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Nova Lei Restringe Uso de Celulares em Escolas Brasileiras

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Foto: tribunadonorte

Na última segunda-feira (13), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova e significativa legislação que limita o uso de celulares nas escolas do Brasil. Com base na experiência de estados como São Paulo e Mato Grosso, que já implementaram políticas de restrição no final de 2024, a nova lei deverá ser regulamentada nos próximos 30 dias e aplicada a partir do início do ano letivo, abrangendo tanto escolas públicas quanto privadas.

Camilo Santana, ministro da Educação, destacou que ainda em janeiro serão fornecidas orientações detalhadas sobre como será feita a fiscalização e o armazenamento dos dispositivos nas escolas. De acordo com a nova legislação, os alunos poderão levar seus celulares para a escola, mas seu uso ficará restrito a situações de emergência, saúde, acessibilidade e inclusão. Dentro da sala de aula, a utilização dos dispositivos será permitida apenas para fins pedagógicos ou didáticos.

A lei abrange estudantes da pré-escola, ensino fundamental e ensino médio. Diversos países, como Austrália, França, Estados Unidos, Espanha, Dinamarca e Suíça, já implementaram regulações semelhantes com sucesso.

Rodrigo Nejm, doutor em Psicologia Social e especialista em Educação Digital do Instituto Alana, destacou que o uso de celulares nas escolas atualmente traz mais efeitos negativos do que positivos, prejudicando a atenção e a capacidade de desempenho dos alunos, além de afetar a interação social durante os intervalos. Ele enfatizou que, embora a internet e os celulares tenham vantagens, certas aplicações, especialmente as redes sociais, representam mais riscos do que benefícios para crianças e adolescentes.

Os dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024 revelam que grande parte das crianças e adolescentes brasileiros já utilizam a internet regularmente, com 24% tentando reduzir o tempo online sem sucesso e 22% navegando sem real interesse no conteúdo.

Nejm sugere o uso de celulares mais simples para comunicação urgente, ressaltando que a educação digital é essencial para preparar os estudantes para o futuro, tanto no contexto profissional quanto na vida cotidiana.

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Banco do Brasil amplia renegociação do FIES pelo Desenrola e oferece nova chance para estudantes endividados

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O avanço das dívidas estudantis no Brasil transformou o financiamento universitário em um dos principais desafios financeiros enfrentados por jovens e adultos nos últimos anos. Em meio a esse cenário, o programa Desenrola ganhou força como alternativa para quem busca reorganizar a vida financeira, especialmente entre estudantes e ex-estudantes com pendências relacionadas ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES).

O Banco do Brasil, uma das principais instituições financeiras participantes das ações de renegociação, passou a ampliar as condições especiais para contratos em atraso, oferecendo descontos, parcelamentos ampliados e facilidades de pagamento voltadas à regularização de débitos estudantis.

A iniciativa surge em um momento em que milhares de brasileiros convivem com restrições no CPF, dificuldade de acesso ao crédito e limitações financeiras provocadas pelo acúmulo de parcelas atrasadas do financiamento universitário.

Dívida do FIES impacta vida financeira de milhares de famílias

Criado para democratizar o acesso ao ensino superior, o FIES possibilitou que milhões de estudantes ingressassem em universidades privadas em todo o país. Porém, após a formação acadêmica, muitos beneficiários encontraram dificuldades para cumprir os pagamentos, principalmente diante do desemprego, da baixa renda e da instabilidade econômica dos últimos anos.

O resultado foi o crescimento da inadimplência em contratos estudantis, afetando diretamente a capacidade financeira de milhares de brasileiros.

Além dos juros acumulados, muitos ex-estudantes passaram a enfrentar:

  • Nome negativado;
  • Restrição bancária;
  • Dificuldade para financiar imóveis e veículos;
  • Limitação no acesso a crédito;
  • Problemas para abertura de empresas e contratação de serviços financeiros.

Em muitos casos, a dívida do FIES deixou de ser apenas uma obrigação educacional e passou a comprometer toda a estrutura financeira familiar.

Desenrola cria oportunidade de recomeço financeiro

Com foco na renegociação de débitos, o programa Desenrola passou a permitir condições mais acessíveis para regularização de contratos vinculados ao financiamento estudantil.

Dependendo do perfil da dívida e do tempo de inadimplência, os contratos podem receber descontos relevantes sobre juros e encargos, além de parcelamentos mais longos e adequados à realidade financeira dos consumidores.

Entre as possibilidades oferecidas estão:

  • Redução de juros acumulados;
  • Parcelamento em maior número de vezes;
  • Condições especiais para pagamento à vista;
  • Negociação digital pelos canais bancários;
  • Retirada do nome dos órgãos de proteção ao crédito após regularização.

A expectativa do setor financeiro é que o programa continue registrando aumento na procura ao longo de 2026, principalmente entre jovens profissionais que buscam recuperar estabilidade financeira e reorganizar o orçamento pessoal.

Recuperação do crédito virou prioridade

Especialistas apontam que a renegociação do FIES representa mais do que apenas o pagamento de uma dívida antiga. Para muitos brasileiros, trata-se da possibilidade de recuperar acesso ao sistema financeiro e reconstruir planejamento de vida.

Com a regularização, consumidores conseguem melhorar a pontuação de crédito, ampliar capacidade de financiamento e voltar a ter acesso a serviços bancários com melhores condições.

Além disso, o cenário atual mostra que muitos ex-estudantes buscam resolver pendências financeiras antes de assumir novos compromissos, como aquisição de imóvel, abertura de negócio próprio ou investimentos profissionais.

Atendimento pode ser feito digitalmente

Os interessados em verificar condições de renegociação podem consultar os canais oficiais do Banco do Brasil, incluindo aplicativo, internet banking e atendimento presencial nas agências.

Informações complementares também estão disponíveis nos canais oficiais do FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e no Portal Gov.br.

Educação e recomeço financeiro

Para milhares de brasileiros, o financiamento estudantil representou a oportunidade de acesso à graduação e construção profissional. Agora, programas de renegociação como o Desenrola passam a funcionar como uma alternativa de recuperação financeira, permitindo que estudantes e ex-estudantes possam reorganizar a vida econômica sem carregar indefinidamente os impactos da inadimplência.

A expectativa é que novas adesões continuem sendo registradas nos próximos meses, impulsionadas pelo aumento da busca por recuperação de crédito e estabilidade financeira em todo o país.

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