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ROBERTO PIRES

A inovação é um caminho para superarmos a crise

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NEGÓCIOS

Roberto Pires – Presidente da FIETO

O mundo passa por uma profunda transformação. A maior já vivida ao longo de décadas. Essa transformação provocou mudanças em nossas vidas. Tivemos que nos distanciar uns dos outros pela sobrevivência.

As pessoas se isolaram e tivemos que nos adaptar ao novo normal, de ruas vazias e portas fechadas. Também tivemos perdas irreparáveis.

A pandemia foi devastadora. Quase 600 mil pessoas já morreram pela Covid-19 no Brasil. Um número assustador que nos coloca entre as nações que registraram a maior quantidade de vítimas pela doença.

As consequências da pandemia ultrapassaram todas as barreiras e atingiu em cheio a economia. O PIB no Brasil recuou 4% em 2020. Milhares de negócios fecharam as portas porque não conseguiram se adaptar às mudanças do mercado. Num ambiente em que tantos sucumbiram à crise, muitos conseguiram renascer e isso só foi possível por meio da inovação, porque esses sobreviventes viram na crise uma oportunidade. Enxergaram à sua frente um caminho para manter suas empresas vivas. Conectaram-se às necessidades desse novo normal e inovaram. Reinventaram seus negócios. Criaram novos conceitos e romperam com o tradicional. Souberam compreender o cenário e se anteciparam para se adaptar à nova realidade em que a distância e o isolamento se tornaram hábitos fundamentais para a sobrevivência, abrindo às portas para o mundo digital.

Essas transformações mudaram a maneira como nos relacionamos. A emoção passou a ser expressa em algoritmos. A comunicação é hoje intermediada por plataformas digitais. Também adaptamos o processo de educação, incorporando novos mecanismos ao sistema de ensino e criando salas virtuais de conhecimento.

Os hábitos de consumo mudaram. O comércio eletrônico cresceu de maneira acelerada. As vendas do e-commerce mais que dobraram, crescendo 122% em 2020, segundo a Câmara Brasileira de Economia Digital.

Neste cenário em que inovar se tornou uma necessidade, a indústria teve que se adaptar. Durante a pandemia a produção da indústria caiu 65%. O faturamento das indústrias despencou 69%. Vivemos meses de uma recessão sem precedentes.

Mas, como em todo momento de crise, a inovação se tornou a única alternativa de sobrevivência das empresas. Inovar para enfrentar os desafios do mundo digital, para encontrar novos caminhos para atender às necessidades internas e externas das empresas, mudando o jeito de pensar e de agir do setor produtivo.

A indústria se conectou às mudanças e 90% delas criou um novo jeito de se relacionar com seus colaboradores. A linha de produção também foi adaptada em 84% das indústrias, 82% criaram novos mecanismos de vendas, 75% mudaram a maneira de gerir a empresa e 62% alteraram o processo logístico.

Os problemas com matéria-prima fizeram com que as indústrias se adaptassem mais da metade mudaram a cadeia de fornecedores. Com as margens de lucro cada vez menores, as indústrias tiveram que mudar o controle de estoque. AAs inovações adotadas suavizaram a crise para a indústria que hoje dá sinais de reação, acumulando uma alta de 22,6 no segundo trimestre de 2021, conforme números do IBGE.

A indústria brasileira melhorou sua posição no índice global de inovação, mas ainda estamos muito longe do ideal. O Brasil é a 9ª economia do mundo e ocupa apenas a 62ª posição no ranking de nações inovadoras, o que representa ainda um longo caminho a seguir para alcançarmos o patamar ideal para a nossa economia.

O Brasil precisa melhorar o financiamento à inovação. A interação entre o poder público, o setor produtivo e a academia precisa ser permanente, num trabalho conjunto e participativo. O governo tem que criar uma agenda de medidas a longo prazo que priorize a formação profissional e invista na qualificação de trabalhadores voltados às novas tecnologias. Para que isso aconteça, o poder público também precisa inovar e enfrentar os desafios, enxugando a máquina robusta do estado e conectando-se à nova realidade.

