FINANÇAS
Prefeitura de Palmas: Arrecadação tributária cresce 66,9% e chega a R$ 285,5 Mi
FINANÇAS
Em 2015, a Prefeitura de Palmas fechou a arrecadação dos impostos municipais em R$ 171 milhões; em 2021, R$ 285,5 milhões, um crescimento de 66,9%. Comparando o mesmo período, o investimento da gestão municipal cresceu 81,7%, saindo de R$ 63,2 milhões em 2015 para R$ 114,8 milhões no ano passado. Os dados demonstram que o crescimento da receita tributária ano a ano teve um impacto positivo direto com a entrega de obras e ampliação de serviços, com destaques para a saúde e educação.
“Antes de falarmos das grandes obras de pavimentação, escolas, creches, equipamentos de saúde e unidades habitacionais, vale destacar que o crescimento da arrecadação tributária amplia diretamente os recursos destinados à educação e à saúde. As duas áreas, por determinação da Constituição Federal, recebem 15% e 25%, respectivamente saúde e educação, das receitas oriundas dos impostos”, explica o secretário municipal de Finanças, Rogério Ramos.
Palmas se transformou em um canteiro de obras nos últimos anos, rede de drenagem e pavimentação asfáltica das quadras Arne 54 (408 Norte) e Arne 64 (508 Norte), nos setores Jardim Taquari, Jardim Janaína e Lago Sul; melhorias na infraestrutura na Arne 63 (506 Norte) e nas quadras industriais ASR-SE 25 (215 Sul) e ASR-SE 85 (812 Sul). Na educação, nos últimos três anos foram entregues três creches e uma escola de tempo integral, ETI Fidêncio Bogo.
Na saúde, a Prefeitura de Palmas não mediu esforços para fazer ampliações, como equipar os leitos das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) com respiradores, contratar leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na rede privada, reformas e ampliações das unidades de saúde, construções da UPA no Setor Sul e da Central Municipal de Rede de Frio.
Os palmenses também ganharam cinco novas praças e mais de 2,6 mil unidades habitacionais de interesse social.
Investimento e crescimento econômico
Em 2020, a gestão municipal deu um salto nos investimentos, saindo de R$ 72,7 milhões aplicados em 2019 para R$ 123 milhões no ano seguinte, um crescimento de 69,1%. No ano passado, o valor foi um pouco menor, R$ 114,8 milhões, uma queda de 6,7%; mas bem acima dos valores investidos nos anos anteriores pela Prefeitura de Palmas.
“Conseguimos entregar grandes obras e atender as demandas urgentes geradas pela pandemia da Covid-19, com grandes ampliações nos serviços de saúde. Grande parte desses investimentos foram definidos pelo cidadão na elaboração do Plano Plurianual (PPA) e este ano começamos a executar um novo planejamento, elaborado em 2021”, afirma o secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Humano (Seplad), Eron Bringel Coelho.
A professora e coordenadora do Observatório de Governança e Desenvolvimento Regional da Universidade Federal do Tocantins, Ana Lúcia Medeiros, ressalta que uma arrecadação tributária crescente significa mais que recursos em caixa, mas uma base garantidora para a gestão pública conseguir empréstimos de longo prazo. “Uma arrecadação tributária crescente possibilita que o poder público possa realizar operações de crédito vantajosas que permitem a realização de grandes obras. E como se fosse um colchão, que aliado a uma boa gestão fiscal, permite o bom planejamento a médio e longo prazo”, detalha.
Mestre em Economia e Doutora em Administração, a professora Ana Lúcia argumenta que o contribuinte precisa entender a importância de pagar os impostos, cabendo a ele cobrar que a gestão pública faça uma boa aplicação desses recursos e que atenda à população que mais precisa dos serviços públicos. “Os investimentos públicos são fundamentais para alavancar a economia local, uma grande cadeia que gera empregos, compra de insumos e crescimento econômico”, pontua.
Impostos
Os três impostos municipais são: Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto Sobre Serviços (ISS) e Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Em percentual de crescimento, no acumulado dos últimos sete anos, o ITBI apresenta o melhor desempenho, 115%, comparando que em 2015 foram arrecadados R$ 15,4 milhões e no ano passado, R$ 33,2 milhões. “Esse crescimento na arrecadação do ITBI significa o aquecimento econômico no setor imobiliário e é um bom indicador da economia de Palmas”, pontua o secretário Ramos.
Em volume de recursos, o ISS representa mais da metade da arrecadação tributária dos três impostos municipais. O ISS também registrou o maior crescimento de um ano para outro, 39,3% em 2021 (R$ 173,2 milhões), comparando com 2020 (R$ 124,4 milhões). “Outro indicador do aquecimento econômico da nossa cidade é ampliação dos serviços prestados na nossa cidade”, ressalta Ramos. Considerando a arrecadação do ISS em 2015, de R$ 91,4 milhões, e a de 2021, o crescimento da arrecadação foi de 89,5%.
