A CAPITAL
Sebrae Tocantins Realiza Workshop para Candidatos às Eleições de 2024 Focado em Comunicação e Desenvolvimento Local
A CAPITAL
Para promover um melhor posicionamento dos gestores municipais em relação à defesa dos pequenos negócios, o Sebrae Tocantins organizará um workshop no dia 04 de junho voltado para candidatos às eleições de 2024. As inscrições estão abertas até o dia 31 deste mês e podem ser feitas no site da instituição (https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/to?codUf=24). O evento terá 30 vagas e uma carga horária de 8 horas/aula.
Conteúdo do Workshop
A oficina prática abordará diversos tópicos, incluindo:
- Conceito de Comunicação e Expressão Verbal: Técnicas para aprimorar a clareza e eficácia na comunicação.
- Estratégia de Desenvolvimento Local Aplicada ao Plano de Governo: Métodos para integrar o desenvolvimento local nos planos de governo.
- Táticas de Comunicação e Envolvimento dos Ouvintes e Interlocutores: Ferramentas para engajar de forma eficaz o público.
- Dinâmicas de Oratória e Oportunidades de Melhoria – Feedbacks: Práticas para melhorar as habilidades de oratória e receber críticas construtivas.
Importância da Comunicação para os Gestores Públicos
Rérison Antônio Castro, superintendente do Sebrae, destaca a importância da comunicação eficaz e do desenvolvimento local como pilares fundamentais para a gestão pública. “É essencial que os gestores públicos compreendam a importância de desenvolver políticas voltadas ao empreendedorismo. Este curso oferece uma abordagem didática e atrativa para que os candidatos possam adotar um posicionamento maduro e alinhado com as reais necessidades da população”, afirma Castro.
Papel dos Municípios no Desenvolvimento Local
O Sebrae entende que os municípios têm um papel central nas políticas públicas do Brasil. O fomento aos pequenos negócios é vital para o desenvolvimento econômico e social do Estado. Alex Veras, analista técnico do Sebrae, reforça essa perspectiva: “Acreditamos que esta oficina é estratégica para capacitar os futuros gestores públicos. Assim, em 2025, eles estarão mais preparados para promover o desenvolvimento local, gerando emprego, renda e dignidade para a população.”
Inscrições e Participação
Os interessados em participar do workshop devem se inscrever até o dia 31 deste mês no site do Sebrae Tocantins. Com vagas limitadas a 30 participantes, o evento é uma oportunidade valiosa para candidatos comprometidos com a melhoria da comunicação e o desenvolvimento local.
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Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios
O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.
A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.
Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.
Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.
A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.
A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.
Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.
Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.
O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.
No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.