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Alta no preço global de alimentos acende alerta e cria oportunidades para o agro brasileiro

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O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) subiu em abril e atingiu a média de 128,3 pontos, uma alta de 1% em relação a março. A elevação foi puxada principalmente pelos preços dos cereais, carnes e lácteos, o que acende um sinal de atenção — e também de oportunidade — para o agronegócio brasileiro, especialmente para os produtores de soja, milho, arroz, carnes e leite.

Mesmo com a alta, o índice segue 19,9% abaixo do pico histórico registrado em março de 2022, mas ficou 7,6% acima do nível de abril do ano passado. O movimento indica uma retomada gradual da demanda global por alimentos, em um cenário de estoques apertados, conflitos geopolíticos e variações cambiais. Para o Brasil, que é um dos maiores exportadores mundiais de grãos e carnes, esse movimento pode significar mais competitividade e maior rentabilidade para o setor.

O subíndice de preços dos cereais avançou 1,2% em abril. O trigo subiu com a menor oferta da Rússia e o câmbio mais favorável para exportadores. Já o milho foi impulsionado pela redução de estoques nos Estados Unidos e pela suspensão temporária de tarifas por parte daquele país. O arroz também subiu 0,8% no mês.

Esse cenário pode beneficiar diretamente os produtores brasileiros, que vêm enfrentando custos altos de produção, mas agora podem encontrar margens melhores nas exportações, principalmente se o dólar continuar em patamar elevado. Goiás, Mato Grosso e Paraná, grandes produtores de milho e soja, podem se aproveitar do momento para ampliar vendas externas, principalmente para a Ásia.

O preço médio dos óleos vegetais caiu 2,3% em abril, puxado pela queda do óleo de palma. Mas o óleo de soja, importante para o Brasil, continuou subindo, sustentado pela demanda aquecida no mercado internacional. Isso mantém a soja brasileira em posição estratégica, principalmente considerando a boa produção esperada em estados como Mato Grosso, Goiás e Paraná.

O subíndice de preços da carne subiu 3,2% em abril. A carne suína liderou o avanço, com a Europa ampliando compras após liberação sanitária da Alemanha. A bovina também ganhou fôlego com demanda estável e oferta global apertada. No Brasil, destaque para a carne de frango, cujos preços subiram por causa da forte demanda interna e menor ritmo de abates durante os feriados de Páscoa.

Para os pecuaristas e integrados da avicultura, os números são positivos: mostram uma retomada no mercado global, com espaço para ampliação das exportações brasileiras, especialmente para mercados como China, União Europeia e países árabes.

Os preços dos lácteos subiram 2,4% em abril e estão quase 23% acima do patamar de um ano atrás. A manteiga alcançou seu maior valor histórico, puxada pela alta demanda por gordura láctea e estoques reduzidos na Europa. Queijos e leite em pó também subiram, com destaque para o mercado da Oceania.

Esse movimento pode representar boas oportunidades para os produtores de leite brasileiros, desde que consigam superar os desafios internos de custo de produção e logística. A alta internacional pode ajudar a pressionar os preços pagos ao produtor no mercado interno.

Na contramão dos outros alimentos, o açúcar caiu 3,5% em abril e está quase 11% abaixo do valor de um ano atrás. A razão é, em parte, o próprio Brasil: a produção acima do esperado na segunda quinzena de março e a desvalorização do real ajudaram a derrubar os preços internacionais.

Ainda assim, o setor sucroalcooleiro segue competitivo e os bons níveis de produção nas regiões Centro-Sul e Nordeste devem manter o Brasil como o maior exportador global. A menor cotação do petróleo também contribui para a queda do açúcar, já que reduz o incentivo para destinar mais cana para o etanol.

O que o produtor precisa saber:

  • O cenário internacional sinaliza uma recuperação da demanda por alimentos, com reflexos diretos nos preços.

  • Soja, milho, carnes e lácteos estão em alta e oferecem boas oportunidades de exportação.

  • A volatilidade do câmbio, os estoques globais e a política comercial de países importadores ainda podem trazer incertezas.

  • A queda no açúcar mostra que o Brasil tem peso no mercado global — tanto para subir quanto para derrubar preços.

A mensagem para o produtor rural é clara: o mundo está voltando a comprar mais alimentos, e o Brasil — especialmente seu agro — está no centro desse movimento. Quem estiver bem preparado, com planejamento, gestão eficiente e acesso a mercados, poderá aproveitar o bom momento para crescer.

Fonte: Pensar Agro

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Sebrae participa do 2º Dia de Campo Nelore Cedro em Paraíso do Tocantins

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O Sebrae Tocantins, em parceria com o Grupo Nelore Cedro, realiza neste sábado, 1º, o 2º Dia de Campo Nelore Cedro, no Tatersal José São José, em Paraíso do Tocantins. A iniciativa tem o objetivo de fortalecer a competitividade e a sustentabilidade dos produtores rurais, além de promover a troca de experiências, capacitação técnica e oportunidades de negócios no setor agropecuário.
Após o sucesso da primeira edição, realizada em 2024 pela própria equipe do Grupo Nelore Cedro e que reuniu cerca de 300 participantes, o evento retorna em um novo formato, com a parceria estratégica do Sebrae Tocantins. A expectativa é reunir mais de 400 produtores rurais e ampliar o alcance e o impacto das ações voltadas à melhoria da produtividade e da gestão nas propriedades.
De acordo com Millena Lima, gerente do Sebrae, o evento representa um movimento estratégico de fortalecimento da presença institucional da instituição no meio rural. Ela destacou que o evento consolida o papel da entidade como parceira dos produtores, ao proporcionar acesso a conhecimento técnico, gestão de negócios e inovação aplicada ao campo.
Millena ressaltou que o Sebrae tem buscado atuar de forma integrada, conectando o produtor às oportunidades que impulsionam a competitividade e a sustentabilidade das propriedades rurais. Para ela, ações como o Dia de Campo são fundamentais porque aproximam a teoria da prática, promovem a troca de experiências e estimulam a adoção de novas tecnologias e métodos de gestão. A gestora também enfatizou que a parceria com o Grupo Nelore Cedro potencializa o impacto das ações no território, gerando resultados concretos para o agronegócio tocantinense e fortalecendo o ecossistema de inovação no setor.
“O Dia de Campo Nelore Cedro é uma oportunidade concreta de levar conhecimento técnico e de gestão aos produtores, ao mesmo tempo em que reforçamos a presença do Sebrae nas regiões produtoras. A parceria com a iniciativa permite unir forças, somar expertises e criar um ambiente de aprendizagem e de negócios que valoriza o agronegócio tocantinense”, afirma.
Na avaliação da gestora, o evento também simboliza uma estratégia importante de articulação regional. Millena destaca que o Sebrae tem atuado para criar pontes entre o conhecimento técnico, a inovação e a realidade do campo. “A ideia é que cada produtor saia do Dia de Campo com novas perspectivas para aprimorar seu trabalho, seja no manejo do gado, na gestão da propriedade ou na busca por novas parcerias. Esse tipo de ação consolida o papel do Sebrae como indutor de desenvolvimento local e parceiro direto do produtor rural”, enfatiza.
Além das palestras e demonstrações técnicas, o evento contará com momentos de networking, exposição de tecnologias voltadas à pecuária de corte e apresentação de boas práticas de manejo adotadas pelo Grupo Nelore Cedro. (Assessoria de Imprensa do Sebrae Tocantins)
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