A CAPITAL
Governo do Tocantins Substitui Banco do Brasil pelo BRB na Gestão Financeira e Folha de Pagamento
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O Governo do Tocantins anunciou a mudança de sua parceria financeira, substituindo o Banco do Brasil pelo Banco de Brasília (BRB) para a gestão das finanças estaduais, incluindo a administração da folha de pagamento dos 85 mil servidores ativos, inativos e pensionistas. A migração, no entanto, não ocorrerá imediatamente, com previsão para meados de 2025, após o cumprimento de uma série de exigências contratuais.
O contrato, assinado no dia 30 de dezembro e com duração de cinco anos, estipula um custo estimado de R$ 7,47 milhões, referente a taxas de serviços durante o período. A Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) explicou que o BRB foi escolhido devido à sua proposta vantajosa, destacando que o banco irá aportar R$ 255 milhões, que serão reinvestidos no Tesouro Estadual e aplicados em áreas como saúde, segurança e infraestrutura.
Durante a transição, a Sefaz esclareceu que a mudança da folha de pagamento para o novo banco envolverá a abertura de novas agências e a isenção de taxas para os servidores que optarem pela conta salário, além da redução de custos para outros serviços bancários.
O BRB, que já vem sendo um parceiro estratégico do Estado em diversas áreas, também financiou grandes obras, como a construção da ponte de Porto Nacional e a duplicação de importantes vias estaduais. Recentemente, a Assembleia Legislativa aprovou a contratação de um crédito de até R$ 250 milhões com o BRB para a ampliação da Ponte Governador José Wilson Siqueira Campos e da rodovia TO-080.
Com essas mudanças, o Governo do Tocantins espera otimizar os serviços financeiros e ampliar os benefícios à população.
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O jogo é mais parecido do que parece. Copa do Mundo e Empreendedorismo
Se tem um evento que para o planeta, é a Copa do Mundo. Desde 1930, quando tudo começou no Uruguai, seleções de diferentes culturas, estilos e histórias entram em campo em busca de um único objetivo: levantar a taça. Ao longo das décadas, a competição evoluiu, ganhou tecnologia, novas estratégias e virou um verdadeiro espetáculo global — não só de futebol, mas de planejamento, talento e superação.
Agora me diga: isso não parece muito com o mundo do empreendedorismo? Pois é, pode até parecer uma comparação inusitada, mas a verdade é que a Copa do Mundo e o empreendedorismo jogam no mesmo campo quando o assunto é estratégia, preparação e resultado.
Nenhuma seleção chega à Copa só com “vontade”, tirando as seleções anfitriãs. Existe um trabalho pesado antes: análise de adversários, definição de tática, escolha dos melhores jogadores e muito treino.
No empreendedorismo é igual. Antes de abrir ou crescer um negócio, o empreendedor precisa entender o mercado, conhecer seu cliente, estudar concorrência e montar um plano. Quem entra no jogo sem preparo, normalmente volta para a casa mais cedo, tanto na Copa quanto no mercado.
Na Copa, não adianta ter só um craque. Se o time não joga junto, não vai longe. No empreendedorismo, aquele mito do “empreendedor solitário” não se sustenta. Negócio de verdade precisa de equipe: gente que complementa, que executa, que pensa diferente. O sucesso não é individual, é coletivo.
Você já viu seleção considerada “mais fraca” derrotar gigante? Isso acontece direto na Copa.
Por quê? Estratégia.
No empreendedorismo, acontece o mesmo. Pequenas empresas conseguem disputar com grandes quando sabem se posicionar, inovar e se conectar com o cliente. Nem sempre vence quem tem mais recurso, muitas vezes vence quem pensa melhor. Durante o jogo, tudo pode mudar, uma lesão, um gol inesperado, uma expulsão e o jogo vira. No mercado, também. Mudança de comportamento do consumidor, crise, tecnologia nova, tudo pode alterar o rumo do negócio. O empreendedor que se adapta rápido continua jogando. Quem insiste no mesmo plano, corre o risco de ficar pelo caminho.
Quantas finais já foram decididas nos últimos minutos? Ou nos pênaltis?
Empreender é isso também: insistir quando parece que não vai dar, ajustar quando erra, levantar quando cai. Não é sobre nunca falhar, é sobre continuar jogando.
A Copa do Mundo é muito mais do que futebol. É uma aula prática de estratégia, gestão e trabalho em equipe. E o empreendedorismo bebe dessa mesma fonte. Então, da próxima vez que você estiver assistindo um jogo, pense além da bola rolando. Observe as decisões, o comportamento dos jogadores, a postura do time, pois ali tem muito aprendizado que pode ser levado direto para o seu negócio.
Porque no empreendedorismo, assim como na Copa, não ganha só quem joga bem, mas também ganha quem joga certo.
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Bruno Vieira é Professor, pós-graduado em Gestão do Desenvolvimento Humano nas Organizações, Gerente da Unidade de Articulação e Competitividade – UAC do Sebrae Tocantins, Vice-Presidente da Região Norte da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais – CONAMPE e Presidente do Conselho de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Palmas – CIDEP