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Pequenos negócios investem em produção artesanal, planejamento e inovação para ampliar faturamento

Empreendedores apostam na Páscoa para aumentar renda

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Empreendedorismo

A Páscoa, para além de seu significado simbólico e religioso, revela, ano após ano, camadas importantes sobre o comportamento do consumo e a dinâmica de empreendedorismo no Brasil. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (Cndl) e do SPC Brasil,106,8 milhões de consumidores devem ir às compras, o que reforça o potencial de faturamento para pequenos negócios em todo o País.
Renda
 
No Tocantins, esse movimento ganha contornos ainda mais específicos. A força dos pequenos negócios, aliada à valorização crescente de produtos personalizados reposiciona a Páscoa como um momento-chave para geração de receita e fortalecimento de marca. Nesse contexto, o ato de empreender deixa de ser apenas uma alternativa e passa a ser uma estratégia estruturada, inclusive adotada por muitos a partir desse período, em que planejamento, criatividade e leitura de mercado se tornam decisivos para se destacar e faturar.
É o caso da Vanessa Fírveda, de Palmas, que começou como atendente em uma pequena loja de confeitaria, em 2015, onde fez seu primeiro curso na área, mas começou a empreender de fato em 2016, após seu marido ficar desempregado e ela encontrar a solução para ajudar nas despesas por meio da venda de bolos de pote. “Comecei vendendo os bolos na porta da escola dos meus filhos e logo a lanchonete passou a comprar de mim, assim foi aumentando a produção, a partir daí produzia kits escolares com doces, suco e sacolinha com lembrancinha e já fechei mais de seis lanchonetes de escolas. Então, a partir de uma necessidade, surgiu a vontade de empreender na confeitaria artesanal!”, contextualiza a empreendedora.
Diante desse cenário, a confeiteira relata que, apesar da sua renda nas lanchonetes, a Páscoa continua sendo uma época primordial para movimento do caixa. Em anos que não conseguiu aproveitar a temporada, Vanessa sofreu impactos diretos no equilíbrio financeiro do negócio. Segundo ela, a data é fundamental para que possa arcar com outras despesas como matéria-prima, embalagem, gás e energia. “Teve ano que eu não consegui fazer campanha de Páscoa, e foi bem difícil. Muita gente acha que, por trabalhar em casa, a gente não tem tantos custos, mas não é assim. A confeitaria tem despesas como qualquer outro negócio e quando a gente não consegue aproveitar uma data tão movimentada como essa, faz muita diferença”, salienta.
Para o gerente do Sebrae Tocantins, Amaggeldo Barbosa, o sucesso na data está diretamente ligado ao planejamento e à capacidade de inovação. A orientação, segundo ele, é ir além do produto tradicional e investir em valor agregado.
Ele explica que esse planejamento começa semanas antes da data, com a organização que vai desde a compra de ingredientes, por exemplo, até a definição do portfólio. “É importante calcular corretamente o custo de cada produto, considerando matéria-prima, tempo de produção e despesas indiretas, para evitar prejuízo. Também orientamos que o empreendedor trabalhe de maneira equilibrada, oferecendo desde opções mais acessíveis até produtos com maior valor agregado”, destaca. Em casos como o de Vanessa, a Páscoa começa no fim do ano, em que as confeiteiras aproveitam promoções de insumos e começam a planejar temas, cores e tamanhos dos produtos, para em janeiro já começarem processos como testes com o público, montagem de cardápio e precificação.
Outro ponto relevante é o comportamento do consumidor. A maior parte das compras se concentra na última semana antes da data, o que exige do empreendedor capacidade de resposta rápida e organização da produção. “Quem não se planeja pode perder vendas ou comprometer a qualidade. Por isso, recomendamos definir limites de produção, trabalhar com encomendas antecipadas e, se possível, manter uma pequena margem para pronta-entrega”, orienta.
Além disso, ele reforça que a presença digital deixou de ser complementar e passou a ser central na estratégia de vendas. Redes sociais, atualmente, concentram grande parte das encomendas, especialmente entre pequenos produtores. Para Amaggeldo não basta apenas divulgar. É preciso ter agilidade no atendimento, organização nos pedidos e clareza nas informações, como prazos, formas de entrega e pagamento. “A experiência do cliente começa no primeiro contato e se torna um fator decisivo para conversão de vendas”, afirma.
Com o objetivo de impulsionar as suas vendas, Vanessa ressalta que apostou em estratégias simples, mas eficazes, combinando presença digital e proximidade com o cliente. Entre as táticas adotadas, ela enfatiza a oferta de produtos de entrada como forma de atrair novos consumidores. “Também fiz mini ovos, com preço mais baixo, para degustação. Isso chama atenção e faz o cliente conhecer meu trabalho”, explica. Outro recurso utilizado foi a criação de listas de transmissão em aplicativos de mensagens, facilitando a divulgação direta das novidades, prazos e promoções.
A Páscoa como um (re)começo em todos os sentidos
 
