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Investir em Palmas: Promessa ou Realidade? Os Riscos e as Oportunidades que Ninguém te Conta

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Foto: Regiane Rocha

O Despertar de uma Capital Jovem

Palmas, capital mais jovem do Brasil, tem se destacado nos últimos anos como um destino atrativo para investidores. Com crescimento demográfico acima da média nacional, expansão urbana acelerada e grandes promessas de valorização imobiliária, muitos olham para a cidade como o novo “filão de ouro” do Cerrado.

Mas será que todo esse otimismo se sustenta? Ou estamos diante de uma bolha alimentada por especulação e falta de informação? Nesta reportagem, você vai conhecer os bastidores do mercado de investimentos em Palmas, entender onde estão as verdadeiras oportunidades e quais são os riscos que muita gente ignora — até ser tarde demais.


O que está atraindo tantos investidores?

Segundo dados do IBGE, Palmas tem crescido de forma consistente desde sua fundação em 1989. A cidade oferece:

  • Infraestrutura urbana planejada

  • Proximidade com o Jalapão, atraindo turismo e ecoturismo

  • Incentivos fiscais para empresas e setor de energia solar

  • Preços de terrenos ainda acessíveis em relação a outras capitais

Empreendedores de fora e moradores locais estão apostando principalmente em terrenos, imóveis residenciais, empreendimentos comerciais e até em negócios de tecnologia e energia.


Oportunidade ou ilusão?

Embora o cenário pareça promissor, especialistas alertam para três riscos principais:

📉 1. Valorização Artificial

O aumento de preços em algumas áreas tem sido impulsionado mais por especulação do que por demanda real. Bairros sem infraestrutura básica estão sendo vendidos como “áreas nobres do futuro”, sem garantias concretas de valorização.

📜 2. Falta de Regularização

Loteamentos ilegais ou irregulares continuam sendo um problema. Terrenos vendidos sem escritura, registro em cartório ou aprovação municipal podem se transformar em uma dor de cabeça jurídica.

🏗️ 3. Promessas de Obras que Não Saem do Papel

Muitos anúncios de venda mencionam “futuros shoppings”, “hospitais” ou “rodovias em licitação” — que, na prática, estão apenas no papel ou foram paralisados.


Como identificar bons investimentos em Palmas?

Investir em Palmas pode ser sim lucrativo — desde que feito com critério e estudo. Confira dicas práticas:

  • Pesquise o histórico da construtora ou loteadora

  • Exija toda a documentação (matrícula, escritura, registro)

  • Converse com moradores e corretores locais

  • Verifique se o bairro tem acesso a água, energia, transporte

  • Prefira regiões com obras públicas em andamento, não só prometidas

  • Considere a locação: há demanda para aluguel na área?


Depoimento Real: “Comprei dois terrenos e me arrependi”

José Aparecido, 47 anos, investidor de Goiânia, conta que comprou dois lotes em Palmas em 2021, após ver anúncios nas redes sociais:

“A promessa era de um bairro planejado, mas até hoje não tem nem asfalto. O valor dos terrenos caiu e ninguém quer comprar. Faltou pesquisa da minha parte.”


Conclusão: promissora, sim — mas com os pés no chão

Palmas é uma capital em crescimento e oferece oportunidades reais para quem deseja investir. Mas como em qualquer mercado emergente, os riscos são proporcionais ao potencial de retorno.

A diferença entre quem lucra e quem perde está em uma palavra: informação.

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Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios

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O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.

A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.

Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.

Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.

A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.

A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.

Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.

Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.

O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.

No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.

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