Empreendedorismo
Inscrições para os prêmios Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia 2025 são prorrogadas até 31 de agosto
Empreendedorismo
Foram prorrogadas até 31 de agosto as inscrições para a 21ª edição do Prêmio Professor Samuel Benchimol e do Prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente, iniciativas de reconhecimento a projetos, instituições, empresas e personalidades que se destacam no desenvolvimento sustentável da Região Amazônica. Em 2025, a solenidade de premiação, que acontece de forma itinerante, será realizada no estado do Tocantins, sob coordenação da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO).
O Prêmio Professor Samuel Benchimol inclui duas naturezas de premiação: uma, para a identificação de projetos inovadores contemplando três categorias nas áreas ambiental, econômico-tecnológica e social; e outra, para reconhecimento de personalidades que contribuem para o desenvolvimento da região (categoria Personalidade Amazônica). Criado em 2004, o Prêmio foi instituído em homenagem a Samuel Isaac Benchimol — economista e professor universitário com mais de cem publicações e idealizador dos quatro paradigmas do desenvolvimento amazônico (econômico, ecológico, político e social).
O Prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente contempla a busca e identificação de projetos com abordagem integrada e potencial de transformação da realidade socioeconômica, iniciativas de suporte ao desenvolvimento regional, tendo como compromisso estimular o desenvolvimento de projetos inovadores na Amazônia Legal; e o reconhecimento de empresas que contribuem para o desenvolvimento sustentável da região.
As inscrições devem ser feitas no site oficial dos prêmios www.amazonia.ibict.br em duas etapas: a primeira consiste no preenchimento de dados pessoais e de contato, e a segunda na submissão da proposta ou da indicação. O prazo agora segue até 31 de agosto. Ao todo serão R$ 200 mil em premiações.
Realizados pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), pelo Governo Federal por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela FIETO, os prêmios ainda contam com o patrocínio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Banco da Amazônia e de empresas compromissadas com o desenvolvimento sustentável da região. Entre os apoiadores estão as demais oito Federações de Indústrias dos estados da Amazônia Legal (FIEAC, FIEAM, FIEAP, FIEMA, FIEMT, FIEPA, FIER, FIERO). A edição deste ano se alinha à declaração da ONU que reconhece 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas, reafirmando o papel do cooperativismo na inclusão social e no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Outra novidade é o estímulo à inscrição de projetos de livros, vídeos e filmes que abordem a cultura, história e desenvolvimento da Amazônia, com base nos quatro paradigmas do professor Samuel Benchimol: ser economicamente viável, ecologicamente adequado, politicamente equilibrado e socialmente justo.
Categorias e premiação
O Prêmio Professor Samuel Benchimol contempla duas categorias:
Personalidades Dedicadas ao Desenvolvimento Sustentável da Região Amazônica: reconhece lideranças empresariais ou acadêmicas de destaque na promoção do desenvolvimento sustentável na região (Premiação honorífica).
Projetos de Desenvolvimento Sustentável na Região Amazônica: com uma premiação de R$ 90 mil, divididos igualmente entre as duas propostas mais bem avaliadas. O objetivo é fomentar soluções inovadoras de pequenos e médios empresários, startups e microempreendedores para os principais desafios amazônicos.
Já o Prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente se divide em três naturezas:
Empresa na Amazônia: voltada a negócios com atuação relevante no fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis (Premiação honorífica).
Microempreendimento na Amazônia: o Prêmio Florescer, subdividido em Florescer Urbano e Florescer Rural, com indicações realizadas exclusivamente pelo Banco da Amazônia e premiação de R$ 10 mil cada um.
Iniciativa de Desenvolvimento Local (IDL): premiação de R$ 90 mil, distribuída entre três projetos selecionados (R$ 30 mil cada), com foco em economia verde, criativa, agroecologia e produção orgânica.
Podem se inscrever pessoas a partir de 17 anos, desde que as propostas estejam alinhadas ao desenvolvimento sustentável da Região Amazônica. As inscrições podem ser individuais ou em grupo (com um representante formal).
Nas categorias honoríficas, cada pessoa pode indicar até três nomes por categoria, com exceção do Prêmio Florescer, cujos indicados são selecionados pelas unidades de microfinanças do Banco da Amazônia.
Os projetos premiados deverão apresentar, após 10 meses da cerimônia, um relatório de resultados e um vídeo de até um minuto com os impactos alcançados. Os recursos devem ser aplicados integralmente na proposta vencedora e seu uso deverá ser detalhado em relatório específico no prazo de 12 meses.
A CAPITAL
Do Zero ao Milhão: empresários tocantinenses transformam pequenas ideias em negócios lucrativos e impulsionam a economia regional
m um cenário econômico marcado por desafios, inflação e mudanças constantes no comportamento do consumidor, o empreendedorismo tem se consolidado como uma das maiores forças de transformação social e financeira no Tocantins. De pequenos negócios iniciados dentro de casa a empresas que hoje movimentam milhões de reais, empresários tocantinenses vêm mostrando que visão estratégica, persistência e inovação podem transformar ideias simples em operações altamente lucrativas.