O IPTU registrou um crescimento de 23% de 2015 (R$ 64,3 milhões) para 2021, R$ 79,1 milhões arrecadados. Em 2019, a gestão municipal adotou novas regras, mantendo os redutores da base de cálculo praticados desde 2013, antes modificados, e a taxação progressiva do IPTU passou a complementar somente imóveis sem edificação com área igual ou superior a 5 mil metros quadrados.
| Evolução da arrecadação tributária | |||
| ISS | IPTU | ITBI | |
| 2015 | R$ 91.388.989,92 | R$ 64.279.062,85 | R$ 15.419.158,55 |
| 2016 | R$ 94.323.872,62 | R$ 56.106.729,05 | R$ 14.800.701,83 |
| 2017 | R$ 101.772.559,16 | R$ 67.887.786,73 | R$ 19.504.691,79 |
| 2018 | R$ 112.115.221,98 | R$ 64.014.222,99 | R$ 17.762.263,57 |
| 2019 | R$ 129.845.827,40 | R$ 76.446.578,62 | R$ 22.326.015,07 |
| 2020 | R$ 124.373.259,20 | R$ 68.955.914,51 | R$ 31.067.326,57 |
| 2021 | R$ 173.213.050,30 | R$ 79.052.394,05 | R$ 33.235.601,78 |
| Fonte: Secretaria Municipal de Finanças/Prefeitura de Palmas | |||
BRASIL
Banco do Brasil amplia renegociação do FIES pelo Desenrola e oferece nova chance para estudantes endividados
O avanço das dívidas estudantis no Brasil transformou o financiamento universitário em um dos principais desafios financeiros enfrentados por jovens e adultos nos últimos anos. Em meio a esse cenário, o programa Desenrola ganhou força como alternativa para quem busca reorganizar a vida financeira, especialmente entre estudantes e ex-estudantes com pendências relacionadas ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).
O Banco do Brasil, uma das principais instituições financeiras participantes das ações de renegociação, passou a ampliar as condições especiais para contratos em atraso, oferecendo descontos, parcelamentos ampliados e facilidades de pagamento voltadas à regularização de débitos estudantis.
A iniciativa surge em um momento em que milhares de brasileiros convivem com restrições no CPF, dificuldade de acesso ao crédito e limitações financeiras provocadas pelo acúmulo de parcelas atrasadas do financiamento universitário.
Dívida do FIES impacta vida financeira de milhares de famílias
Criado para democratizar o acesso ao ensino superior, o FIES possibilitou que milhões de estudantes ingressassem em universidades privadas em todo o país. Porém, após a formação acadêmica, muitos beneficiários encontraram dificuldades para cumprir os pagamentos, principalmente diante do desemprego, da baixa renda e da instabilidade econômica dos últimos anos.
O resultado foi o crescimento da inadimplência em contratos estudantis, afetando diretamente a capacidade financeira de milhares de brasileiros.
Além dos juros acumulados, muitos ex-estudantes passaram a enfrentar:
- Nome negativado;
- Restrição bancária;
- Dificuldade para financiar imóveis e veículos;
- Limitação no acesso a crédito;
- Problemas para abertura de empresas e contratação de serviços financeiros.
Em muitos casos, a dívida do FIES deixou de ser apenas uma obrigação educacional e passou a comprometer toda a estrutura financeira familiar.
Desenrola cria oportunidade de recomeço financeiro
Com foco na renegociação de débitos, o programa Desenrola passou a permitir condições mais acessíveis para regularização de contratos vinculados ao financiamento estudantil.
Dependendo do perfil da dívida e do tempo de inadimplência, os contratos podem receber descontos relevantes sobre juros e encargos, além de parcelamentos mais longos e adequados à realidade financeira dos consumidores.
Entre as possibilidades oferecidas estão:
- Redução de juros acumulados;
- Parcelamento em maior número de vezes;
- Condições especiais para pagamento à vista;
- Negociação digital pelos canais bancários;
- Retirada do nome dos órgãos de proteção ao crédito após regularização.
A expectativa do setor financeiro é que o programa continue registrando aumento na procura ao longo de 2026, principalmente entre jovens profissionais que buscam recuperar estabilidade financeira e reorganizar o orçamento pessoal.
Recuperação do crédito virou prioridade
Especialistas apontam que a renegociação do FIES representa mais do que apenas o pagamento de uma dívida antiga. Para muitos brasileiros, trata-se da possibilidade de recuperar acesso ao sistema financeiro e reconstruir planejamento de vida.
Com a regularização, consumidores conseguem melhorar a pontuação de crédito, ampliar capacidade de financiamento e voltar a ter acesso a serviços bancários com melhores condições.
Além disso, o cenário atual mostra que muitos ex-estudantes buscam resolver pendências financeiras antes de assumir novos compromissos, como aquisição de imóvel, abertura de negócio próprio ou investimentos profissionais.
Atendimento pode ser feito digitalmente
Os interessados em verificar condições de renegociação podem consultar os canais oficiais do Banco do Brasil, incluindo aplicativo, internet banking e atendimento presencial nas agências.
Informações complementares também estão disponíveis nos canais oficiais do FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e no Portal Gov.br.
Educação e recomeço financeiro
Para milhares de brasileiros, o financiamento estudantil representou a oportunidade de acesso à graduação e construção profissional. Agora, programas de renegociação como o Desenrola passam a funcionar como uma alternativa de recuperação financeira, permitindo que estudantes e ex-estudantes possam reorganizar a vida econômica sem carregar indefinidamente os impactos da inadimplência.
A expectativa é que novas adesões continuem sendo registradas nos próximos meses, impulsionadas pelo aumento da busca por recuperação de crédito e estabilidade financeira em todo o país.