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Marttha Ramos compartilha experiências e inspira futuros farmacêuticos em palestra na UNITPAC-Afya, em Araguaína

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No último sábado, 11 de maio, a conselheira federal de Farmácia pelo Tocantins e também inspetora sanitária, Marttha Ramos, esteve em Araguaína – a segunda maior cidade do estado – para um encontro especial com os acadêmicos de Farmácia da UNITPAC-Afya. Em uma tarde de troca de conhecimentos e reflexões, Marttha conduziu uma palestra marcada por diálogo franco, orientações práticas e inspiração sobre o presente e o futuro da profissão farmacêutica.

Com início às 14h, o evento reuniu dezenas de estudantes ávidos por compreender melhor os caminhos da carreira farmacêutica. Ao longo da apresentação, Marttha traçou um panorama abrangente das atribuições profissionais, dos campos de atuação reconhecidos legalmente e dos avanços conquistados graças ao trabalho técnico e político do Conselho Federal de Farmácia (CFF).

Ela também trouxe à tona os desafios enfrentados pela categoria, especialmente diante das mudanças constantes no sistema de saúde e nas políticas públicas. “A profissão farmacêutica está em constante evolução, e isso exige de nós não apenas conhecimento, mas também ética, protagonismo e uma busca contínua por qualificação. É uma grande alegria poder conversar com os futuros farmacêuticos tocantinenses sobre tudo isso. Precisamos entender o nosso valor social e o papel essencial que temos na saúde pública, na gestão de serviços e na segurança do paciente”, enfatizou Marttha.

Durante a palestra, ela destacou ainda o papel do CFF na valorização e defesa da profissão em nível nacional. “O Conselho tem atuado de forma firme na conquista de novos espaços de atuação e na articulação com os poderes públicos. Essas vitórias são fruto de um esforço coletivo e contínuo”, completou.

O evento contou também com a presença da coordenadora do curso, Amanda Rocha Mortaza, que, além de organizar o encontro, recebeu a proposta de implantação da Liga do Empreendedorismo, voltada para fomentar o protagonismo estudantil. A conselheira federal suplente Anette Partata também participou da programação, abordando em sua fala os desafios e diretrizes do ensino a distância (EAD) na formação farmacêutica.

A iniciativa faz parte de uma agenda maior de mobilização promovida pelo CFF, que busca fortalecer o vínculo entre representantes da categoria e a comunidade acadêmica, ampliando horizontes e promovendo uma visão mais atualizada e estratégica da profissão farmacêutica.

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Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios

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O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.

A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.

Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.

Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.

A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.

A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.

Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.

Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.

O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.

No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.

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