A Páscoa também se destaca como um período de experimentação. Para muitos, é o primeiro contato com o mercado, especificamente com o empreendedorismo, então pode funcionar como um ambiente de teste para quem está começando, devido ao baixo investimento inicial e a alta demanda concentrada, o que torna o risco menor e o aprendizado mais rápido.
De acordo com Amaggeldo, esse caráter de “laboratório” é estratégico para a consolidação de novos negócios. “A partir da experiência da Páscoa, o empreendedor consegue entender melhor seu público, identificar quais produtos têm mais saída e organizar processos. Isso pode ser o ponto de partida para transformar uma atividade sazonal em uma fonte de renda contínua”, aposta.
Entretanto, o gerente acrescenta que, embora o chocolate e doces em geral ainda sejam protagonistas, o empreendedorismo na Páscoa extrapola esse segmento. Negócios de diferentes áreas têm adaptado produtos e serviços à temática da data, como:
  • cestas personalizadas com itens variados;
  • lembranças e brindes corporativos;
  • decoração temática e eventos;
  • produtos voltados ao público infantil;
  • experiências gastronômicas e kits presenteáveis.
“Essa diversificação amplia o alcance da data e permite que empreendedores de diferentes setores participem do movimento econômico”, evidencia Amaggeldo. (Assessoria de Imprensa do Sebrae Tocantins) 
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A CAPITAL

Do Zero ao Milhão: empresários tocantinenses transformam pequenas ideias em negócios lucrativos e impulsionam a economia regional

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m um cenário econômico marcado por desafios, inflação e mudanças constantes no comportamento do consumidor, o empreendedorismo tem se consolidado como uma das maiores forças de transformação social e financeira no Tocantins. De pequenos negócios iniciados dentro de casa a empresas que hoje movimentam milhões de reais, empresários tocantinenses vêm mostrando que visão estratégica, persistência e inovação podem transformar ideias simples em operações altamente lucrativas.

Nos últimos anos, o estado acompanhou o crescimento acelerado de micro e pequenas empresas em setores como alimentação, agronegócio, tecnologia, estética, marketing digital, construção civil e comércio eletrônico. Em comum entre esses empreendedores está um fator decisivo: a capacidade de identificar oportunidades onde muitos enxergavam limitações.

O empreendedorismo como motor da nova economia tocantinense

O Tocantins vive um momento de expansão econômica impulsionado pelo fortalecimento do setor produtivo e pelo amadurecimento do ambiente de negócios. Em cidades como Palmas, Araguaína e Gurupi, empresas locais passaram a ocupar espaços antes dominados por grandes marcas nacionais.

Mais do que gerar lucro, esses negócios têm criado empregos, movimentado cadeias produtivas e fortalecido a economia regional. Muitos empresários começaram com investimentos modestos, utilizando redes sociais, atendimento personalizado e estratégias digitais para conquistar clientes e expandir operações.

Para especialistas em desenvolvimento econômico, o perfil do empreendedor tocantinense mudou significativamente na última década. Hoje, há maior preocupação com gestão, posicionamento de marca, experiência do cliente e inovação — fatores considerados fundamentais para a sobrevivência empresarial.

