Novos radares visam aumentar a segurança no trânsito de Palmas, com tecnologia de ponta e menos impacto na infraestrutura viária
Prefeitura de Palmas Instala Novos Radares em Vias Estratégicas da Capital
A CAPITAL
A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana e Defesa Civil, iniciou nesta semana a instalação de novos radares em pontos estratégicos da cidade. Ao todo, 15 equipamentos serão colocados em locais da capital, incluindo a Avenida Teotônio Segurado e outras 14 vias de grande circulação.
A escolha dos pontos de instalação seguiu critérios técnicos baseados em estudos detalhados, que levaram em conta o histórico de acidentes, o fluxo de veículos e a presença de escolas, hospitais e áreas de grande circulação de pedestres. A principal inovação nos novos radares é o uso de sensores Doppler, tecnologia avançada que permite medições precisas sem a necessidade de recortes no asfalto. Diferente dos sensores anteriores, esses equipamentos operam de forma eficaz, independentemente das condições climáticas, proporcionando maior precisão nas medições de velocidade.
O secretário de Mobilidade Urbana, Francisco Seixas, ressaltou a importância da instalação dos novos radares para a segurança no trânsito. “Estamos investindo em tecnologia de ponta, que, além de oferecer medições precisas, causa menos impacto na infraestrutura das vias. Queremos conscientizar motoristas sobre a importância de respeitar os limites de velocidade, especialmente em locais sensíveis”, destacou o secretário.
Os novos radares seguem as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e são verificados periodicamente por agentes do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Segurança (Inmetro), garantindo a conformidade com os padrões de segurança e eficiência.
Confira os locais de instalação dos novos radares:
-
Avenida Joaquim Teotônio Segurado: Em diversos pontos ao longo da via, tanto no sentido sul quanto norte, próximos a cruzamentos importantes, como com a Avenida G e a Rua João Pires Querido.
-
Avenida LO-01: Em frente à Polícia Federal, nos sentidos leste e oeste.
-
Avenida NS-10: Perto do Centro de Convenções Arnaud Rodrigues, nos dois sentidos.
-
Avenida NS-04: Próximos a acessos de importantes quadras da cidade, tanto no sentido sul quanto norte.
Com essa medida, a Prefeitura de Palmas reforça seu compromisso com a segurança viária e a preservação de vidas, ao mesmo tempo em que busca melhorar a mobilidade urbana com o uso de tecnologia moderna e eficiente.
A CAPITAL
Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios
O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.
A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.
Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.
Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.
A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.
A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.
Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.
Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.
O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.
No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.