a figura do secretário da Segurança Pública, cujo trabalho tem sido amplamente reconhecido dentro e fora do estado. Com uma liderança firme, técnica e pautada pela inovação, o secretário transformou a SSP numa engrenagem de alta performance, capaz de responder com agilidade, inteligência e responsabilidade social aos desafios da criminalidade moderna.
A sua atuação tem sido marcada pela valorização das polícias, pela aproximação com a comunidade e pela defesa intransigente de resultados sustentáveis. Mais do que administrar, o secretário tem conduzido uma verdadeira reconstrução institucional, alinhando tecnologia, planejamento e presença do Estado. É dele a assinatura por trás das metas ousadas que, em 2025, começam a se concretizar em estatísticas e, sobretudo, na vida das pessoas.
Um modelo a ser seguido
O que se vê no Tocantins é o retrato de uma segurança pública que funciona: menos criminalidade, mais confiança social, e um ambiente de progresso e estabilidade. A gestão atual demonstra que, quando há liderança comprometida e políticas bem estruturadas, é possível inverter tendências e garantir à população o direito fundamental de viver com dignidade e segurança.
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Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios
O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.
A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.
Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.
Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.
A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.
A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.
Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.
Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.
O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.
No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.