IMPOSTOS
Arrecadação de ITBI registra crescimento em três anos consecutivos
FINANÇAS
Desde 2019 a Prefeitura de Palmas vem registrando crescimento na arrecadação do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), sendo este um indicador que aponta para a saúde econômico-financeira do Município.
Na comparação dos três últimos anos, o crescimento mais expressivo se deu entre os períodos de janeiro a agosto de 2021 e de 2019, cujo aumento foi de 44%. Em 2021 a arrecadação foi de R$ 19,6 milhões e em 2019 foi de R$ 13,1 milhões. Já no comparativo entre 2020 e 2019, o crescimento do ano foi de 29%, sendo R$ 21,1 milhões referentes à arrecadação de janeiro a dezembro de 2019, e no mesmo período de 2020 foi de R$ 29,9 milhões.
De acordo com o secretário de Finanças de Palmas, Rogério Ramos, estes números refletem a confiança do contribuinte na política fiscal da administração municipal, além da solidez alcançada pelo mercado imobiliário local. “Um mercado imobiliário aquecido demonstra, normalmente, a saúde econômica do município, uma vez que demonstra que as pessoas se sentem seguras para investir”, comentou Ramos.

Rogério Ramos, secretário de Finanças de Palmas
Ele destacou que esta tendência de crescimento vem desde 2018, e que no primeiro ano da gestão da prefeita Cinthia Ribeiro o aumento no setor foi de 39%. “Crescimento impulsionado à época por medidas como o fim do IPTU progressivo e também da implantação do programa de desburocratização para emissão de alvarás de construção e Habite-se”, lembrou.
O secretário observou também que apesar das incertezas trazidas pela pandemia do novo coronavírus, a confiança do contribuinte palmense na robustez da política fiscal não diminuiu. “Tanto, que mesmo com as incertezas da Covid-19, o setor imobiliário continuou aquecido, com esse crescimento de mais de 40%, na comparação entre janeiro e agosto dos anos de 2021 e 2019, e de 2% entre os mesmos meses neste ano e no ano passado.”
O que é ITBI
O ITBI é o imposto recolhido nas transações de compra e venda de bens imóveis, sendo que o mesmo não é cobrado em casos de doação e herança. Segundo a legislação vigente, numa transação o recolhimento do tributo é de responsabilidade do comprador do imóvel.
Vale destacar que o ITBI é um imposto de competência municipal e deve ser pago onde estiver situado o imóvel. Também é preciso lembrar que mesmo se o imóvel estiver na planta, o recolhimento do ITBI é obrigatório.
Saiba mais
Comparativos do ITBI desde 2019
Os números apontam um crescimento de 44% de janeiro a agosto de 2021 em comparação ao mesmo período de 2019. Em 2021, observa-se o aumento de 2% de janeiro a agosto comparado ao mesmo período do ano anterior. Em 2020, o crescimento foi de 29% em relação a 2019, como pode ser constatado pelos dados abaixo.
2019
R$ 21.178.222,48
Jan – Ago
R$ 13.129.816,78
2020
R$ 29.966.497,67
Jan – Ago
R$ 19.323.739,60
2021
Jan – Ago
R$ 19.699.042,53
BRASIL
Banco do Brasil amplia renegociação do FIES pelo Desenrola e oferece nova chance para estudantes endividados
O avanço das dívidas estudantis no Brasil transformou o financiamento universitário em um dos principais desafios financeiros enfrentados por jovens e adultos nos últimos anos. Em meio a esse cenário, o programa Desenrola ganhou força como alternativa para quem busca reorganizar a vida financeira, especialmente entre estudantes e ex-estudantes com pendências relacionadas ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).
O Banco do Brasil, uma das principais instituições financeiras participantes das ações de renegociação, passou a ampliar as condições especiais para contratos em atraso, oferecendo descontos, parcelamentos ampliados e facilidades de pagamento voltadas à regularização de débitos estudantis.
A iniciativa surge em um momento em que milhares de brasileiros convivem com restrições no CPF, dificuldade de acesso ao crédito e limitações financeiras provocadas pelo acúmulo de parcelas atrasadas do financiamento universitário.
Dívida do FIES impacta vida financeira de milhares de famílias
Criado para democratizar o acesso ao ensino superior, o FIES possibilitou que milhões de estudantes ingressassem em universidades privadas em todo o país. Porém, após a formação acadêmica, muitos beneficiários encontraram dificuldades para cumprir os pagamentos, principalmente diante do desemprego, da baixa renda e da instabilidade econômica dos últimos anos.
O resultado foi o crescimento da inadimplência em contratos estudantis, afetando diretamente a capacidade financeira de milhares de brasileiros.
Além dos juros acumulados, muitos ex-estudantes passaram a enfrentar:
- Nome negativado;
- Restrição bancária;
- Dificuldade para financiar imóveis e veículos;
- Limitação no acesso a crédito;
- Problemas para abertura de empresas e contratação de serviços financeiros.
Em muitos casos, a dívida do FIES deixou de ser apenas uma obrigação educacional e passou a comprometer toda a estrutura financeira familiar.
Desenrola cria oportunidade de recomeço financeiro
Com foco na renegociação de débitos, o programa Desenrola passou a permitir condições mais acessíveis para regularização de contratos vinculados ao financiamento estudantil.
Dependendo do perfil da dívida e do tempo de inadimplência, os contratos podem receber descontos relevantes sobre juros e encargos, além de parcelamentos mais longos e adequados à realidade financeira dos consumidores.
Entre as possibilidades oferecidas estão:
- Redução de juros acumulados;
- Parcelamento em maior número de vezes;
- Condições especiais para pagamento à vista;
- Negociação digital pelos canais bancários;
- Retirada do nome dos órgãos de proteção ao crédito após regularização.
A expectativa do setor financeiro é que o programa continue registrando aumento na procura ao longo de 2026, principalmente entre jovens profissionais que buscam recuperar estabilidade financeira e reorganizar o orçamento pessoal.
Recuperação do crédito virou prioridade
Especialistas apontam que a renegociação do FIES representa mais do que apenas o pagamento de uma dívida antiga. Para muitos brasileiros, trata-se da possibilidade de recuperar acesso ao sistema financeiro e reconstruir planejamento de vida.
Com a regularização, consumidores conseguem melhorar a pontuação de crédito, ampliar capacidade de financiamento e voltar a ter acesso a serviços bancários com melhores condições.
Além disso, o cenário atual mostra que muitos ex-estudantes buscam resolver pendências financeiras antes de assumir novos compromissos, como aquisição de imóvel, abertura de negócio próprio ou investimentos profissionais.
Atendimento pode ser feito digitalmente
Os interessados em verificar condições de renegociação podem consultar os canais oficiais do Banco do Brasil, incluindo aplicativo, internet banking e atendimento presencial nas agências.
Informações complementares também estão disponíveis nos canais oficiais do FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e no Portal Gov.br.
Educação e recomeço financeiro
Para milhares de brasileiros, o financiamento estudantil representou a oportunidade de acesso à graduação e construção profissional. Agora, programas de renegociação como o Desenrola passam a funcionar como uma alternativa de recuperação financeira, permitindo que estudantes e ex-estudantes possam reorganizar a vida econômica sem carregar indefinidamente os impactos da inadimplência.
A expectativa é que novas adesões continuem sendo registradas nos próximos meses, impulsionadas pelo aumento da busca por recuperação de crédito e estabilidade financeira em todo o país.
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