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Prefeitura de Palmas garante que usuários do transporte coletivo podem requerer cartões de forma contínua
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Tarifa de ônibus permanece gratuita até 11 de maio; emissão do cartão do transporte coletivo poderá ser feita nas Unidades do Resolve Palmas e Agência de Transporte Coletivo mesmo após a empresa assumir gestão da frota
A Prefeitura de Palmas assegura à população que o processo de emissão dos novos cartões de transporte público está ocorrendo das 8 às 18 horas ininterruptamente nas unidades do Resolve Palmas em Taquaralto e na Avenida JK. Foram disponibilizados 16 guichês, sendo oito na unidade do Resolve Palmas do JK e oito em Taquaralto. Há ainda a distribuição de senhas das 8 às 14 horas na sede da Agência de Transporte Coletivo de Palmas (ATCP), localizada na Avenida Teotônio Segurado, mas o atendimento segue até às 18 horas.
Os atendimentos estão ocorrendo conforme ordem de chegada e distribuição de senhas. Ainda assim, a gestão municipal está monitorando de perto a situação e adotando providências para evitar transtornos, inclusive estudando novos pontos de atendimento.
O Município ressalta que a população deve ficar tranquila, pois, quem ainda não conseguiu emitir o novo cartão será atendido, mesmo que de forma escalonada, nos pontos de atendimento – ATCP e unidades do Resolve Palmas – mesmo após o dia 11 de maio, quando encerra o período de gratuidade da tarifa.
A recomendação é que os usuários compareçam munidos de documento de identidade e comprovante de endereço. Estudantes devem apresentar também a declaração de matrícula, e empresas devem realizar o cadastro on-line para garantir o benefício do vale-transporte aos seus colaboradores.
Novos ônibus
A partir desta quarta-feira, 7, começa a rodar na cidade a nova frota com 154 ônibus zero-quilômetro, incluindo 14 veículos reservas para substituição e manutenção. Além de dez vans zero-quilômetro, equipada com rampa de acesso, Wi-Fi, câmeras e tomadas para carregar smartphones, Palmas passa a ser a única capital do país com uma frota 100% zero-quilômetro, e os usuários poderão contar com mais conforto e segurança no transporte público. Durante a transição, a tarifa permanece gratuita até 11 de maio. A partir do dia 12, o valor será de R$ 4,85.
A operação do transporte estará a cargo da empresa Santa Cecília Turismo Ltda (Sancetur), conforme contrato emergencial firmado com a Prefeitura de Palmas e publicado no Diário Oficial de Palmas no dia 16 de abril.
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Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios
O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.
A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.
Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.
Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.
A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.
A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.
Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.
Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.
O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.
No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.