FINANÇAS
Vale do Araguaia se consolida como promessa estratégica para o futuro agrícola de Goiás e do Brasil
FINANÇAS
O Vale do Araguaia, localizado no norte de Goiás, está sendo apontado como uma das principais apostas do governo estadual para o crescimento econômico tanto local quanto nacional. Durante a apresentação do estudo “Oportunidades e Desafios para o Desenvolvimento do Vale do Araguaia”, promovida na Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), o vice-governador Daniel Vilela destacou o grande potencial da região para se tornar um dos maiores polos produtivos de alimentos do mundo.
O estudo, realizado pela consultoria McKinsey & Company, traça um panorama detalhado das condições de solo, infraestrutura e as oportunidades de expansão agrícola e pecuária no Vale do Araguaia. “Poucas regiões do Brasil têm hoje o potencial do Vale do Araguaia para produzir, abastecer e atender com eficiência as demandas do mercado internacional de alimentos”, afirmou Vilela.
A região, que já possui uma infraestrutura logística em expansão, tem se beneficiado de investimentos estratégicos do Governo de Goiás. Obras como a pavimentação de rodovias e a construção de pontes são destacadas como essenciais para aumentar a competitividade da produção local e atrair investimentos. Entre as melhorias já entregues estão a pavimentação das GOs 336, 156 e 454, além de pontes na GO-334 e sobre o Rio do Peixe, em Araguapaz.
O vice-governador também mencionou que outras frentes de trabalho estão em andamento, incluindo a melhoria da GO-164 e a requalificação da GO-244. A construção de uma Policlínica Estadual em Mozarlândia, que atenderá a população do Vale com serviços especializados, é outra grande ação da gestão, com investimentos de R$ 20,5 milhões.
O presidente da Fieg, André Rocha, relembrou o impacto transformador que o setor industrial teve em Rio Verde, na década de 1990, e projetou um futuro ainda mais promissor para o Vale do Araguaia: “O que estamos vendo hoje no Vale do Araguaia tem potencial ainda maior”, destacou.
Para o produtor rural Leonardo de Oliveira Gomes, de Nova Crixás, o sucesso da região depende da articulação entre os setores público e privado. “Com esforço conjunto, podemos fazer em dez anos o que normalmente levaria trinta”, afirmou ele, reforçando a importância de uma colaboração estreita para acelerar o desenvolvimento da região.
O Governo de Goiás segue firme no compromisso de transformar o Vale do Araguaia em uma das maiores potências econômicas do estado nos próximos anos, consolidando a região como um polo essencial para a produção e exportação de alimentos.
BRASIL
Presidente sanciona ajuste no IR que garante isenção para rendas de até R$ 5 mil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (26/11) a lei que eleva para R$ 5 mil a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A nova regra também cria descontos para contribuintes que recebem até R$ 7.350 por mês e começará a valer já na declaração do ano que vem. Segundo o governo, mais de 15 milhões de brasileiros serão beneficiados — 10 milhões com isenção total e outros 5 milhões com redução do imposto.
Durante a cerimônia, Lula afirmou que a medida reforça o compromisso de reduzir desigualdades no país. “Combater a desigualdade é termos a capacidade de nos indignarmos com aquilo que está errado. O bom governante se preocupa com aqueles que são invisíveis”, declarou. Ele também destacou que se trata do cumprimento de uma promessa de campanha: “O povo pobre não quer muita coisa, ele quer garantir que vai ter comida todo dia, que vai ter um lugar pra morar e que seus filhos possam estudar”.
A proposta altera regras de tributação e busca ampliar o alcance de benefícios a trabalhadores e setores específicos, com impacto direto na renda e no consumo. Para compensar a perda de arrecadação, o governo ampliou a taxação sobre rendas anuais acima de R$ 600 mil, alcançando cerca de 140 mil contribuintes de alta renda, com alíquota máxima de até 10%.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou o caráter histórico da mudança e agradeceu ao Congresso pela aprovação unânime. “Quando o bem comum está acima de interesses menores, é possível unir o Brasil em torno de grandes causas”, afirmou. Ele também destacou o efeito da reforma sobre a desigualdade: “O Brasil possui uma desigualdade pior do que a de 47 países da África. Isso tem que acabar”.
Alguns tipos de rendimento continuam fora da nova tributação, como ganhos de capital, heranças, doações, poupança e aposentadorias por moléstia grave. A lei ainda estabelece limites para evitar que a soma de impostos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais fixados — nesses casos, haverá restituição.
Haddad classificou a mudança como “o passo mais significativo no caminho da justiça tributária no Brasil”. Com os reajustes feitos desde 2023, o governo afirma que, até 2026, cerca de 20 milhões de brasileiros terão isenção total e outros 5 milhões terão redução no IR, totalizando 25 milhões de beneficiados ao longo da atual gestão.
A equipe econômica destaca que o novo modelo torna o sistema mais simples, progressivo e alinhado à capacidade de contribuição: mais renda disponível para quem ganha menos e maior cobrança sobre rendas muito elevadas, resultando em um IR “mais justo, equilibrado e transparente”.
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