A CAPITAL
Eduardo Siqueira Campos Assume Prefeitura de Palmas e Anuncia Novos Projetos
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Na tarde da última quarta-feira, 1º de janeiro de 2025, Eduardo Siqueira Campos assumiu oficialmente o cargo de prefeito de Palmas durante cerimônia realizada na Grande Praça do Espaço Cultural José Gomes Sobrinho. A ex-prefeita Cinthia Ribeiro realizou a transmissão da faixa, simbolizando a continuidade do governo. O filho mais novo de Eduardo, Gael Siqueira, também recebeu a faixa, representando a nova geração política.
Durante seu discurso, Eduardo Siqueira relembrou momentos históricos da cidade, como o início da capitalidade de Palmas e sua primeira eleição para prefeito, em 1990. “É um prazer imenso estar aqui, embaixo de uma das obras que marcaram minha trajetória”, disse o novo prefeito, destacando sua conexão com a cidade.
Em um gesto simbólico de compromisso, Eduardo retirou a faixa, paletó e gravata, simbolizando o início dos trabalhos à frente da administração municipal. O prefeito anunciou importantes projetos para o município, incluindo a construção de um hospital de urgência e emergência na região sul e um Pronto Atendimento Infantil nas regiões norte e sul de Palmas. Além disso, ressaltou ações voltadas para a saúde, educação e assistência social, como programas voltados para crianças, mães cuidadoras de crianças neurodivergentes e iniciativas de apoio à comunidade, como os Pioneiros Mirins e Amigos do Meio Ambiente.
A cerimônia contou com a presença de um grande público e apresentações da Orquestra Jovem da Guarda Metropolitana, que fez homenagens à ex-prefeita e ao novo prefeito. A solenidade teve início com uma bênção do vice-prefeito, pastor Carlos Eduardo Velozo, e foi encerrada com a nomeação dos novos secretários municipais e a assinatura de decretos importantes para o município.
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Sebrae articula apoio de senadores a ajustes na Reforma Tributária para pequenos negócios
O Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Tocantins mobilizou os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha Seabra em defesa de mudanças na regulamentação da Reforma Tributária que evitem prejuízos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. A pauta inclui a aplicação efetiva da alíquota zero sobre itens da cesta básica e a criação de mecanismos para impedir que estoques adquiridos antes da vigência do novo sistema gerem custos tributários sem compensação. As propostas foram apresentadas durante a 6ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada nesta semana, com representantes das 15 instituições que compõem o Conselho, além dos parlamentares.
A iniciativa integra uma articulação nacional conduzida pelo Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. O objetivo é inserir, no debate legislativo, medidas que reduzam possíveis distorções para empresas optantes pelo Simples Nacional durante a implantação do novo sistema de tributação sobre o consumo.
Entre os pontos apresentados está a extensão da alíquota zero da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aos produtos da Cesta Básica Nacional comercializados por empresas do Simples Nacional.
Sem esse ajuste, pequenos negócios podem continuar sujeitos a uma parcela de tributação sobre operações que terão alíquota zero para contribuintes enquadrados em outros regimes. Na avaliação do Sebrae, a diferença pode criar desvantagem competitiva para empresas de menor porte, sobretudo em setores ligados ao comércio de alimentos.
A segunda proposta trata da transição para o novo modelo tributário. O pleito prevê crédito presumido sobre estoques existentes em 1º de janeiro de 2027 para empresas do Simples Nacional que optarem pela apuração regular da CBS e do IBS.
A medida tem o objetivo de evitar que produtos adquiridos antes da vigência do novo regime carreguem custos tributários sem possibilidade de compensação. Na visão do Sebrae, a ausência desse mecanismo pode elevar o custo de adaptação das empresas e comprometer a neutralidade tributária prevista na reforma.
Eduardo Gomes, primeiro vice-presidente do Senado Federal, declarou apoio à pauta e informou que poderá contribuir com sua articulação no Senado. A senadora Professora Dorinha também manifestou apoio às propostas apresentadas pelo Conselho Deliberativo Estadual.
Segundo Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a discussão não se limita à redução de impostos. “O ponto central é assegurar que a Reforma Tributária não produza um efeito contrário ao previsto na Constituição, que determina tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. A transição precisa preservar competitividade, previsibilidade e segurança jurídica para quem empreende”, afirma.
O Sebrae Tocantins foi o primeiro estado a formalizar a apresentação da pauta aos senadores dentro da mobilização coordenada pelo Conselho Deliberativo Nacional da instituição. A expectativa é que as propostas sejam incorporadas ao debate legislativo ainda neste ano.
No Estado, os pequenos negócios representam 95% das empresas em atividade e respondem por mais de 80% dos empregos gerados no Estado. Essa participação evidencia o peso do segmento na economia local, especialmente nos municípios, onde micro e pequenas empresas sustentam renda, circulação de recursos e oportunidades de trabalho. Para Paulo Carneiro, presidente do Sebrae Tocantins, a regulamentação da Reforma Tributária precisa levar em conta essa realidade. “A simplificação só será efetiva se alcançar quem está na ponta, especialmente as micro e pequenas empresas, que enfrentam maior dificuldade para absorver custos, adaptar sistemas e lidar com regras tributárias complexas”, afirma.