Reunião define investimentos e ações para fortalecer o ecossistema de inovação e atrair novos negócios para a capital tocantinense
CIDEP aprova medidas estratégicas para impulsionar o desenvolvimento tecnológico de Palmas
ADMINISTRAÇÃO
A 3ª Reunião Ordinária do Conselho de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Palmas (CIDEP), realizada recentemente, foi marcada por decisões estratégicas voltadas ao fortalecimento da governança e à promoção do desenvolvimento tecnológico na capital do Tocantins.
Durante o encontro, os conselheiros aprovaram a atualização do Regimento Interno do Conselho. A medida tem como objetivo modernizar os processos internos, proporcionando maior agilidade e eficácia nas deliberações e na implementação de políticas públicas voltadas ao crescimento sustentável da cidade.
Outro ponto de destaque foi a aprovação de um investimento de R$ 135 mil para a contratação de uma consultoria especializada. O recurso será utilizado para a realização de um estudo aprofundado sobre o setor de tecnologia em Palmas. A proposta visa identificar gargalos, mapear oportunidades e propor soluções práticas que estimulem o crescimento do ecossistema de inovação local.
Atendendo a uma demanda dos próprios conselheiros, foi ainda criado o Comitê Técnico de Atração de Investimentos. O novo órgão terá a missão de levantar as principais necessidades da capital para o ano de 2026, com foco na formulação de estratégias que promovam o desenvolvimento econômico, a geração de empregos e a atração de novos empreendimentos para o município.
Para o presidente do CIDEP, Bruno Vieira, as deliberações representam um avanço importante para o futuro de Palmas:
“Estamos construindo um ambiente mais moderno, inovador e atrativo para novos investimentos. A atualização do regimento e a criação do comitê técnico são passos fundamentais para que Palmas avance com planejamento e visão estratégica.”
As medidas reforçam o papel do CIDEP como instância articuladora de políticas públicas e ações de impacto positivo para o desenvolvimento econômico sustentável da cidade, com especial atenção aos setores de tecnologia e inovação – considerados pilares fundamentais para o futuro de Palmas.
A CAPITAL
O jogo é mais parecido do que parece. Copa do Mundo e Empreendedorismo
Se tem um evento que para o planeta, é a Copa do Mundo. Desde 1930, quando tudo começou no Uruguai, seleções de diferentes culturas, estilos e histórias entram em campo em busca de um único objetivo: levantar a taça. Ao longo das décadas, a competição evoluiu, ganhou tecnologia, novas estratégias e virou um verdadeiro espetáculo global — não só de futebol, mas de planejamento, talento e superação.
Agora me diga: isso não parece muito com o mundo do empreendedorismo? Pois é, pode até parecer uma comparação inusitada, mas a verdade é que a Copa do Mundo e o empreendedorismo jogam no mesmo campo quando o assunto é estratégia, preparação e resultado.
Nenhuma seleção chega à Copa só com “vontade”, tirando as seleções anfitriãs. Existe um trabalho pesado antes: análise de adversários, definição de tática, escolha dos melhores jogadores e muito treino.
No empreendedorismo é igual. Antes de abrir ou crescer um negócio, o empreendedor precisa entender o mercado, conhecer seu cliente, estudar concorrência e montar um plano. Quem entra no jogo sem preparo, normalmente volta para a casa mais cedo, tanto na Copa quanto no mercado.
Na Copa, não adianta ter só um craque. Se o time não joga junto, não vai longe. No empreendedorismo, aquele mito do “empreendedor solitário” não se sustenta. Negócio de verdade precisa de equipe: gente que complementa, que executa, que pensa diferente. O sucesso não é individual, é coletivo.
Você já viu seleção considerada “mais fraca” derrotar gigante? Isso acontece direto na Copa.
Por quê? Estratégia.
No empreendedorismo, acontece o mesmo. Pequenas empresas conseguem disputar com grandes quando sabem se posicionar, inovar e se conectar com o cliente. Nem sempre vence quem tem mais recurso, muitas vezes vence quem pensa melhor. Durante o jogo, tudo pode mudar, uma lesão, um gol inesperado, uma expulsão e o jogo vira. No mercado, também. Mudança de comportamento do consumidor, crise, tecnologia nova, tudo pode alterar o rumo do negócio. O empreendedor que se adapta rápido continua jogando. Quem insiste no mesmo plano, corre o risco de ficar pelo caminho.
Quantas finais já foram decididas nos últimos minutos? Ou nos pênaltis?
Empreender é isso também: insistir quando parece que não vai dar, ajustar quando erra, levantar quando cai. Não é sobre nunca falhar, é sobre continuar jogando.
A Copa do Mundo é muito mais do que futebol. É uma aula prática de estratégia, gestão e trabalho em equipe. E o empreendedorismo bebe dessa mesma fonte. Então, da próxima vez que você estiver assistindo um jogo, pense além da bola rolando. Observe as decisões, o comportamento dos jogadores, a postura do time, pois ali tem muito aprendizado que pode ser levado direto para o seu negócio.
Porque no empreendedorismo, assim como na Copa, não ganha só quem joga bem, mas também ganha quem joga certo.
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Bruno Vieira é Professor, pós-graduado em Gestão do Desenvolvimento Humano nas Organizações, Gerente da Unidade de Articulação e Competitividade – UAC do Sebrae Tocantins, Vice-Presidente da Região Norte da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais – CONAMPE e Presidente do Conselho de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Palmas – CIDEP