Histórias que começaram pequenas

Por trás de empresas consolidadas existem trajetórias marcadas por riscos, dificuldades financeiras e longas jornadas de trabalho. Muitos empreendedores começaram vendendo produtos pela internet, produzindo em casa ou oferecendo serviços de maneira informal.

Em diversos casos, o crescimento veio após investimentos em marketing digital, profissionalização da gestão e adaptação às novas demandas do mercado. O que antes era apenas uma renda complementar acabou se transformando em empresas estruturadas, com equipes, sede própria e faturamento expressivo.

O setor alimentício é um dos exemplos mais evidentes dessa transformação. Pequenas cozinhas artesanais evoluíram para restaurantes, hamburguerias e marcas regionais reconhecidas. O mesmo acontece com negócios ligados à beleza, moda e serviços especializados.

No agronegócio, produtores rurais também passaram a enxergar novas possibilidades de monetização, investindo em tecnologia, agroindústria e comercialização direta, aumentando margens de lucro e competitividade.

A força das redes sociais no crescimento das empresas

Se antes o crescimento empresarial dependia exclusivamente de publicidade tradicional, hoje as redes sociais se tornaram ferramentas estratégicas para pequenos negócios.

Empreendedores tocantinenses vêm utilizando plataformas digitais para vender produtos, construir autoridade e alcançar consumidores em diferentes regiões do estado. Instagram, WhatsApp e marketplaces passaram a funcionar como verdadeiras vitrines comerciais.

Essa transformação digital reduziu barreiras de entrada e permitiu que empresas locais competissem diretamente com grandes marcas. Em muitos casos, negócios que começaram sem estrutura física alcançaram alto faturamento operando prioritariamente no ambiente online.

Além disso, o marketing humanizado e a proximidade com o consumidor têm sido diferenciais competitivos importantes para empresas regionais.

O desafio por trás do sucesso

Apesar das histórias inspiradoras, empreender ainda exige resistência emocional, planejamento financeiro e capacidade de adaptação. Empresários relatam dificuldades relacionadas à carga tributária, acesso a crédito, custos operacionais e instabilidade econômica.

Outro desafio recorrente é a profissionalização da gestão. Muitos negócios conseguem crescer rapidamente, mas enfrentam dificuldades para manter organização financeira, controle operacional e escalabilidade.

Especialistas apontam que o sucesso sustentável depende de fatores como:

  • planejamento estratégico;
  • controle de fluxo de caixa;
  • posicionamento de mercado;
  • inovação constante;
  • capacitação empresarial.

Nesse cenário, instituições de apoio ao empreendedorismo têm desempenhado papel importante na qualificação de empresários e no fortalecimento dos pequenos negócios.

Pequenas empresas, grandes impactos

As micro e pequenas empresas representam uma parcela significativa da geração de empregos no Tocantins. Além do impacto econômico, esses negócios fortalecem o comércio local e ajudam a descentralizar oportunidades.

O crescimento de empreendedores regionais também contribui para mudar a percepção sobre o potencial econômico do estado. O Tocantins deixa de ser visto apenas como uma economia baseada no setor público e no agronegócio tradicional para se consolidar como um ambiente fértil para inovação, serviços e novos modelos de negócios.

Para muitos empresários, o lucro financeiro é apenas uma consequência de algo maior: independência, geração de oportunidades e construção de legado.

Uma nova geração de empresários

O avanço do empreendedorismo no Tocantins revela o surgimento de uma nova geração de empresários mais conectada, estratégica e preparada para competir em um mercado cada vez mais dinâmico.

São empresários que compreenderam que crescimento não depende apenas de capital, mas também de visão, posicionamento e capacidade de adaptação. Em um estado em constante desenvolvimento, histórias de pequenos negócios que se transformam em empresas milionárias mostram que oportunidades existem — principalmente para quem está disposto a inovar e persistir.

Enquanto o mercado evolui, uma certeza permanece: o empreendedorismo continua sendo uma das maiores ferramentas de transformação econômica e social do Tocantins.

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