A CAPITAL
Prefeitura de Palmas entrega 219 títulos de propriedade e avança na regularização fundiária
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A Prefeitura de Palmas realizou em 31 de janeiro um marco histórico para a regularização fundiária da capital, com a entrega de 219 títulos de propriedade a moradores de diversos bairros da região sul. O evento, conduzido pelo prefeito Eduardo Siqueira Campos, simbolizou o fim de uma longa espera para muitas famílias, garantindo-lhes segurança jurídica e a possibilidade de registrar oficialmente seus imóveis em cartório.
Os beneficiados pertencem aos setores Taquaralto I e II Etapa, Vale do Sol, Bela Vista, Sol Nascente e Morada do Sol III. Além disso, foram assinados 12 títulos de lotes do Setor Industrial de Taquaralto, medida que permitirá aos empresários locais formalizar a posse de suas áreas e ampliar o acesso a crédito e investimentos.
Regularização: um passo essencial para o crescimento
Durante o evento, o prefeito destacou a relevância da regularização fundiária para o desenvolvimento social e econômico da cidade. “O título de propriedade é como uma certidão de nascimento. As empresas nasceram, se instalaram e, só agora, estão recebendo essa certidão verdadeira. A partir desse reconhecimento oficial, elas terão mais estabilidade jurídica e poderão acessar linhas de crédito para crescer ainda mais”, afirmou Eduardo Siqueira Campos.
Além de beneficiar moradores e empreendedores, a regularização fundiária também impulsiona o desenvolvimento urbano, garantindo que bairros já consolidados possam contar com infraestrutura adequada e novos investimentos públicos e privados.
Próximos passos: mais de 1.200 títulos a caminho
O processo de regularização não para por aí. Nos próximos quatro meses, a Prefeitura de Palmas pretende entregar mais de 1.200 títulos de propriedade, contemplando diversas áreas da cidade. Entre os próximos bairros a serem beneficiados estão o Setor Universitário, cujos documentos já foram encaminhados ao cartório para a devida escrituração, e os setores Irmã Dulce II Etapa, Vista Alegre e Belo Horizonte, que estão em fase final de regulamentação.
Todos esses setores já tiveram seus projetos urbanísticos aprovados e seguem para registro em cartório, um passo fundamental para garantir a segurança jurídica dos moradores e fomentar o crescimento ordenado da capital.
A iniciativa faz parte do programa de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), que busca assegurar a titularidade de imóveis a famílias de baixa renda, promovendo inclusão social e o direito à moradia digna. Com a continuidade desse trabalho, a Prefeitura reafirma seu compromisso com a legalização de propriedades e o fortalecimento do desenvolvimento urbano de Palmas.
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Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios
O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.
A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.
Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.
Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.
A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.
A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.
Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.
Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.
O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.
No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.