Contribuintes do estado poderão quitar dívidas com benefícios de até 95% em juros e multas
Governo de Tocantins lança Refis 2024 para regularização de débitos fiscais com descontos especiais
A CAPITAL
O Governo do Estado do Tocantins lançou o Programa de Recuperação Fiscal (Refis) 2024, uma iniciativa que permite aos contribuintes regularizarem suas dívidas fiscais. O evento de lançamento ocorreu no Palácio Araguaia, com a presença de autoridades e representantes do setor fiscal.O Governo do Estado do Tocantins lançou o Programa de Recuperação Fiscal (Refis) 2024, uma iniciativa que permite aos contribuintes regularizarem suas dívidas fiscais. O evento de lançamento ocorreu no Palácio Araguaia, com a presença de autoridades e representantes do setor fiscal.
O Refis 2024 oferece descontos significativos em juros e multas para contribuintes com débitos em atraso, visando incentivar a quitação de tributos e melhorar a arrecadação estadual. O programa inclui condições especiais para pagamento à vista ou em parcelas, proporcionando flexibilidade para pessoas físicas e jurídicas.
Entre as condições, o programa oferece:
- Até 95% de desconto em juros e multas para quem optar pelo pagamento à vista.
- Opções de parcelamento com redução proporcional de encargos, incentivando diferentes perfis de contribuintes a aderirem ao programa.
“O Refis é uma oportunidade para que todos os tocantinenses com pendências fiscais possam regularizar sua situação e contribuir para o desenvolvimento do estado”, destacou o governador Wanderlei Barbosa durante a cerimônia.
Os interessados devem acessar o portal da Secretaria da Fazenda do Tocantins para realizar a adesão ao programa. A regularização dos débitos é feita diretamente pelo site oficial, onde o contribuinte pode também acompanhar o andamento do processo.
O Refis 2024 reflete o compromisso do Governo de Tocantins em promover a recuperação de créditos fiscais e apoiar a regularização de contribuintes em débito. A medida também reforça o compromisso com a saúde financeira do estado, possibilitando que os recursos arrecadados sejam investidos em áreas essenciais, como saúde e educação.
A CAPITAL
Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios
O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.
A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.
Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.
Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.
A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.
A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.
Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.
Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.
O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.
No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.