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“O Retorno: Uma História de Justiça e Esperança”

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Na pacata cidade de Nova Esperança, o povo vivia tempos de transformação. Ruas estavam sendo pavimentadas, postos de saúde reformados, escolas ganhando vida nova, praças reformadas e a economia começava a respirar. Por trás dessas mudanças estava o prefeito João Barreto, eleito com o voto da maioria, com um discurso firme, simples e sincero: “Trabalhar pelo povo, com o povo.”

João era um homem do chão batido, filho de pioneiros de um Estado recém criado, conhecido por andar a pé pelas ruas e ouvir os moradores de porta em porta. Sua gestão, mesmo em pouco tempo, começava a dar frutos visíveis. A cidade sorria de novo.

Mas, num certo dia, a tranquilidade foi quebrada por uma notícia que se espalhou como fogo em palha seca: uma decisão judicial determinava o afastamento imediato do prefeito João Barreto do cargo. A cidade parou. O motivo? Uma denúncia antiga, de antes da eleição, que, embora ainda em fase de apuração, foi suficiente para a decisão liminar do tribunal.

Assumiu o vice-prefeito, Carlos Mendonça, homem até então discreto, que muitos acreditavam caminhar junto com João. Porém, bastaram poucos dias para o cenário mudar drasticamente. Carlos começou a exonerar secretários, coordenadores e servidores que vinham tocando os projetos de transformação da cidade. Obras foram paralisadas, contratos revistos, o atendimento nos postos de saúde foi reduzido e a população, perplexa, começou a se perguntar: “Era isso mesmo que ele queria desde o começo?”

O clima na cidade ficou pesado. O povo, que até então acompanhava as melhorias, passou a sentir o gosto amargo da estagnação e do retrocesso.

Mas, como diz o velho ditado, “a verdade sempre aparece”. E ela apareceu — mais cedo do que se esperava.

Pouco mais de 20 dias, a mesma Justiça que havia afastado João decidiu, de forma unânime, que não havia provas suficientes para mantê-lo longe do cargo. A decisão era clara: João Barreto deveria retornar imediatamente à prefeitura.

Foi como se a cidade tivesse vencido uma Copa do Mundo. Quando João voltou, não voltou só. Voltou acompanhado de aplausos, abraços e lágrimas de alegria. Gente simples que reconhecia seu trabalho e que sentia, de verdade, que a cidade estava viva novamente.

De volta ao cargo, João não buscou vingança. Reintegrou os profissionais competentes, retomou obras paradas e, com serenidade, agradeceu ao povo pela confiança. Em uma coletiva simples, disse:

“A democracia é assim: feita de altos e baixos, mas sempre com o povo no centro. Fui eleito para servir, e é isso que vou continuar fazendo. Não com ódio, mas com trabalho.”

Hoje, Nova Esperança segue em frente. O susto virou aprendizado. E o prefeito João Barreto, agora mais forte, segue escrevendo uma história onde a justiça venceu, a esperança permaneceu, e o povo teve sua voz respeitada.

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Bruno Vieira é Professor, pós-graduado em Gestão do Desenvolvimento Humano nas Organizações, Gerente da Unidade de Articulação e Competitividade  do Sebrae Tocantins, Vice-Presidente da Região Norte da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais – CONAMPE e Presidente do Conselho de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Palmas – CIDEP – Representando a Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais do Tocantins – FAMPEC_TO

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Parceria entre Prefeitura de Palmas, Sebrae e Banco do Povo transforma crédito em oportunidade e fortalece o empreendedorismo local

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A cidade de Palmas está a dar um novo significado à forma como o crédito chega aos microempreendedores. A partir de agora, o acesso ao financiamento no Banco do Povo de Palmas passa por uma etapa inédita: a orientação pré-crédito, um momento de capacitação e planejamento que antecede a liberação dos recursos. O objetivo é simples, mas transformador — ensinar o empreendedor a fazer do crédito uma ferramenta de crescimento sustentável, e não apenas uma solução imediata.

A iniciativa é fruto de uma parceria sólida entre a Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo (Sedem), e o Sebrae Tocantins, instituição reconhecida nacionalmente por sua atuação no fortalecimento de pequenos negócios.

