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Governo lança RG Animal: cadastro nacional de identificação para cães e gatos visa combater abandono e ampliar políticas de proteção
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Na última quinta-feira (17), o governo federal deu um passo inédito em direção ao bem-estar dos animais domésticos no Brasil com o lançamento do RG Animal, um novo sistema de cadastro nacional que reunirá dados de identificação de cães e gatos. A medida foi anunciada oficialmente em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e representa uma nova etapa na construção de políticas públicas voltadas à proteção animal.
De acordo com o governo, o Cadastro Nacional de Animais Domésticos permitirá que tutores, autoridades sanitárias, órgãos de fiscalização e instituições de proteção animal tenham acesso facilitado a informações como nome do animal, raça, vacinação, histórico de saúde e dados do responsável. A plataforma será gratuita e opcional, mas o Executivo aposta na adesão em massa como forma de garantir mais segurança para os pets e suas famílias.
O presidente Lula destacou o simbolismo da medida, afirmando que “cuidar dos animais é também cuidar das famílias que os têm como parte da vida”. Segundo ele, o RG Animal reconhece o vínculo afetivo entre humanos e seus bichos de estimação, e atende a uma demanda antiga da sociedade civil e de ativistas da causa animal.
O sistema será gerenciado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e poderá integrar dados de animais já microchipados. Além disso, novas inscrições poderão ser feitas por meio da plataforma digital que será disponibilizada aos tutores.
A proposta vai além da simples identificação. A base de dados deve ser utilizada para auxiliar em campanhas de vacinação, investigações de maus-tratos, ações de combate ao abandono, controle reprodutivo da população animal e programas de adoção responsável.
Para os especialistas da área, a iniciativa pode marcar uma virada importante na forma como o país lida com a proteção de cães e gatos. Sem um banco de dados nacional até então, muitos municípios enfrentam dificuldades para rastrear animais perdidos, vítimas de abuso ou mesmo para mensurar o número de pets em suas regiões.
O governo federal aposta na parceria com estados e municípios para fortalecer a adesão ao sistema e ampliar o alcance das políticas públicas associadas. A expectativa é de que o RG Animal, mesmo sendo voluntário, passe a ser referência para a formulação de leis e campanhas relacionadas à causa animal em todo o território nacional.
Com o lançamento do cadastro, o Brasil se junta a um grupo seleto de países que já adotam ferramentas semelhantes como forma de integrar o cuidado com os animais às estratégias de saúde pública, segurança e desenvolvimento social.
BRASIL
Presidente sanciona ajuste no IR que garante isenção para rendas de até R$ 5 mil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (26/11) a lei que eleva para R$ 5 mil a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A nova regra também cria descontos para contribuintes que recebem até R$ 7.350 por mês e começará a valer já na declaração do ano que vem. Segundo o governo, mais de 15 milhões de brasileiros serão beneficiados — 10 milhões com isenção total e outros 5 milhões com redução do imposto.
Durante a cerimônia, Lula afirmou que a medida reforça o compromisso de reduzir desigualdades no país. “Combater a desigualdade é termos a capacidade de nos indignarmos com aquilo que está errado. O bom governante se preocupa com aqueles que são invisíveis”, declarou. Ele também destacou que se trata do cumprimento de uma promessa de campanha: “O povo pobre não quer muita coisa, ele quer garantir que vai ter comida todo dia, que vai ter um lugar pra morar e que seus filhos possam estudar”.
A proposta altera regras de tributação e busca ampliar o alcance de benefícios a trabalhadores e setores específicos, com impacto direto na renda e no consumo. Para compensar a perda de arrecadação, o governo ampliou a taxação sobre rendas anuais acima de R$ 600 mil, alcançando cerca de 140 mil contribuintes de alta renda, com alíquota máxima de até 10%.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou o caráter histórico da mudança e agradeceu ao Congresso pela aprovação unânime. “Quando o bem comum está acima de interesses menores, é possível unir o Brasil em torno de grandes causas”, afirmou. Ele também destacou o efeito da reforma sobre a desigualdade: “O Brasil possui uma desigualdade pior do que a de 47 países da África. Isso tem que acabar”.
Alguns tipos de rendimento continuam fora da nova tributação, como ganhos de capital, heranças, doações, poupança e aposentadorias por moléstia grave. A lei ainda estabelece limites para evitar que a soma de impostos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais fixados — nesses casos, haverá restituição.
Haddad classificou a mudança como “o passo mais significativo no caminho da justiça tributária no Brasil”. Com os reajustes feitos desde 2023, o governo afirma que, até 2026, cerca de 20 milhões de brasileiros terão isenção total e outros 5 milhões terão redução no IR, totalizando 25 milhões de beneficiados ao longo da atual gestão.
A equipe econômica destaca que o novo modelo torna o sistema mais simples, progressivo e alinhado à capacidade de contribuição: mais renda disponível para quem ganha menos e maior cobrança sobre rendas muito elevadas, resultando em um IR “mais justo, equilibrado e transparente”.
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