Iniciativa da Prefeitura busca sensibilizar a população sobre a importância da proteção e apoio às mulheres vítimas de violência
Palmas ilumina espaços públicos na cor lilás em apoio à campanha de combate à violência contra a mulher
A CAPITAL
A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (Seiop), iluminou os prédios públicos na cor lilás, em alusão à campanha Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao combate à violência contra a mulher. A iniciativa tem como objetivo chamar a atenção e sensibilizar a sociedade no engajamento pelo rompimento do ciclo de violência contra a mulher.
Entre os espaços iluminados estão o Espaço Cultural e o Prédio Buriti. Destaca-se também a Casa da Mulher Brasileira de Palmas, referência no acolhimento e proteção de vítimas de violência. A unidade oferece atendimento 24 horas por dia e reúne, em um único local, serviços especializados, além de uma rede integrada de apoio com órgãos públicos voltados à assistência social, saúde, justiça e orientação psicológica e jurídica.
“Com a iluminação dos espaços públicos na cor temática, a intenção é reforçar o alerta à sociedade sobre a gravidade da violência contra a mulher e a importância do engajamento de todos nessa campanha”, pontuou o secretário municipal de Infraestrutura e Obras Públicas, Paulo Cezar Monteiro.
Agosto Lilás
O Agosto Lilás é uma campanha nacional instituída pelo Governo Federal, que transforma o mês de agosto em um período de mobilização social para o enfrentamento da violência contra a mulher. A escolha do mês é uma referência à sanção da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), em 7 de agosto, marco legal no combate à violência doméstica no Brasil.
A CAPITAL
Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios
O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.
A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.
Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.
Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.
A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.
A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.
Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.
Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.
O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.
No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.