Crédito com propósito: a nova política de desenvolvimento de Palmas

Em um cenário em que muitos empreendedores ainda enfrentam dificuldades para gerir suas finanças ou planejar investimentos, a nova política de crédito orientado surge como um divisor de águas. Agora, antes de receber o financiamento, o microempreendedor participa de um encontro com consultores do Sebrae, onde aprende sobre gestão financeira, análise de risco, investimento inteligente e planejamento estratégico.

Essa preparação permite que o crédito seja aplicado com consciência e estratégia — uma mudança de mentalidade que, segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo, Henrique Nesello, representa um passo importante na maturidade econômica de Palmas.

“Queremos que o crédito seja mais do que um recurso financeiro. Ele deve ser um instrumento de transformação, capaz de gerar emprego, renda e estabilidade. Com o apoio técnico do Sebrae, garantimos que cada empreendedor invista de forma planejada e sustentável”, afirma o secretário.

O Sebrae como ponte entre conhecimento e prática

O Sebrae Tocantins desempenha um papel central neste processo. A instituição, que há décadas atua no apoio a pequenos empresários, agora leva sua experiência para dentro do Banco do Povo, oferecendo orientações personalizadas e adaptadas à realidade de cada microempreendedor.

Para Alex Alves, consultor do Sebrae e um dos responsáveis pelas orientações, a proposta vai além da concessão de crédito.

“Muitos empreendedores chegam com boas ideias, mas sem um plano estruturado. Nosso papel é ajudá-los a pensar no negócio como um todo — desde o controle de caixa até a projeção de lucros. Quando o crédito é acompanhado de conhecimento, o risco de endividamento diminui e as chances de sucesso aumentam”, explica.

Essa abordagem educativa é o que diferencia o programa de Palmas de outras iniciativas de crédito popular no país. Aqui, o foco é a formação empreendedora, não apenas o financiamento.

Histórias que refletem resultados reais

O microempreendedor Sebastião Soares, que trabalha com serviços de gesso e utiliza o método drywall, foi um dos primeiros a participar da orientação. Para ele, a experiência foi reveladora.

“Aprendi a enxergar o crédito de outro jeito. A gente, às vezes, quer resolver tudo rápido e acaba se enrolando. Essa orientação ajuda a entender que o dinheiro tem que ser investido com objetivo. O Banco do Povo é um apoio enorme, porque é menos burocrático e realmente quer ver o pequeno crescer”, destacou.

Casos como o de Sebastião mostram o impacto direto da iniciativa: negócios mais organizados, empreendedores mais conscientes e uma economia local mais forte.

Banco do Povo: o braço financeiro da inclusão

Criado para ser uma ponte entre o empreendedor e o crédito acessível, o Banco do Povo de Palmas oferece linhas de financiamento com juros reduzidos e condições facilitadas para quem deseja investir, formalizar ou expandir o próprio negócio. Agora, com a inclusão da orientação pré-crédito, a instituição amplia a sua missão social e passa a atuar também na educação financeira dos beneficiários.

De acordo com a Prefeitura, essa etapa obrigatória deve alcançar centenas de empreendedores até o fim do ano, promovendo um ciclo virtuoso de capacitação e investimento responsável.

Mais que números: desenvolvimento humano e social

Para além do impacto econômico, a política de crédito orientado traz consigo um valor social profundo. Cada microempreendedor atendido é um potencial gerador de empregos, renda e transformação comunitária. Quando esses profissionais são apoiados com conhecimento e estrutura, a cidade inteira cresce junto.

A parceria entre a Prefeitura de Palmas, o Sebrae e o Banco do Povo é, portanto, mais do que um programa de crédito — é uma estratégia de desenvolvimento humano e territorial, que aposta no talento, na dedicação e na capacidade de inovação dos palmenses.

“Estamos a criar um ecossistema favorável ao empreendedorismo, em que o poder público, as instituições e a população trabalham juntos. Essa é a base para um crescimento sólido e duradouro”, resume Henrique Nesello.

O futuro do empreendedorismo em Palmas

Com a consolidação do modelo de crédito orientado, Palmas dá um exemplo de gestão pública moderna, que alia planeamento, educação e impacto social. A expectativa é que, nos próximos meses, mais empreendedores se beneficiem da metodologia, fortalecendo a economia local e inspirando outras cidades a adotar o mesmo modelo.

O resultado esperado não é apenas mais negócios abertos, mas negócios melhores, geridos com consciência e preparados para crescer.


Palmas avança, assim, para um novo tempo de empreendedorismo — mais humano, mais inteligente e verdadeiramente transformador.

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