Nos últimos anos, o estado acompanhou o crescimento acelerado de micro e pequenas empresas em setores como alimentação, agronegócio, tecnologia, estética, marketing digital, construção civil e comércio eletrônico. Em comum entre esses empreendedores está um fator decisivo: a capacidade de identificar oportunidades onde muitos enxergavam limitações.
O empreendedorismo como motor da nova economia tocantinense
O Tocantins vive um momento de expansão econômica impulsionado pelo fortalecimento do setor produtivo e pelo amadurecimento do ambiente de negócios. Em cidades como Palmas, Araguaína e Gurupi, empresas locais passaram a ocupar espaços antes dominados por grandes marcas nacionais.
Mais do que gerar lucro, esses negócios têm criado empregos, movimentado cadeias produtivas e fortalecido a economia regional. Muitos empresários começaram com investimentos modestos, utilizando redes sociais, atendimento personalizado e estratégias digitais para conquistar clientes e expandir operações.
Para especialistas em desenvolvimento econômico, o perfil do empreendedor tocantinense mudou significativamente na última década. Hoje, há maior preocupação com gestão, posicionamento de marca, experiência do cliente e inovação — fatores considerados fundamentais para a sobrevivência empresarial.
Histórias que começaram pequenas
Por trás de empresas consolidadas existem trajetórias marcadas por riscos, dificuldades financeiras e longas jornadas de trabalho. Muitos empreendedores começaram vendendo produtos pela internet, produzindo em casa ou oferecendo serviços de maneira informal.
Em diversos casos, o crescimento veio após investimentos em marketing digital, profissionalização da gestão e adaptação às novas demandas do mercado. O que antes era apenas uma renda complementar acabou se transformando em empresas estruturadas, com equipes, sede própria e faturamento expressivo.
O setor alimentício é um dos exemplos mais evidentes dessa transformação. Pequenas cozinhas artesanais evoluíram para restaurantes, hamburguerias e marcas regionais reconhecidas. O mesmo acontece com negócios ligados à beleza, moda e serviços especializados.
No agronegócio, produtores rurais também passaram a enxergar novas possibilidades de monetização, investindo em tecnologia, agroindústria e comercialização direta, aumentando margens de lucro e competitividade.
A força das redes sociais no crescimento das empresas
Se antes o crescimento empresarial dependia exclusivamente de publicidade tradicional, hoje as redes sociais se tornaram ferramentas estratégicas para pequenos negócios.
Empreendedores tocantinenses vêm utilizando plataformas digitais para vender produtos, construir autoridade e alcançar consumidores em diferentes regiões do estado. Instagram, WhatsApp e marketplaces passaram a funcionar como verdadeiras vitrines comerciais.
Essa transformação digital reduziu barreiras de entrada e permitiu que empresas locais competissem diretamente com grandes marcas. Em muitos casos, negócios que começaram sem estrutura física alcançaram alto faturamento operando prioritariamente no ambiente online.
Além disso, o marketing humanizado e a proximidade com o consumidor têm sido diferenciais competitivos importantes para empresas regionais.
O desafio por trás do sucesso
Apesar das histórias inspiradoras, empreender ainda exige resistência emocional, planejamento financeiro e capacidade de adaptação. Empresários relatam dificuldades relacionadas à carga tributária, acesso a crédito, custos operacionais e instabilidade econômica.
Outro desafio recorrente é a profissionalização da gestão. Muitos negócios conseguem crescer rapidamente, mas enfrentam dificuldades para manter organização financeira, controle operacional e escalabilidade.
Especialistas apontam que o sucesso sustentável depende de fatores como:
- planejamento estratégico;
- controle de fluxo de caixa;
- posicionamento de mercado;
- inovação constante;
- capacitação empresarial.
Nesse cenário, instituições de apoio ao empreendedorismo têm desempenhado papel importante na qualificação de empresários e no fortalecimento dos pequenos negócios.
Pequenas empresas, grandes impactos
As micro e pequenas empresas representam uma parcela significativa da geração de empregos no Tocantins. Além do impacto econômico, esses negócios fortalecem o comércio local e ajudam a descentralizar oportunidades.
O crescimento de empreendedores regionais também contribui para mudar a percepção sobre o potencial econômico do estado. O Tocantins deixa de ser visto apenas como uma economia baseada no setor público e no agronegócio tradicional para se consolidar como um ambiente fértil para inovação, serviços e novos modelos de negócios.
Para muitos empresários, o lucro financeiro é apenas uma consequência de algo maior: independência, geração de oportunidades e construção de legado.
Uma nova geração de empresários
O avanço do empreendedorismo no Tocantins revela o surgimento de uma nova geração de empresários mais conectada, estratégica e preparada para competir em um mercado cada vez mais dinâmico.
São empresários que compreenderam que crescimento não depende apenas de capital, mas também de visão, posicionamento e capacidade de adaptação. Em um estado em constante desenvolvimento, histórias de pequenos negócios que se transformam em empresas milionárias mostram que oportunidades existem — principalmente para quem está disposto a inovar e persistir.
Enquanto o mercado evolui, uma certeza permanece: o empreendedorismo continua sendo uma das maiores ferramentas de transformação econômica e social do Tocantins.