O Poder Público tem que reduzir a burocracia e encurtar caminhos para dar agilidade para as suas ações. Precisa rever o sistema administrativo e aderir à pauta de reformas que promovam a redução do Custo Brasil, que chega a 1 trilhão e meio de reais ao ano, retirando das empresas brasileiras o poder de competitividade no mercado mundial.

A inovação não é apenas um diferencial, mas sim uma necessidade. É uma mudança de atitude que tem que ser incorporada as nossas vidas. Um sentimento que precisa fazer parte da missão e dos valores das empresas.

A Federação das Indústrias do Estado do Tocantins busca estar à frente deste cenário, entendendo os rumos do mercado e preparando nossos empresários para que estejam prontos para enfrentar e superar os desafios do setor. Importante reforçar que neste sentido, a FIETO estará sempre ao lado do empresário para ampará-lo nos momentos difíceis, promovendo um ambiente favorável para o desenvolvimento e o crescimento da indústria. Essa é a nossa missão na FIETO. Esse é o nosso compromisso que se renova dia após dia para fazer da indústria do Tocantins um exemplo para o país.

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BRASIL

Sebrae Tocantins leva empresários para a Beauty Fair 2025

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Com o apoio do Sebrae Tocantins, empresários do Estado participam da Beauty Fair 2025, em São Paulo, entre os dias 6 e 9 de setembro. Reconhecida como a maior feira de beleza das Américas, o evento reúne as principais tendências, inovações e oportunidades de negócios do setor, abrindo espaço para que empreendedores de todo País fortaleçam sua atuação no mercado e ampliem conexões estratégicas.

A ação dá continuidade ao trabalho realizado há mais de 20 anos, quando o Sebrae Tocantins organizou a primeira caravana de empreendedores para o evento, subsidiando custos e garantindo acesso a conhecimento, capacitação e conexões de mercado. Em 2025, além de expor produtos e serviços, empresários também participam de oficinas e capacitações oferecidas por especialistas renomados.

Entre os tocantinenses presentes na feira está a empreendedora Mila Benício, de Paraíso do Tocantins. Dona de um studio de beleza na região do Vale do Araguaia, ela participou do curso da especialista Nayara Bezerra, que apresentou técnicas de mechas rápidas e práticas. A empresária avalia que a experiência reforça a importância de estar sempre atualizada e ressalta o papel do Sebrae nesse processo. “O curso foi perfeito e esclarecedor. Já participei de várias edições e, nesta, particularmente, me surpreendi com a estrutura e organização. O Sebrae é literalmente um parceiro que pega em nossa mão e nos ajuda a caminhar no árduo caminho do empreendedorismo”, afirma.

Outra participante é a cabeleireira Maria Nilce da Silva Bonfim, de Palmas, que vê na feira uma oportunidade de crescimento profissional e de atualização constante para o seu salão. Ela ressalta que estar em um evento desse porte significa ampliar horizontes, absorver novos conhecimentos e retornar ao Tocantins com práticas capazes de transformar o dia a dia de seus clientes. “A Beauty Fair é um divisor de águas na vida de qualquer profissional da beleza. Aqui eu consigo entender o que há de mais moderno no mercado, trocar experiências com outros empreendedores e, principalmente, ter segurança para aplicar técnicas que agregam valor ao meu trabalho. O Sebrae tem papel fundamental nesse processo, porque sem esse apoio seria muito mais difícil acessar esse universo de conhecimento e inovação”, afirma.

Para o analista do Sebrae Tocantins, Bruno Rodrigues, a participação dos empresários na Beauty Fair reforça a importância da qualificação e da conexão com tendências globais. Ele pontua que o setor de beleza é um dos mais representativos da economia criativa no Tocantins, além de ter grande impacto social. “O Brasil ocupa posição de destaque no mercado mundial da beleza, e o Estado acompanha esse movimento com empreendedores cada vez mais preparados e inovadores. Estar em um evento como a Beauty Fair significa ter acesso a técnicas e produtos de ponta e ainda enxergar oportunidades de negócios, firmar parcerias estratégicas e compreender o comportamento do consumidor em escala internacional. O Sebrae tem a missão de apoiar esse processo, aproximando os pequenos negócios de experiências que fortalecem sua competitividade e sustentabilidade no mercado”, ressalta.

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